“LA NANA”. A MAIS-VALIA VAI À LUTA EM BUSCA DE AFETO PARA A FALTA QUE MOVE OS CAPITAIS

Pela segunda vez no ano, a Grécia decidiu por uma greve geral hoje (01/05), Dia do Trabalho, em protesto contra a decisão do governo de atender às reivindicações da Troika (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) e prometer o corte de 2 mil funcionários públicos este ano e mais 11.500 até o fim de 2014. A paralisação foi decidida após Atenas transferir o feriado para depois da Páscoa ortodoxa que começa amanhã e irá até o próximo domingo (5). No último domingo (28), o Parlamento grego aprovou por 168 votos a 123, uma lei de emergência para liberar € 8,8 bilhões em fundos de resgate internacionais que prevê as primeiras dispensas de servidores públicos do país em mais de um século. O governo grego precisa do dinheiro prometido pela Troika para cumprir com os pagamentos de salários, pensões e de títulos da dívida nacional que vencerão no próximo dia 20. Desde 1911, a estabilidade do serviço público consta de todas as Constituições gregas, como uma forma de proteger a categoria quando o governo troca de mãos. Para contornar a legislação federal, a lei estipula que as primeiras dispensas ocorrerão em agências estaduais que serão extintas ou fundidas com outras. A urgência na aprovação levou o projeto aprovado a dispensar a consulta aos conselhos disciplinares, sob a alegação que são notoriamente lentos. A economia grega deverá recuar em quase 25% entre 2008 e 2013, e o desemprego atinge a taxa recorde de 27%. Ontem, o Escritório Europeu de Estatísticas (Eurostat) divulgou que taxa de desemprego na zona do euro chegou a 12,1% da população economicamente ativa em março. Segundo a Eurostat, o índice foi influenciado principalmente por Grécia e Espanha. No mesmo dia o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou que economia espanhola encolheu 0,5% entre janeiro e março, três décimos menos que no trimestre. Em termos anualizados, a queda chegou a 2%, um décimo mais que no trimestre anterior. Já são sete trimestres consecutivos de descenso, desde que no terceiro trimestre de 2011 a economia espanhola voltou a encolher após uma leve recuperação. Segundo o INE, essa contração é consequência da piora nos dados relativos ao mercado interno, compensado parcialmente pelos bons números da demanda externa. O Banco da Espanha advertiu que há pouca margem para que se recupere no curto prazo o consumo das famílias (uma das principais variáveis da demanda interna), dado a sua baixa capacidade de poupança, a queda da renda, o elevado endividamento e a incerteza do mercado de trabalho. Na última sexta-feira (26), milhares de pessoas foram às ruas de Madri para protestar contra o governo (acima).  Na França, milhares de pessoas saíram hoje às ruas na capital francesa para protestar contra o desemprego. O número de pessoas em busca de emprego subiu, em março, para 3,2 milhões, um recorde num mês em que, por dia, foram mais de mil os desempregados que entraram para as estatísticas oficiais divulgadas na última quinta-feira (25) pelo Ministério do Trabalho francês. No domingo (28), o presidente François Hollande, disse que não se intimidou por um primeiro ano no poder marcado pela desaceleração econômica e uma queda recorde em sua popularidade pessoal, argumentando que seu mandato de cinco anos irá reverter os resultados. Em declarações a correspondentes da Reuters e Agence France Presse uma semana antes do aniversário, em maio, da vitória eleitoral em 2012 sobre Nicolas Sarkozy, Hollande minimizou as pesquisas que mostram o seu índice de popularidade em torno de 25%, após a queda mais acentuada para qualquer presidente em mais de meio século. "Estou ciente do quanto a situação é grave. É dever de um presidente manter o curso e olhar para além rajadas de hoje. Chama-se perseverança", disse Hollande. "As pessoas podem criticar minhas decisões, acham que estou no caminho errado ou não tomei o caminho certo, mas se há uma coisa que eu tenho certeza é que eu tenho tomado decisões importantes para a França - muito mais em 10 meses do que foram tomadas em 10 anos", acrescentou. Na Itália, o novo primeiro-ministro Enrico Letta, de 46 anos, tomou posse no domingo em meio a um ato de desespero de um desempregado. Ele abriu fogo em frente ao Palácio Chigi, residência oficial do premier e local da primeira reunião dos novos ministros. O ato de violência virou uma discussão política. “Nossos políticos precisam começar a dar soluções para a crise social e para as necessidades das pessoas, porque a crise transforma vítimas em assassinos como o homem que atirou hoje”, alertou a presidente da Câmara dos Deputados, Laura Boldrini, do partido Esquerda, Ecologia e Liberdade, de oposição ao novo governo. A primeira missão de Letta é conseguir a aprovação do fim do imposto sobre propriedade, criado no governo Monti, para atender ao grupo político do ex-premier Sílvio Berlusconi. Ontem, após se reunir com a chanceler alemã, Angela Merkel, Letta garantiu que seu governo seguirá com o “saneamento das contas públicas”. Ele destacou que seu país saiu "reforçado" destes dois meses de "crise política", que seu Executivo é "claramente político" e que vai trabalhar para recuperar a "confiança" nas instituições por parte de desempregados e empresas. Merkel afirmou que os ajustes orçamentários e o crescimento econômico não são estratégias opostas, mas "complementares" na luta contra a crise de alguns países europeus. Ela destacou que "a consolidação fiscal" e "o crescimento" são fundamentais para melhorar a "competitividade" e fomentar a criação de emprego. 

O Exército israelense convocou hoje (1) centenas de reservistas para manobras repentinas perto da fronteira com a Síria e o Líbano. O jornal “Times of Israel” estima que o número de militares envolvidos no exercício totaliza de 10 a 20 mil pessoas. Ontem, o Exército de Israel matou um palestino acusado de terrorismo após um bombardeio na faixa de Gaza, próximo à data em que os cristãos ortodoxos comemoram a Páscoa (acima). A ação aconteceu horas depois de um israelense ser morto por um palestino ao lado de uma colônia judaica na Cisjordânia. Nas últimas 24 horas extremistas judeus provocaram cerca de 50 incêndios no território ocupado da Cisjordânia em represália ao assassinato ontem do colono no assentamento de Yitzhar. Nablus e o distrito de Tulkarem foram os mais afetados pelo fogo, que em muitos casos foi acompanhado por uma forte onde de calor. Os colonos também incendiaram em uma mesquita e lançaram pedras em veículos, o que deixou 20 palestinos feridos. O assassinato do colono é o primeiro desde a segunda metade de 2011 e suscitou uma onda de protestos por parte dos moradores de Yitzhar, um dos assentamentos mais radicais do movimento de colonização judaica. Hoje o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que seu país necessita um acordo de paz com os palestinos para evitar a criação de um "Estado binacional". Na reunião, o primeiro-ministro não fez comentários sobre a declaração feita ontem em Washington por uma delegação da Liga Árabe, que afirmou que os palestinos poderiam aceitar pequenos reajustes na fronteira de 1967 para alcançar um acordo de paz. Na véspera, Netanyahu justificou o ataque a Gaza como "uma continuidade de nossa política". "Não vamos aceitar disparos esporádicos de foguetes tanto da faixa de Gaza como do Sinai. Vamos atuar para defender os cidadãos israelenses". No mesmo dia o presidente de Israel, Shimon Peres, se encontrou com o papa Francisco, e pediu ao bispo de Roma a visitar Jerusalém em nome de "todo o povo de Israel", segundo um grupo de jornalistas que presenciaram o encontro entre os dois líderes no Vaticano. O presidente israelense presenteou o papa com uma bíblia de Jerusalém em hebraico e inglês com a seguinte dedicatória: "Para a Sua Santidade Francisco, para que tenha sucesso em tudo o que fizer e onde quer que vá". O presidente israelense, prêmio Nobel da Paz, que viajou hoje a Assis (centro da Itália), disse ao papa que rezará por ele na cidade de São Francisco, conhecido pacifista cristão. O pontífice pediu a Peres que Israel inicie logo o diálogo com os palestinos. No último sábado (27), seis carros e um caminhão da ONU foram queimados em Jerusalém Oriental. No mesmo dia o presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, informou que prepara a convocação do novo governo e que manterá conversações com o grupo Hamas, que controla Gaza, mesmo com a oposição de Israel. A situação está tensa na fronteira de Israel com a Síria. Hoje o chefe do movimento libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, confirmou que muitos combatentes lutaram na guerra civil síria pra evitar a derrubada do regime de Bashar al-Assad. "A Síria tem na região amigos verdadeiros que não irão permitir que o país caia nas mãos dos EUA, Israel e extremistas", enfatizou. Ontem, o jornal “The Washington Post” publicou que Washington está se preparando para enviar ajuda armamentista à oposição síria. Segundo o diário estadunidense, a Casa Branca tomará uma decisão definitiva sobre o envio de armas à oposição síria após a viagem na próxima semana do secretário de Estado, John Kerry, a Moscou, onde se reunirá com seu colega, Sergei Lavrov. No mesmo dia o embaixador da Síria na ONU, Bashar Jaafari, disse o regime de Bashar Assad é vítima de uma "estratégia internacional coordenada" para acusar o país de usar armas químicas para reprimir os rebeldes. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira ainda ter dúvidas sobre o uso de armas químicas na Síria. Para ele, as provas apresentadas pela inteligência estadunidense ainda são insuficientes para optar por uma intervenção militar. Na semana passada, o secretário de Defesa, Chuck Hagel, disse que os agentes encontraram evidências "com graus variados de confiança" de que carregamentos de gás sarin foram usados em pequenas quantidades em diversas regiões da Síria, provavelmente pelo regime sírio. Em entrevista coletiva, Obama afirmou que as informações divulgadas por Hagel ainda são preliminares e que ainda faltam informações sobre em que circunstâncias as armas foram aplicadas. Por isso, não pode definir nenhuma interferência no conflito no país árabe. Ontem, um novo atentado deixou ao menos 13 mortos e 70 feridos no centro de Damasco, um dia após o primeiro-ministro do país, Wael al Halqi, ter sobrevivido a outra explosão criminosa na mesma região da capital síria. A Agência Federal de Aeronáutica da Rússia distribuiu pelas companhias aéreas uma diretriz proibindo os voos no espaço aéreo da Síria, após um avião de passageiros ter sido atingido por dois mísseis terra-ar na véspera, enquanto sobrevoava o território sírio, informou uma fonte oficial à agência russa Interfax. No mesmo dia, Obama ligou para o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para manifestar suas preocupações com armas químicas sírias. Em entrevista à imprensa, o chanceler russo, Serguei Lavrov, questionou o pedido do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ao regime sírio para que permita a entrada de uma equipe da ONU no país para investigar o eventual uso de armas químicas. "A solicitação do secretário-geral, em referência a um evento, já esquecido, nos recorda as tentativas de repetir na Síria uma prática similar a do Iraque, quando eram procuradas armas de destruição em massa", disse o chefe da diplomacia russa. Na fronteira da Síria com o Iraque há novos focos de tensão que podem gerar uma guerra civil também no país vizinho, recém-saído da ocupação estadunidense. O presidente do Parlamento iraquiano, Osama al Nuyeifi, propôs a renúncia do governo do primeiro-ministro Nouri al-Maliki e a realização de eleições legislativas antecipadas após os últimos episódios de violência no país. Maliki, acusado de fazer vista grossa para a entrada de armas para o regime de Assad e de praticar violência contra o seu próprio povo, suspendeu no domingo as licenças de dez redes de televisão via satélite, sobretudo a Al-Jazeera (do Qatar), por "incitação à violência e ao sectarismo".

