Blog de Romério rômulo (165)

quero dizer que manuelzão foi boi – V


tenazes de manuel são como poldras
que sopram, juvenis, qualquer cidade.
manuel se faz de rubro cavaleiro
que carrega ademanes no seu ventre.

onde manuel latiu foi que se soube
do cão que travessava sua alma.

e por manuel se fez alma empenada.

o vento do facão recorta o mundo
em quadras. almas amenas,
duras espadas.

“se bezerro fosse noite
eu não mudava daqui”.

Adicionado por romério rômulo em 22 maio 2010 às 21:56 — Sem comentários

quero dizer que manuelzão foi boi – IV

este manuel é teso e o cavalo

(um) puro arreio que mistura o tempo.

viés de sua garganta traz garrucha

e valo de extensão desesperada.

sertão lhe vale quanto, o olho, o estado,

contém o corpo em gado, cada veia.



quando manuel se vê desesperado

é que montanha lhe redou o corpo

pela planura que sempre carrega.

quando manuel desdiz é que foi solto

o bicho contendor de uma vingança

vazada na garrucha e no ferrão.



quero dizer… Continuar

Adicionado por romério rômulo em 15 maio 2010 às 20:12 — Sem comentários

quero dizer que manuelzão foi boi – III


ser boi, cone e pedal, pode ser grave
se em manuel remete antecedências.
o espaço que revelo é pura noite
de solidão, cerrado e eloqüência.

o árido instante, extrato e muro,
requer o olho atiçado: ventre
do galho traz mais decisões.
se o espaço brumoso de manuel

requer seja o cavalo puro intento
de reaver o tanto já perdido.

toda querela não cabe imensidão.

Adicionado por romério rômulo em 8 maio 2010 às 23:20 — Sem comentários

quero dizer que manuelzão foi boi – II

o texto é naufrágio e é silêncio.

quando da pedra salta-lhe uma cabra

seu dia contado vê-se rubro.

a pele vermelha do ar solta-se

em vigores. uma poesia carrega

sempre outra. cada grão…

Continuar

Adicionado por romério rômulo em 2 maio 2010 às 17:29 — 3 Comentários

Romério Rômulo e a sagração do sertanejo

Poesia não é profissão nem ganha-pão. Se você encontrar na biografia de qualquer pessoa algo como "profissão: poeta", pode ter certeza de que o cara é vagabundo ou louco. E não é poeta. Mas, se você encontrar o mesmo sujeito ao vivo, olhando para dentro, muito para dentro, pode estar diante de um poeta. E não estará diante de um vagabundo, já que poesia exige, além de experiência de vida e muita leitura, o famoso "ócio criativo", que é quando o cara fica horas e horas pensando coisa…

Continuar

Adicionado por romério rômulo em 27 abril 2010 às 14:10 — 6 Comentários

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