Uma explosão produzida em Makhachkala, capital do Daguestão, na Rússia, causou, hoje (1) a morte de dois jovens, deixando outras duas pessoas feridas, segundo os órgãos de segurança da cidade. Na última sexta-feira (26), a polícia russa deteve 140 pessoas num local de orações de muçulmanos em Moscou, como parte de uma operação de busca por militantes islâmicos, informou uma agência de notícias russas citando o Serviço de Segurança Federal (FSB, antiga KGB). Segundo a FSB, as detenções foram realizadas em um único lugar, uma residência da capital que funcionava como local de reza para a comunidade muçulmana, informou a agência "Interfax". O FSB advertiu que, depois de visitarem esse centro, os fiéis muçulmanos adotavam posturas radicais e passavam a dialogar com grupos armados no Cáucaso Norte russo. Em alguns casos, informou a nota oficial, "também participavam da preparação de ações extremistas e terroristas em território russo". Os detidos, inclusive mais de 30 estrangeiros, foram transferidos à delegacia central do distrito sul da capital para terem suas identidades reconhecidas. Essa detenção em massa coincidiu com a reunião que manteve hoje o presidente russo, Vladimir Putin, com os membros do Conselho de Segurança da Rússia, com os quais abordou, entre outras coisas, "a necessidade de ampliar a cooperação na luta contra o terrorismo". Segundo investigou a imprensa, não houve indicação de qualquer ligação com o ataque de 15 de abril na Maratona de Boston, que as autoridades dos EUA atribuem a dois irmãos de origem chechena com raízes no norte do Cáucaso russo. Na véspera, durante programa “Linha Direta com Vladimir Putin”, o líder russo disse que os atentados na cidade estadunidense justificaram sua política de linha-dura contra os militantes do Cáucaso do Norte e que a Rússia e os Estados Unidos devem aumentar a cooperação contra militantes. Mas os críticos do governo dizem que tais ações são destinadas em grande parte a expulsar os imigrantes ilegais das ex-repúblicas soviéticas do Cáucaso do Sul e Ásia Central, e para mostrar que as autoridades estão tomando medidas contra o terror. A maior preocupação é em relação os territórios considerados independentes por Moscou, como a Ossétia do Norte, que não tem reconhecimento dos Estados Unidos e União Europeia, por causa da crise diplomática com a Geórgia que considera o território pertencente a Tsibili. No último sábado (27), o vice-presidente estadunidense, Joe Biden, no encontro a sós com o presidente georgiano, Mikheil Saakashvili, na cidade de Sedona, Arizona, disse que os Estados Unidos vão continuar a ajudar a Geórgia. “Discutimos com Biden as questões relacionadas com a integração da Geórgia na Otan e a preparação do acordo sobre comércio livre com os EUA”, destacou Saakashvili. O comentário ocorreu no dia seguinte em que o primeiro-ministro Bidzina Ivanishvili, empresário georgiano que fez fortuna em Moscou e próximo a Putin, declarou que não descarta a hipótese de que “durante o antigo regime possam ter sido treinados terroristas no país”. Segundo Saakashvili, “o premiê não dispõe de toda a informação, ou foi induzido em erro”. Nas pendências entre Washington e Moscou, o presidente russo anunciou na TV que a investigação sobre o caso de Serguei Magnitsky que faleceu na prisão Matrosskaya Tishina, em Moscou, foi concluída. “Os investigadores decidiram que não houve nenhum dolo ou negligência. Foi uma tragédia”, frisou o presidente. A dúvida sobre a morte do empresário, preso sob a acusação de fraudes com as ações da estatal de gás Gazprom, levou os Estados Unidos a aprovarem uma lei pelo Congresso estadunidense com medidas retaliatórias contra autoridades de Moscou. Recentemente, o ministro do Interior da Rússia Vladimir Kolokoltsev e o ministro da Justiça Alexander Konovalov encontraram-se com seus funcionários, incluídos na Lista Magnitsky, feita pelos EUA. Durante a reunião Kolokoltsev salientou que nenhum país tem o direto de apresentar queixas a cidadãos da Rússia, todas as queixas devem ser consideradas dentro do país. Outro foco do Ocidente é questionar os direitos humanos na Rússia. Na última sexta-feira (26), um tribunal russo rejeitou a concessão de habeas corpus a uma artista da banda punk. Há oito meses, Nadezhda Tolokonnikova foi condenada a dois anos de prisão por ter participado de um protesto da banda contra Putin na Catedral do Cristo Salvador, a principal igreja ortodoxa de Moscou (acima). Outra preocupação foi a preocupação em relação à decisão da Promotoria de Moscou de suspender na semana retrasada durante três meses as atividades da Frente da Esquerda, um movimento dirigido por Serguei Udaltsov, um dos líderes da oposição a Putin, por "infrações à lei". Ele foi acusado de insuflar a população contra o governo. 

O presidente da Bolívia, Evo Morales, assinou hoje (1) um decreto para aumentar seu salário em 20%, até os US$ 2,5 mil, com o argumento de que "foi pressionado" a fazer isso para permitir um aumento dos salários dos funcionários públicos. Morales disse em discurso na porta do Palácio do Governo em La Paz que na "verdade não gosta" da ideia de aumentar o seu próprio salário, que até agora era de US$ 2,1 mil, mas que se sentiu obrigado a fazer para manter o teto entre o chefe de Estado e servidores. O líder socialista explicou que profissionais que trabalham para o Estado, como os docentes universitários, pediram um aumento de salário porque na Bolívia os empregados estatais, salvo casos excepcionais em empresas estratégicas, não podem ganhar mais do que o presidente. Morales insistiu que as universidades estatais estão perdendo seus melhores profissionais porque não tiveram aumento desde 2006. "Este fato me obriga fazer com que o salário do presidente use uma nova escala salarial referente a 15 salários mínimos. Repito, não gosto, mas fui obrigado depois que entendi que nossos profissionais não vão para o setor privado", ressaltou. O decreto estipulou também o primeiro aumento em 11 anos para os empregados das entidades governamentais. O setor se beneficiará com um aumento de 8% da massa salarial, mas com uma fórmula que permitirá aumentar até em 13% para os que ganhem menos e 7% aos cargos diretores. A medida ocorre dias depois de Morales anunciar que irá concorrer a mais um mandato presidencial e no mesmo dia em que expulsou a  Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional que operava no país desde 1964. De acordo com o líder socialista, a agência do governo estadunidense conspira contra o seu governo, ao lado da embaixada dos EUA na capital La Paz. "Não faltam algumas instituições da Embaixada dos EUA [para] continuar conspirando neste processo contra as pessoas e, especialmente, o governo nacional. Por isso, aproveitando, em 1º de Maio, quero informar-lhes que decido expulsar a Usaid da Bolívia. Se vai a Usaid da Bolívia", disse Morales. "Nunca mais a Usaid, que vai manipulando, que vai utilizando nossos irmãos dirigentes, que vai usando a alguns companheiros de base com esmolas", acrescentou, lembrando as nacionalizações feitas no setor petróleo em 2006. O gesto de Morales segue a do colega venezuelano, Nicolas Maduro, que prendeu um estadunidense acusado de insuflar violência no país por causa do resultado apertado na eleição presidencial. Segundo a advogada do acusado, Gloria Stifano, o estadunidense detido realizava um documentário na Venezuela. "Os documentários que ele faz não têm nada a ver com a segurança de Estado (...) são documentários de histórias individuais e pessoais com o propósito de entender cientificamente a psicologia existente por trás das divergências que produzem a divisão dos cidadãos", disse Stifano ao canal privado Globovisión, em referência à polarização vivida pelos venezuelanos. A polarização chegou também ao Congresso. Ontem, sete deputados opositores ficaram feridos após terem a palavra negada durante sessão parlamentar (acima). O presidente do Parlamento, Diosdado Cabello, disse que a decisão deve continuar até que a oposição aceite publicamente Maduro como presidente, o que levou a protestos da oposição com assobios, gritos e cartazes. Na véspera, um tribunal de Caracas decretou a prisão preventiva para o general da reserva e líder opositor Antonio Rivero, que se declarou em greve de fome após ser detido no último sábado (27).Ele é acusado de ter incitado a violência nas manifestações da oposição depois da eleição de 14 de abril. A justiça eleitoral divulgou que a diferença entre Maduro e o opositor Henrique Capriles caiu de 272 mil para 224 mil votos (de 1,8 para 1,49%), de acordo com o último boletim do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) divulgado anteontem. Pelo Twitter, Capriles disse que "esgotará as instâncias internas" e "levará ao mundo" o caso --para ele, o "roubo" na eleição que deu a vitória ao chavista Nicolás Maduro com a diferença de menos de 2% dos votos. "Mais cedo do que tarde teremos novas eleições!", assegurou. No sábado (27), o presidente venezuelano se reuniu com o colega cubano, Raúl Castro, onde reforçaram a “aliança estratégica” criada há 12 anos por seus antecessores, Fidel Castro e Hugo Chávez. Os dois assinaram 51 projetos de colaboração no valor de quase US$ 1 bilhão. Os acordos estão dirigidos às áreas de saúde, educação, transporte, esporte, energia e missões sociais. Os presidentes ratificaram sua decisão de manter sua aliança, que mantém a Venezuela como maior parceiro econômico, comercial e político de Cuba. 

Os capitalistas Tico e Teco voltaram a conversar sobre o mundo contemporâneo, acompanhados pela diarista Aparecida e pela filha Bytes, no dia 1º de maio de 2013, no Dia do Trabalhador.

Tico: No dia de hoje o escrivão Pero Vaz de Caminha relatou o “descobrimento” da “Ilha de Vera Cruz”, atualmente Brasil, ao rei de Portugal, D. Manuel I. Entre os trechos sobre a terra da “verdadeira” cruz, a expressão dos índios ao assistirem a Primeira Missa no Brasil: “Domingo, 26 de abril: Ao domingo de Pascoela pela manhã, determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu. Mandou a todos os capitães que se aprestassem nos batéis e fossem com ele. E assim foi feito. Mandou naquele ilhéu armar um esperavel, e dentro dele um altar mui bem corregido. E ali com todos nós outros fez dizer missa, a qual foi dita pelo padre frei Henrique, em voz entoada, e oficiada com aquela voz pelos outros padres e sacerdotes, que todos eram ali. A qual missa, segundo meu parecer, foi ouvida por todos com muito prazer e devoção.Ali era com o Capitão a bandeira de Cristo, com que saiu de Belém, a qual esteve sempre levantada, da parte do Evangelho.Acabada a missa, desvestiu-se o padre e subiu a uma cadeira alta; e nós todos lançados por essa areia. E pregou uma solene e proveitosa pregação da história do Evangelho, ao fim da qual tratou da nossa vinda e do achamento desta terra, conformando-se com o sinal da Cruz, sob cuja obediência viemos o que foi muito a propósito e fez muita devoção. Enquanto estivemos à missa e à pregação, seria na praia outra tanta gente, pouco mais ou menos como a de ontem, com seus arcos e setas, a qual andava folgando. E olhando-nos, sentaram-se. E, depois de acabada a missa, assentados nós à pregação, levantaram-se muitos deles, tangeram corno ou buzina e começaram a saltar e a dançar um pedaço”. Há 513 anos.

Teco: No dia de hoje Brasil, Argentina e Uruguai assinaram, em Buenos Aires, o Tratado da Tríplice Aliança contra o Paraguai. O acordo militar foi para enfrentar a superioridade armada de Assunção que contava com 60 mil homens e uma esquadra de 23 vapores e cinco navios apropriados à navegação fluvial. Segundo o Tratado da Tríplice Aliança, o comando supremo das tropas aliadas caberia ao presidente da Argentina, Bartolomeu Mitre. O conflito iniciou-se com a invasão da província brasileira de Mato Grosso pelo exército do Paraguai, sob ordens do presidente Francisco Solano López. O ataque paraguaio ocorreu após uma intervenção militar do Brasil que depôs o presidente Atanasio Aguirre, do Partido Blanco, para empossar o rival colorado Venancio Flores, a fim de terminar com a guerra civil uruguaia. Já o líder paraguaio temia que o Império brasileiro e a República Argentina viessem a desmantelar os países menores do Cone Sul, já que contava com o apoio dos blancos uruguaios e os caudilhos do norte da Argentina. Solano Lopes, chamado pelo povo de “El Supremo”, havia instalado um radical governo de esquerda como fim do latifúndio, obrigatoriedade dos sacerdotes serem vinculados ao Estado e perseguição à oligarquia tradicional do Paraguai. A assinatura do Tratado da Tríplice Aliança ocorreu há 148 anos.

Bytes: No dia de hoje o presidente Evo Morales nacionalizou os hidrocarbonetos na Bolívia, ocupando com tropas do Exército as empresas estrangeiras, como a estatal brasileira Petrobrás. O imposto sobre o gás subiu de 50% para 82%. As petrolíferas que não concordassem com as novas medidas teriam que deixar o país andino num prazo de 180 dias. "A hora chegou, o dia esperado, um dia histórico no qual a Bolívia retoma absoluto controle sobre nossos recursos naturais", discursou Morales. O líder socialista disse que, com essa medida, serão resolvidos os problemas econômicos bolivianos, porque os recursos da matéria-prima gerarão mais postos de trabalho no país. Há 7 anos.

Aparecida: No dia de hoje o ditador Getúlio Vargas criou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que unificou a legislação trabalhista no Estado Novo. Ela foi criada através do Decreto-Lei nº 5.452, fortemente inspirada na Carta del Lavoro do regime fascista de Benito Mussolini na Itália. Seu objetivo principal foi a regulamentação das relações individuais e coletivas do trabalho. A assinatura ocorreu no Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, que estava lotado de trabalhadores. Ao longo da história, a CLT ficou conhecida como o documento do trabalhador com carteira assinada, os celetistas, para a garantia dos direitos trabalhistas que foram criados por Vagas após a Revolução de 30. A criação da CLT faz hoje 70 anos.

Bytes: No dia de hoje nasceu em São Paulo, há 85 anos, o economista Antonio Delfim Neto. Chamado de “Czar da economia” durante a ditadura militar, ele foi responsável pelo “milagre econômico brasileiro” por ter conduzido nos anos 70 o período de crescimento mais acelerado e mais longo da história do Brasil. O período em que foi ministro da Fazenda, o País registrava “Pibãos” a cada ano, o que o elevou à oitava maior economia do mundo, mas sem distribuição de renda. Naquele tempo Delfim executou um forte controle dos salários, que ficou conhecido como "arrocho salarial", e dos preços de todos os produtos industrializados através da Comissão Interministerial de Preços. Em entrevista à imprensa, Delfim declarou que apoiou o AI-5 porque o regime de exceção impediria críticas dos seus colegas à sua política econômica, gerando dúvidas na opinião pública.

Aparecida: No dia de hoje morreu em Berlim, há 68 anos, o ministro da propaganda da Alemanha nazista, Joseph Goebbels. Durante o seu mandato, exerceu severo controle sobre as instituições educacionais e os meios de comunicação. Ele foi convidado a entrar no Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães pelo líder Adolf Hitler após ler suas críticas aos judeus em artigos publicados em revistas alemãs. No fim de 1943, a guerra estava virando contra os poderes do Eixo, mas isso só fez Goebbels estimular a intensificar a propaganda, exortando os alemães a aceitar a ideia de guerra total e da mobilização popular. Ele permaneceu com Hitler em Berlim até o fim, e na sequência do suicídio do Führer, foi indicado por ele para servir como chanceler do Reich, ao qual o foi, por apenas um dia. Em suas últimas horas, há indícios de que permitiu a sua mulher, Magda, matar os seus seis filhos pequenos. Pouco depois, Goebbels e sua mulher cometeram suicídio.

Bytes: Hoje é o Dia do Trabalhador. A data é para lembrar a manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos. O protesto, em 1886, tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas, culminando com uma greve geral nos Estados Unidos. No dia 1º de maio de 1891 um protesto de trabalhadores foi dispersada pela polícia no norte da França resultando na morte de dez manifestantes. No dia 23 de abril de 1919 o Senado francês ratificou a jornada de 8 horas e proclamou o dia 1º de maio do mesmo ano como feriado. No ano seguinte a Rússia adotou o 1º de maio como feriado nacional, sendo o exemplo seguido por muitos outros países. Berço do movimento reivindicatório, os Estados Unidos até hoje não reconhecem o 1º de maio como sendo o Dia do Trabalhador.

Aparecida: Por falar em reivindicação das condições trabalhistas, várias entidades sindicais fizeram protesto na última sexta-feira em frente à Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo. Centenas de trabalhadores da construção civil entraram em greve por um dia para reivindicar a redução da incidência de mortes, acidentes e doenças contraídas nos canteiros de obras. "É necessário cobrar e acompanhar o trabalho das pessoas encarregadas de preservar o trabalhador", disse o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna. "Além do custo social dos danos à saúde dos trabalhadores, existe ainda o custo econômico gerado para a construção civil quando um trabalhador fica doente", acrescentou. Ontem, um operário morreu após cair de um andaime do sexto andar de prédio em construção no setor Noroeste, em Brasília (acima).

Bytes: Por falar em protesto, índios de diferentes tribos invadiram, na véspera de inauguração parcial do novo Estádio Mário Filho, a aldeia Maracanã, no Rio de Janeiro. Cinco deles foram presos e levados para a delegacia da Praça da Bandeira. A polícia chegou a usar gás de pimenta para reprimir um protesto de estudantes contra a remoção dos índios. Há um mês, índios e ativistas entraram em confronto com a polícia na ação de desocupação do prédio. Os indígenas foram retirados do local e encaminhados para uma área em Jacarepaguá, na zona oeste da cidade.

Aparecida: Ah, entendi! Escreveu Davi, “rei de Israel”, como salmo de louvor a Deus: “Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo: Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas. Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles. Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os turbará. Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião. Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão. Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro. Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra”. 

Tico: A mais-valia é a maior expressão da “opressão do tempo?”

Teco: O que podemos afirmar é que o valor do trabalho produzido por Nosso Senhor Jesus Cristo, o Evangelho, é abaixo do sal recebido como circulação de capital ao ter manifestação real na “má notícia”. Mas somos capitalistas. Por isso, aceitamos a ciência contemporânea: o espaço-tempo que cria a matéria. E na Era digital, de compressão tempo-espaço. Elementar, meu caro Watson.

Aparecida: O que diz a ciência econômica?

Bytes: Segundo a interpretação marxista, baseada na observação do “materialismo histórico”, a mais-valia é a disparidade entre o salário pago e o valor do trabalho produzido pela mão de obra. Ou seja, o que passou a ser pago com “sal” na história é menor do que o esforço despendido para trazer o pão nosso de cada dia. Para Marx, o sistema capitalista representa a própria exploração do trabalhador por parte do dono dos meios de produção, na disputa desigual sobre a divisão do trabalho entre o capital e o proletário no qual o primeiro sai sempre como vencedor. Já Adam Smith escreveu que o valor do trabalho agregado ao produto é menor que o valor que a mercadoria poderia ser vendida. Para os capitalistas, meia palavra basta.

Aparecida: O que você achou da agressão a deputados da oposição na Venezuela pelos chavistas?

Bytes: A situação tende a ficar mais tensa porque o tribunal eleitoral venezuelano divulgou esta semana que foi reduzida a diferença entre os dois candidatos em favor da oposição. Ou seja, Capriles teve mais voto do que anteriormente esperado. Em pronunciamento na inauguração de projetos de moradia popular, o presidente Nicolas Maduro chamou a oposição de “traidores da pátria”. Nos anos 30, o ditador soviético Joseph Stalin explicou ao escritor britânico Herbert George Wells: “O capitalismo está em decadência, porém não deve ser comparado simplesmente com uma árvore que tenha decaído tanto que irá ao chão por seu próprio peso. Não, a revolução, a substituição de um sistema social por outro, foi sempre uma luta, luta cruel e dolorosa, luta de vida e de morte. E cada vez que os representantes do mundo novo chegam ao poder, têm de se defender contra os intuitos do mundo velho, de restaurar pela força a ordem antiga; a gente do mundo novo tem sempre de estar alerta, de estar preparada para repelir os ataques do mundo velho contra o sistema novo. Sim, o senhor tem razão quando diz que o velho sistema social se desmorona, porém não se desmorona por sua própria vontade. Veja o fascismo, por exemplo. O fascismo é uma força reacionária que está tratando de preservar, por meio da violência, o mundo velho. Que farão os senhores com os fascistas? Discutirão com eles? Tratarão de convencê-los? Isso não teria, absolutamente, qualquer efeito. Os comunistas não inventam, em absoluto, os métodos violentos, porém eles, os comunistas, não querem ser apanhados de surpresa”.

Aparecida: E por que o método é a violência?

Bytes: Respondeu também Stalin sobre esta indagação de Wells: “Em nome da Constituição recorreu à violência, decapitou o rei, dissolveu o Parlamento, prendeu uns e decapitou outros! Tome também o exemplo da nossa história. Não foi evidente, durante muito tempo, que o regime czarista estava decaindo, que estava se desmoronando? Mas quanto sangue se teve de derramar para abatê-lo? E a Revolução de Outubro? Não havia milhões de pessoas que sabiam que nós, os bolcheviques, éramos os únicos a apontar o rumo certo?”

Aparecida: E como pensa o governo dos Estados Unidos?

Bytes: Deu no jornal “O Globo” de 26 de abril de 1963, cuja manchete foi “New York Times: Qualquer política continental sem o apoio do Brasil será falha”: “A OEA é um organismo onde certos países pesam mais do que os outros. A organização necessita de algo próximo à unanimidade para ser efetiva. Nós podemos sempre conseguir maioria, mas isso pouco significa. Na realidade, uma política continental a quem forem contrários, ou que simplesmente não seja apoiada por Brasil, Chile e México, será inoperante”, diz o New York Times hoje, em editorial que analisa a votação da proposta que dá podêres ao Conselho da OEA, para enviar comissão de investigação a qualquer país do Hemisfério, a fim de apurar subversão comunista. O Brasil votou contra”. E mais: “O primeiro-ministro Khruchtchev deu a entender ontem que possivelmente não continuará por muito tempo no cargo de governante da URSS. Falando numa reunião de operários no Kremlin, afirmou: “Tenho 69 anos, e todos compreendem que não posso ocupar indefinidamente os cargos que atualmente tenho no partido e no Estado”. E mais: “A taxa real do dólar, com a Instrução 239 da Sumoc, irá a Cr$ 731 se considerarmos que, sôbre a taxa de Cr$ 620, deve ser acrescentando o deságio de letras do Tesouro, da ordem de 30%, ou Cr$ 111 por dólar, disse o vice-presidente da Associação Comercial do Rio, Sr. Luís Cabral de Menezes, ao analisar, ontem, a instrução 239 e seus efeitos no mercado”.

Aparecida: Deu no jornal “O Globo” de 26 de abril de 2013, 50 anos depois: “Poderes em choque. Confronto entre STF e Congresso se agrava. Presidentes de Câmara e Senado criticam Judiciário, que reclama de ataque do Legislativo. Preocupado com a crise, Palácio do Planalto age como bombeiro. Vice-presidente Michel Temer recomenda que Renan Calheiros e Henrique Alves reabram diálogo com ministros do Supremo Tribunal Federal”. E mais: “Enquanto isso, na Argentina... Executivo avança sobre Judiciário. Dilma quer Vale no país vizinho”. E mais: “Há vagas. País sofre com falta de mão de obra. Com os gargalos na educação e o desemprego em 5,7% em março, o melhor resultado para o mês desde 2002, as empresas encontram mais dificuldades de contratar. A indústria e o comércio tentam driblar a escassez de profissionais, mas o país perde competitividade”.

Bytes: A manchete da “Folha” de 26 de abril de 1963 foi “A UDN (dividida) começa hoje a sua convenção nacional”. O título se refere à representação da direita, para usar a linguagem socialista, o que seria hoje o PSDB.

Aparecida: O seu Carlos disse, exaltado: “Nós, que apoiamos a Revolução de 64, estamos reféns desta raça que dá corda a essa gente. Nos anos 60 a oposição começou a se dividir e muitos udenistas populistas como Sarney e José Aparecido, que se diziam representantes da Bossa Nova da UDN, já ensaiavam apoiar as reformas de base do governo. Enquanto isso, o mundo aumentava a sua produtividade, enquanto aqui Jango ficava aumentando os direitos trabalhistas, nacionalizando empresas privadas e reclamando dos lucros do capital estadunidense. Mas quando o trabalhador queria ascender o fogão não tinha palitos de fósforos porque eles quebravam ou não ascendiam provando que a produção nacional era mal feita. Qual é a diferença do atual governo e do passado? Nenhuma. As autoridades continuam a fazer inaugurações de obras inacabadas apenas para inglês ver”.

Bytes: Por falar em gás e Inglaterra, uma moradora do bairro de Pimlico, região nobre no centro de Londres, flagrou o momento exato em que um bueiro explodiu numa calçada da capital britânica. Acredita-se que tenha sido causada por uma falha num cabo de energia. A testemunha, Charlie Brook, filmou o incidente e disse ter ouvido três explosões, sendo que a segunda foi a mais intensa, criando uma labareda de fogo.

Aparecida: Por falar em energia, o que você do apagão de mão de obra?

Bytes: As empresas têm que dar aumento para segurar o empregado, aumentando os custos e reduzindo o lucro porque ele tem que enfrentar a competição com os produtos que vêm do exterior. Segundo levantamento do Dieese, a partir de 93 acordos salariais de janeiro a abril, de cada 10 reajustes salariais concedidos neste ano, quase 9, ou seja 86%, conseguiram ganhos reais. Isso que significa que a maioria do trabalhador brasileiro desconhece o “arrocho salarial” provocado pela inflação.

Aparecida: O deputado pedetista Paulinho, da Força Sindical, prometeu agitar as massas, a fim de reivindicar o “gatilho salarial” para proteger o trabalhador da “carestia”. Hoje a Força levou ao palanque o pré-candidato tucano à Presidência, Aécio Neves. O gatilho não vai inflar a inflação, já que o trabalhador brasileiro tem tido ganhos reais de salário?

Bytes: O que eu posso afirmar é que um amigo trabalhador perdeu quase um dia de trabalho ao enfrentar uma fila de mais de uma hora numa empresa de assistência técnica para reparar uma impressora. Agora liga e ninguém atende. Um funcionário diz que falta gente. Os empresários brasileiros estão se virando nos 30. É como eu digo para o capital externo que quer investir no Brasil: “Tem que carregar a cruz”.

Aparecida: Por falar em falta de vagas, o Supremo Tribunal Federal pode libertar milhares de criminosos condenados a cumprir pena de prisão em regime semiaberto por não haver mais espaço nos presídios. No ano passado, o déficit de acomodações para esse tipo de prisioneiro era de 24 mil vagas. Estima-se que o número chegará à a casa dos 30 mil quando o STF bater o seu martelo, segundo o blog do Josias na “Folha”. Está na mesa do ministro Gilmar Mendes um recurso especial originário do Rio Grande do Sul sobre um ladrão que roubou de uma pessoa R$ 1.300 e um telefone celular, tendo agredido a vítima. Foi condenado a cinco anos e oito meses de cadeia em regime semiaberto. Deveria ter sido recolhido a uma colônia agrícola ou industrial. Não havia vagas. E o Tribunal de Justiça gaúcho atenuou-lhe o castigo, mandando-o à prisão domiciliar. Gilmar deve libertá-lo, pois é adepto da tese segundo a qual “o réu não pode arcar com a ineficiência do Estado”.

Bytes: O governo britânico anunciou ontem a limitação de uma lista de "privilégios" até então concedidos para presidiários da Inglaterra e do País de Gales, como televisões em celas, academia e o direito de usarem as próprias roupas. A partir de novembro, pelo "Novo Sistema de Privilégios Adquiridos", novos detentos serão avaliados antes de receber benefícios. "A simples ausência de mau comportamento não será suficiente", define a nova lei, que diz buscar que os encarcerados "cooperem com o regime e se esforcem pela reabilitação", informou o governo. "Quero que o regime envie as mensagens certas: se adapte e receberá incentivos na prisão, mas, se você não se engajar, caso se comporte mal, então você perderá coisas", acrescentou. A determinação é ordem inversa à do Gilmar Mendes.

Aparecida; Por falar no ministro do STF, ele recebeu ontem a visita de solidariedade de parlamentares da oposição que foram demonstrar o seu apoio à liminar que impediu alterações na criação de novos partidos. Para o senador pedetista Pedro Taques, o Supremo está “colocando o Congresso Nacional nos eixos”, pois o processo legislativo precisa respeitar o direito das minorias. Já Pedro Paulo Henrichs Neto, militante da Juventude do PT no Distrito Federal, entrou com uma petição na OEA para que o Sistema Interamericano de Direitos Humanos revise a decisão do STF na ação penal 470, mais conhecida pelo processo do mensalão. Segundo ele, a condenação viola seis artigos da Convenção Americana de Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário.

Bytes: Por falar em STF e direitos humanos, o ministro Joaquim Barbosa será o principal conferencista da celebração 20º aniversário do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1993. O tema global deste ano é “Falar sem risco: pelo exercício seguro da liberdade de expressão em todos os meios”. Na ocasião, serão divulgadas informações sobre as violacões dessa liberdade “em dezenas de países do mundo todo em que se censuram, multam, suspendem e fecham publicações, enquanto jornalistas, editores e publicações são acossados, atacados, detidos e, inclusive, assassinados".

Aparecida: O que você acha do palestrante Joaquim?

Bytes: Barbosa foi nomeado um dos 100 homens mais influentes do mundo pela revista “Times”. Já o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, foi eleito um dos mais influentes em “política externa” pela revista estadunidense “Foreign Policy”. O Brasil está na “moda”. Viva!

Aparecida: Por falar em moda, o que você achou do humor do Obama ao mostrar a sua foto com uma franjinha (acima) para gozar o novo corte de cabelo a esposa Michelle? No encontro com os correspondentes estrangeiros, ele alfinetou a oposição: "Eu sei que os republicanos ainda estão discutindo o que aconteceu em 2012, mas uma coisa com a qual eles todos concordam é que eles precisam trabalhar melhor para alcançar as minorias", disse Obama.

Bytes: Segundo o meu colega gaiato lá da facû, ele ficou muito parecido com o Moe da série “Os três patetas”. Quando há reprise, eu assisto. 

Aparecida: Ah, entendi! Atuou Paulo, “apóstolo dos gentios”, em Antioquia: “E, partindo de Pafos, Paulo e os que estavam com ele chegaram a Perge, da Panfília. Mas João, apartando-se deles, voltou para Jerusalém. E eles, saindo de Perge, chegaram a Antioquia, da Pisídia, e, entrando na sinagoga, num dia de sábado, assentaram-se. E, depois da lição da lei e dos profetas, lhes mandaram dizer os principais da sinagoga: Homens irmãos, se tendes alguma palavra de consolação para o povo, falai. E, levantando-se Paulo, e pedindo silêncio com a mão, disse: Homens israelitas, e os que temeis a Deus, ouvi. O Deus deste povo de Israel escolheu a nossos pais, e exaltou o povo, sendo eles estrangeiros na terra do Egito; e com braço poderoso os tirou dela. E suportou os seus costumes no deserto por espaço de quase quarenta anos. E, destruindo a sete nações na terra de Canaã, deu-lhes por sorte a terra deles. E, depois disto, por quase quatrocentos e cinqüenta anos, lhes deu juízes, até ao profeta Samuel. E depois pediram um rei, e Deus lhes deu por quarenta anos, a Saul filho de Quis, homem da tribo de Benjamim. E, quando este foi retirado, levantou-lhes como rei a Davi, ao qual também deu testemunho, e disse: Achei a Davi, filho de Jessé, homem conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade. Da descendência deste, conforme a promessa, levantou Deus a Jesus para Salvador de Israel. Tendo primeiramente João, antes da vinda dele, pregado a todo o povo de Israel o batismo do arrependimento. Mas João, quando completava a carreira, disse: Quem pensais vós que eu sou? Eu não sou o Cristo; mas eis que após mim vem aquele a quem não sou digno de desatar as alparcas dos pés. Homens irmãos, filhos da geração de Abraão, e os que dentre vós temem a Deus, a vós vos é enviada a palavra desta salvação. Por não terem conhecido a este, os que habitavam em Jerusalém, e os seus príncipes, condenaram-no, cumprindo assim as vozes dos profetas que se lêem todos os sábados”. 

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, disse hoje (1) que os EUA devem fechar a base militar instalada em Guantánamo e devolver o território ao país. "Preocupa profundamente o limbo jurídico que sustenta a permanente e atroz violação dos direitos humanos que transcorre na ilegal base naval de Guantánamo, território cubano que usurpam os EUA", disse Rodríguez Parrilla no Conselho dos Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), em Genebra. Na base há um "centro de torturas e mortes em custódia, onde estão 166 detentos há dez anos, sem garantias, julgamento ou defesa", denunciou o chanceler. Cem detentos estão em "greve de fome, e 17 deles, com perigo para sua vida, recebem alimentação forçada", completou Rodríguez Parrilla. O movimento conta com a adesão de cem dos 166 detentos, segundo as autoridades da prisão, e de 130, segundo os advogados. Mais cedo, o Alto Comissariado dos Direitos Humanos da ONU afirmou que "nunca é aceitável" alimentar ninguém à força. "A alimentação forçada nunca é aceitável", afirmou à agência de notícias AFP Rupert Colville, porta-voz da Alta Comissária do organismo, Navi Pillay. "A alimentação acompanhada por ameaças, coerção e com o recurso da força ou da imobilização física é uma forma de tratamento desumano e degradante", afirma um documento da Associação Médica Mundial (AMM), citado por Colville. Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu os esforços para fechar a prisão militar. Ele disse que não deseja que nenhum prisioneiro morra e pediu a ajuda do Congresso para encontrar uma solução legal, a longo prazo, para a questão do julgamento de combatentes inimigos. "Sigo achando que temos que fechar Guantánamo", afirmou Obama. "É caro. É ineficaz. Danifica nossa imagem internacional. Reduz a cooperação com nossos aliados nos esforços antiterroristas. É uma ferramenta para o recrutamento de extremistas. É preciso fechá-la", acrescentou. Obama lamentou a falta de apoio do Congresso para conseguir este objetivo e lembrou que a justiça decidiu que vários reclusos em Guantánamo poderiam retornar aos seus países de origem ou a outra nação. "A ideia de que vamos manter mais de cem indivíduos em terra de ninguém perpetuamente, a ideia que manteremos indefinidamente indivíduos que não foram julgados é contrária ao que somos", argumentou. A greve de fome, que entra em sua 12ª semana, começou em 6 de fevereiro, quando os reclusos consideraram uma profanação religiosa que os agentes penitenciários revistassem seus exemplares do Alcorão. Hoje Washington anunciou que mais três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no atentado a bomba realizado na Maratona de Boston, no mês passado. A informação foi divulgada pelo Departamento de Polícia de Boston, por meio de sua conta no Twitter. Informações preliminares difundidas pela mídia estadunidense dão conta de que os novos suspeitos ajudaram os irmãos de origem chechena Dzhokhar Tsarnaev, 19, e Tamerlan Tsarnaev, 26, em seu plano de montar duas bombas e detoná-las, perto da linha de chegada da prova, no último 15 de abril. O ataque deixou três mortos e 264 feridos. Dois dos três novos suspeitos são do Cazaquistão e eram colegas de classe de Dzhokhar. Eles teriam ajudado o checheno escondendo uma mochila usada no ataque. Conforme a rede de TV CNN, os dois novos suspeitos aparecem ao lado de Dzhokhar numa foto de uma visita dele à Times Square, em Nova York. Fontes da polícia informaram à Associated Press que os dois cazaques já haviam sido detidos sob suspeita de violar os termos de seus vistos estadunidenses. Com o ataque em Boston, Obama enfrenta maior dificuldade em aprovar a reforma imigratória. Hoje milhares de imigrantes reivindicaram nos Estados Unidos, no Dia Internacional do Trabalho, o fim das deportações e a aprovação de uma reforma migratória que lhes permita legalizar seu status (acima). Em Nova York, os manifestantes se concentraram em frente à prefeitura e em meio a um forte esquema de segurança, já que este foi o primeiro evento em massa realizado na 'Big Apple' desde os atentados em Boston, no dia 15 de abril. Somos um" e "o tempo é agora", gritaram os imigrantes de diversos países, que levaram bandeiras e cartazes com mensagens de "fim às deportações" ou "Grupo dos 8, plano injusto" em referência à proposta de reforma migratória apresentada por um grupo bipartidário de congressistas. "Sua luta por direitos, por dignidade, para serem respeitados é também nossa luta", foi a mensagem dos sindicatos, liderados pela poderosa AFL-CIO, aos imigrantes e outros trabalhadores que compareceram à manifestação. Muitos residentes legais e não-imigrantes também participaram em apoio aos manifestantes. Amanhã, Obama, começa uma viagem para o México e a Costa Rica, na qual o tema imigração estará na pauta. 

Tico: No dia de hoje imigrantes latino-americanos realizaram o movimento chamado “Um dia sem imigrantes” nos Estados Unidos para mostrar sua importância para a economia do país. A manifestação reuniu centenas de milhares de imigrantes e simpatizantes que protestaram contra um projeto de lei que tinha sido aprovado pela Câmara dos Representantes que classificaria os imigrantes ilegais como “criminosos”. Naquele tempo um estudo da Federação de Agricultores dos EUA indicou que a adoção de medidas duras contra o trabalho dos imigrantes ilegais produziria perdas na agricultura estadunidense que chegaria a US$ 9 milhões entre o primeiro e o terceiro ano de adoção da medida. Há 7 anos.

Teco: No dia de hoje o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que o líder terrorista Osama bin Laden, da rede Al Qaeda, havia sido morto no Paquistão. Segundo a versão oficial, Osama teria sido capturado e morto num esconderijo nos arredores da cidade pela Operação Lança de Netuno. O corpo foi jogado no mar, o que gerou protestos no mundo islâmico. Para se chegar ao terrorista, a CIA organizou uma falsa campanha de vacinação no Paquistão para obter o DNA do chefe da Al Qaeda, autor intelectual dos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York. O objetivo era administrar vacinas de hepatite B a algum dos filhos do terrorista para obter amostrar de DNA, a fim de compará-las com o material genético de uma de suas irmãs do terrorista que morreu de câncer em Boston, em 2010. Não se tem confirmação se foram conseguidas amostras de DNA, mas a falsa vacinação gerou um surto de casos de poliomielite no país. Naquele tempo os paquistaneses desconfiaram das vacinas, classificadas como “veneno do Ocidente para mutilar as crianças muçulmanas”. O anúncio da morte de Bin Laden no Paquistão ocorreu há 2 anos.

Bytes: No dia de hoje era inaugurado em Nova York o Empire State Building. O arranha-céu de 102 andares de estilo Art déco localizado na intersecção da 5ª Avenida com a West 34th Street na cidade Nova York, recebeu o nome devido ao apelido de Nova York: o “estado império”. Foi considerada uma das estruturas mais altas do mundo por mais de quarenta anos, desde a sua conclusão em 1931 até que a construção da Torre Norte do World Trade Center ser concluída em 1972. Atualmente os sócios estão na Justiça por causa da intenção de listar o empreendimento em Wall Street. O Empire State Building foi inaugurado há 82 anos.

Aparecida: No dia de hoje nasceu, há 48 anos, o deputado e palhaço Tiririca. Ele começou a trabalhar aos 8 anos no circo, ao fazer o público rir no número circense "Não percam o homem que vira peixe". Mais tarde fez sucesso com a música “Eu sou chifrudo” e “Florentina” que bateu índices recordes de vendagem com mais de 1 milhão de cópias. A gravadora Sony Music comprou o disco e o lançou nacionalmente. Em 1997, gravou o segundo CD com destaque para a canção “Ele é corno, mas é meu amigo”. Entrou na TV para participar de programas de humor. Em 2010, o palhaço se candidatou a deputado federal pelo estado de São Paulo, sendo o segundo mais votado da história brasileira. Ele obteve 1.348.295 votos com bordões de campanha como "O que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto", e "Pior do que tá não fica, vote Tiririca". Apontado como analfabeto em denúncia publicada pela revista “Época”, o que inviabilizaria a sua candidatura, Tiririca foi submetido a testes de leitura e escrita em audiência na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo. Durante o exame, o palhaço leu o título e o subtítulo de duas páginas de um jornal. Também foi submetido a um ditado, de trecho do livro 'Justiça eleitoral – uma retrospectiva'. Teve de reproduzir o seguinte trecho: “A promulgação do Código Eleitoral, em fevereiro de 1932, trazendo como grandes novidades a criação da Justiça Eleitoral”. Na ocasião, o Ministério Público oficiou pela impugnação da candidatura, tendo em vista que o candidato não teria alcançado 30% do desempenho mínimo desejável. Em 17 de dezembro, no entanto, o palhaço foi o primeiro a ser diplomado na Assembleia Legislativa em São Paulo para assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados, em Brasília, sendo ovacionado pela plateia. Atualmente, revelou que não se candidatará novamente porque os parlamentares discutem muito, sem apresentar “produtividade”.

Bytes: No dia de hoje morreu, há 19 anos, o piloto brasileiro Ayrton Senna. Ele foi três vezes campeão de Fórmula 1 e um dos maiores esportistas nesta modalidade. Senna começou sua carreira competindo por kart. Mudou-se para competições de automobilismo em 1981, sagrando-se campeão do Campeonato Britânico de Fórmula 3 após 2 anos de sua estreia. No GP de Ímola, na Itália, Senna perdeu o controle do carro na curva Tamburello, seguindo reto e chocando-se violentamente contra o muro de concreto. Ele recebeu os primeiros socorros ainda na pista, ao lado de seu carro destruído, antes de ser levado de helicóptero para o Hospital Maggiore de Bolonha onde, poucas horas depois, foi declarado morto. Ficou na memória a imagem de campeão, retratada no documentário “Senna”.

Aparecida: No dia de hoje nasceu, há 43 anos, a escritora e roteirista Fernanda Young. È apontada como roteirista dos novos programas de humor. Começou na TV no programa “Comédia da vida privada”. Entre 2002 e 2003, Young fez parte, ao lado de Rita Lee, Mônica Waldvogel e Marisa Orth, do programa feminino “Saia Justa” no canal a cabo GNT. Mas o grande sucesso foi o roteiro que produziu junto co o marido Alexandre Machado para o seriado “Os normais”, que se transformou também em filme. Atualmente escreve a série “O dentista mascarado” na TV Globo com o humorista Marcelo Adnet. Perdeu a graça, pois é um arremedo do filme “Ed Mort”, personagem do Luís Fernando Veríssimo.

Bytes: Ontem eu assisti ao filme “La nana”, do cineasta chileno Sebastián Silva (acima). O título no cinema ficou “A criada”; na TV “A babá”, mas em tradução literal para o português seria “A empregada doméstica”. O drama passado no Chile poderia se adaptar para o Brasil. Após 20 anos exercendo o ofício de empregada doméstica, a protagonista Raquel começa a surtar diante do trabalho rotineiro e estressante, no qual não tem o poder de assumir as rédeas. A patroa, que todos os anos lhe prepara uma festa de aniversário e compra presentes para ser dado por cada um dos integrantes da família, não entende o seu conflito. Os filhos interpretam o drama de Raquel como sua introversão faça parte do espaço temporal a que veio ao mundo: o interior. A dona de casa crê que uma ajudante poderá resolver o problema. Raquel só piora. A presença de uma “rival” é a ameaça de “perder a função” de duas décadas de vida, além da atenção da família, a sua única razão de viver. Mas o destino a faz cair doente e uma outra a substitui e a ganha pelo afeto. O cineasta fez o filme em homenagem a sua babá.

Aparecida: O jornalista Arnaldo Jabor fez recentemente um bonito artigo como lembrança de uma empregada de sua avó. O título era “Um coração simples”. “A recente regulação trabalhista das empregadas domésticas tem provocado grande desconsolo em patroas peruas. Em pânico, descobriram que há 'classes sociais' e que as criaturas que limpam banheiros e fazem feijão não foram trazidas por um vento, sem endereço, sem sobrenomes, sem carteiras. Por isso, lembrei-me de Um Coração Simples, de Flaubert, um dos maiores contos da história da literatura. Minha família também teve uma empregada perfeita, como a Felicité do conto, que durante a vida toda cuidou de uma família francesa de província como de um templo sagrado. Nossa Felicité chamava-se Hermínia. Era quase um fiapo, quase nada, pretinha, magrinha, mirrada e viera da roça como todas as empregadas da época. Achávamos que 'roça' era um lugar de onde vinham as pessoas pobres, outro país, com batatas e mandiocas, pastos de bois e empregadas que se agregavam a famílias urbanas. A 'roça' era o resto de um país de escravos libertos que continuavam escravizados por salários magros e se alojavam no quartinho perto do tanque. Hermínia trabalhava com meus avós que moravam ao lado de meus pais. Ela cozinhava, arrumava a casa, lavava, passava, com pequeno salário que guardava, pensando num futuro onde havia um enxoval e uma casinha. Viera muito mocinha; era da idade de minha mãe e minha tia e cresceu junto com elas, que casaram e tiveram filhos; ela não teve filhos nem casou, mas continuou rindo sem inveja, cuidando das crianças que não teve, a quem amava com devoção de 'mãe preta', como se nomeara. Talvez como consolo, falava sempre de um namorado que nunca ninguém viu chamado Ormezindo (lembro do nome que me fascinava e pensava: Como será o Ormezindo?)”.

Bytes: O filme de Sebástian Silva não trata muito de classes sociais, mas de ser humano. A família burguesa, acostumada a ser servida, vivia a sua paixão natural pelo mundo. O pai em sua fixação em produzir um barquinho, a mãe em determinar o serviço, a filha mais velha em sonhar com os seus caprichos, o filho mais velho em divertir os outros na arte da mágica e as crianças menores em fazer bagunça. Quem tinha que organizar tudo era “la nana” para deixar tudo em ordem, a fim de que todos na família pudessem sonhar. Se tinha necessidade de um relacionamento amoroso, o filme mostra que não era sua prioridade. Se tinha necessidade de uma autêntica família, o filme mostra o seu desejo de passar o Natal com a amiga ajudante do que a conhecida festa com os patrões, na qual era personagem secundário. Provavelmente na hora da oração, perto da meia-noite, a chamariam na cozinha para rezar o Pai Nosso na sala, como se da família fosse. A falta que move “la nana”, o seu capital, fica para o final. É simples. Assim como o coração de Raquel, a protagonista brilhantemente defendida pela atriz Catalina Saavedra.

Aparecida: Meu filho gostou de “Domésticas, o filme”, dirigido pelo cineasta Fernando Meirelles, que ele viu no YouTube. O filme foi produzido antes da obra-prima “Cidade de Deus” e tem a impagável atriz Graziela Moretto que compôs o personagem de uma empregada com sotaque irritante. O filme trata de temas como traição, roubo e prostituição, mas sem violência. Está mais para comédia. Eu me lembrei do filme “Um dia sem mexicanos” do cineasta Sérgio Arau. Quando houve a greve dos imigrantes todos ficaram impressionados como a vida imita a arte. "Me chamam de profeta. Em absoluto. Admito que foi desde o início um filme provocador, que provoca usando um sentimento que estava ali e que agora é mais atual do que nunca, ironicamente graças às idéias absurdas das alas mais conservadoras de Washington contra os imigrantes", declarou Sérgio, filho do polêmico cineasta Afonso Arau, entrevistado por causa da paralisação dos imigrantes.

Bytes: Na sexta-feira estreia o documentário "Doméstica", no qual o diretor Gabriel Mascaro editou o material de sete jovens patrões que documentaram o cotidiano de suas empregadas domésticas. Entre o choque da intimidade, as relações de poder e a performance do cotidiano, o filme lança um olhar contemporâneo sobre o trabalho doméstico no ambiente familiar e se transforma num potente ensaio sobre afeto e trabalho.

Aparecida: Estamos na moda. Já fomos protagonistas de novela e agora lembradas no 1º de maio. Ontem, o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, deixou o Palácio do Planalto afirmando que agora só depende da presidente Dilma bater o martelo sobre regulamentação da Emenda Constitucional 72, que igualou os direitos trabalhistas dos empregados domésticos aos das demais categorias. “O Palácio do Planalto está fechando uma proposta. Assim que tiver alguma coisa pronta vão me chamar para conversar. O combinado é que a regulamentação seja feita em conjunto com o Congresso”, declarou o senador peemedebista Romero Jucá, que aguarda um chamado da presidente.

Bytes: O que você achou da regulamentação dos direitos trabalhistas das empregadas domésticas?

Aparecida: Foi um divisor de águas. Outro dia vi duas colegas conversando: “Agora é hora de meter a mão”, referindo-se ao fato de ter cobrado R$ 150 por uma faxina devido à dispensa das que dormem no emprego. Já a filha de minha vizinha fez acordo com a patroa. Ela disse: “Pode preparar um documento para eu assinar. Vou continuar acordando às 5h para dar o café da manhã para o seu filho ir ao colégio e faço questão de servir o jantar às 22h quando a senhora chega cansada do trabalho para trazer o pão nosso de cada dia para dentro de casa. Não precisa se preocupar com a hora extra porque vejo o seu esforço. O que quero é o pagamento do INSS para que eu possa me aposentar”. Quando ouvi, pensei na utopia do capitalismo: a negociação direta entre patrões e empregados diante do real. Em muitas casas no Nordeste, onde a carteira de trabalho é praticamente um mito, a empregada deixa de fazer as funções na casa, come na mesa, depois que se “aposenta”. Já eu não faço parte desta realidade. Gosto da minha independência como fator determinante do meu capital.

Bytes: As “leis trabalhistas” para as domésticas começaram a vigorar quando elas migraram para ser caixas de supermercado, com carteira assinada, ainda no regime militar. Por uma lei de mercado, a candidata a “escrava” dizia para o futuro patrão: “Folga de 15 em 15 dias aos domingos”. Depois dizia: “Folga aos sábados depois do almoço”. E não havia mão de obra boliviana.

Aparecida: E qual é o real? 

Bytes: O pessoal lá da facû estava comentando que, com os direitos trabalhistas para as empregadas domésticas, o Brasil tinha acompanhado a civilização do Primeiro Mundo. Eu disse: “Não haverá Dilma, Lula, Benedita ou qualquer outro socialista que conseguirá impedir o nascimento no Brasil da civilização original”.

Aparecida: Ah, entendi! Está escrita na “Boa Notícia”: “Disseram-lhe, pois: Quem és tu? Jesus lhes disse: Isso mesmo que já desde o princípio vos disse. Muito tenho que dizer e julgar de vós, mas aquele que me enviou é verdadeiro; e o que dele tenho ouvido, isso falo ao mundo. Mas não entenderam que ele lhes falava do Pai. Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do homem, então conhecereis quem eu sou, e que nada faço por mim mesmo; mas falo como meu Pai me ensinou. E aquele que me enviou está comigo. O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada. Dizendo ele estas coisas, muitos creram nele. Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.

Tico: A moeda é que une os fatores econômicos em prol do trabalhador?

Teco: A moeda é a União por ser instrumento real de valor. Para os capitalistas, meia palavra basta.

Aparecida: O novo primeiro-ministro da Itália, Enrico Letta, disse que a União Europeia se preocupou muito com a moeda e se esqueceu do crescimento. O que você acha?

Bytes: Eu assisti a um programa interessante no “Conta Corrente”, da Globonews, sobre “moeda alternativa”. O fomento local está proporcionando uma nova visão sobre a circulação de capital. Está começando a se desenhar em comunidades chamadas carentes a base econômica. Não entramos em contendas como os socialistas que discutem se elas serão expressivas como reserva de valor, mas sim como podem contribuir para que o real tenha valor. Não podemos esquecer que a premissa dos socialistas é que a “culpa é do outro”. No caso, o Banco Central. Para os capitalistas, meia palavra basta.

Aparecida: Por falar em moeda real, o que você achou da declaração de Obama sobre a crise síria?

Bytes: O que sabemos é que tudo começou com a afirmação de Israel sobre o uso de armas químicas na Síria. Houve desmentido e reforço da acusação por parte do secretário de Estado que quer apoio da Rússia, que rejeita a ideia de que o regime de Assad foi o responsável. Vamos esperar a última versão da notícia: se Damasco ultrapassou a “linha vermelha”.

Aparecida: Segundo a rádio militar israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu proibiu o seu gabinete a fazer qualquer declaração sobre a guerra civil na Síria para não dar a impressão de que Israel pressiona a comunidade internacional a intervir no país. Netanyahu deu esta instrução após as declarações do vice-ministro das Relações Exteriores, Zeev Elkin, que na sexta-feira exigiu uma ação militar da comunidade internacional para "tomar o controle dos arsenais químicos sírios".Segundo a rádio, Netanyahu quer evitar que as palavras sejam interpretadas como uma pressão de Israel para forçar os Estados Unidos a lançar uma operação na Síria. A comentarista política da rádio militar admitiu, no entanto, que "as vacilações norte-americanas destes últimos dias no dossiê sírio provocam inquietação em Israel". "Se Barack Obama não respeita as linhas vermelhas que ele mesmo traçou e não intervém quando Bashar al-Assad utiliza armas químicas contra civis, Washington está enviando sinais errôneos de debilidade que posteriormente podem lhe custar caro na Síria, mas também na questão nuclear iraniana", acrescentou a comentarista.

Bytes: Em um artigo escrito para a "Foreign Policy", Dennis Ross, que foi até novembro o assessor de Obama para o Oriente Médio, defendeu uma maior ajuda militar aos rebeldes. "Há um imperativo moral de procurar sustar o ataque avassalador contra a população síria. Mas agora também há um imperativo forte para a segurança nacional dos EUA", escreveu Ross. O receio de Obama é que Washington possa ser responsabilizado por qualquer coisa que dê errado na Síria, quer sejam armas ocidentais indo parar nas mãos erradas ou massacres sectários após a queda de Assad. Isso, por sua vez, levaria a pressões por um envolvimento ainda maior dos Estados Unidos. Segundo analistas, se Obama autorizar um envolvimento mais direto na Síria, será uma inversão evidente da estratégia formulada em seu primeiro mandato, que inclui evitar novas guerras no Oriente Médio, voltar-se para a Ásia e reconstruir a força estadunidense por meio de reformas econômicas e sociais internas.

Aparecida: Por falar em Ásia, o Afeganistão está pegando fogo enquanto se aproxima a retirada das tropas estadunidenses. Ontem, três integrantes das forças da Otan no Afeganistão e mais cinco cidadãos afegãos morreram na explosão de uma bomba à beira de uma estrada. Outra bomba similar, ao sul do país, deixou três civis afegãos mortos e mais cinco feridos, no distrito de Shah Wali Kot, Província de Kandahar. Na Internet foi postada uma imagem da queda de um avião no Afeganistão. Não se sabe se foi o mesmo que se noticiou anteontem quando sete militares morreram na queda de um avião da Otan. Este é o terceiro acidente relacionado com uma aeronave das forças internacionais no Afeganistão desde o início do mês passado.

Bytes: Por falar em Afeganistão, o jornal “The New York Times” publicou que a CIA patrocinou o atual presidente Hamid Karzai por uma década enviando maletas de dinheiro. Segundo denúncia do diário estadunidense, o "dinheiro fantasma" serviria para comprar influência no país para a CIA, mas acabou alimentando a corrupção e fortalecendo líderes guerrilheiros, o que abalou a estratégia norte-americana para deixar o Afeganistão.  "A maior fonte de corrupção no Afeganistão foram os Estados Unidos", disse um funcionário norte-americano, em condições de anonimato. Anteontem, Karzai confirmou a reportagem. "Sim. O Conselho Nacional de Segurança recebeu dinheiro da CIA nos últimos dez anos. O montante não é muito grande", disse Karzai numa declaração impressa divulgada pela presidência em resposta ao artigo do “Times”. "O dinheiro tinha fins diferentes: realizar operações, ajudar os feridos e doentes, alugar casas", explicou Karzai. "Esta ajuda foi muito produtiva, e agradecemos aos Estados Unidos ", acrescentou. A acusação deixou o presidente no afegão numa “saia justa” pois acusou Washington de estar conivente com os talibãs para provocar o terror no país, a fim de impedir a saída das tropas estadunidenses.

Aparecida: Por falar em talibãs, eles divulgaram no último sábado início iminente da "ofensiva de primavera" contra o poder político afegão, as forças da Otan e seus centros diplomáticos, utilizando homens-bomba e agentes infiltrados. A operação "Khalid bin Waleed", uma homenagem ao principal comandante das tropas muçulmanas do século VII, terá como objetivo "operações coletivas de mártires nas bases dos invasores estrangeiros, seus centros diplomáticos e seus aeroportos militares", para "provocar graves perdas". No Paquistão, ao menos cinco pessoas morreram e mais de vinte ficaram feridas no domingo num atentado contra o escritório do candidato independente das eleições legislativas paquistanesas de maio. Uma bomba explodiu perto do escritório de Noor Akbar, considerado um santuário dos talibãs no Paquistão.

Bytes: Por falar em Paquistão, agentes de saúde que participaram da falsa vacinação promovida pela CIA para encontrar Bin Laden dizem estar sendo perseguidos no país. Eles não conseguem mais emprego e estão sendo estigmatizados pela sociedade por serem tachados de “traidores da pátria”. Em fevereiro de 2012, o departamento de saúde de Khyber Pakhtunkhwa demitiu todas as 17 profissionais que teriam participado da campanha de vacinação usada como fachada pela inteligência americana, acusando o grupo de trabalhar "contra o interesse nacional". "Agora que perdi meu emprego, não podemos nem pagar por duas refeições completas", contou a agente de saúde Mumtaz Begum os prantos. Muitos de seus colegas enfrentam problemas semelhantes.

Aparecida: E como pensa o governo dos Estados Unidos?

Bytes: Deu no jornal “O Globo” de 27 de abril de 1963, cuja manchete foi “Brasil e Uruguai formam acôrdo para construir a ponte internacional”: “O govêrno de Havana divulgou ontem um boletim no qual declara que o govêrno dos Estados Unidos é o responsável pelo bombardeio de território cubano – reivindicado por rebeldes anticastristas que vivem nos EUA – e que fará um protesto diplomático, também informando as Nações Unidas do ocorrido”.

Aparecida: Deu no jornal “O Globo” de 27 de abril de 2013, 50 anos depois: “Habitação popular. Construtor confirma propina no Minha Casa Minha Viva. Pequenos empresários pagaram de 10% a 32% do valor do imóvel. Pedágio inviabilizou em alguns casos a construção de moradias populares. Uma empresa relata ter repassado mais de R$ 500 mil a RCA, firma de ex-servidores do Ministério das Cidades investigada por fraudes no programa”.

Bytes: Por falar em habitação popular, o Paul, que mora em Nova York, me enviou uma mensagem de um republicano contra a política social de Obama: “Vocês estão vendo os tiroteios que estão ocorrendo nos últimos dias? Tudo em conjuntos habitacionais? Agora vocês vão ver a política social do Obama para atrair os votos dos imigrantes hispânicos. Se nos anos 60 a violência era gerada por eles, traficantes de maconha, agora vão vender crack e praticar o terrorismo. Nas escadas dos conjuntos habitacionais da cidade de Nova York se fuma crack como cigarro. Nas escolas públicas os professores usam spray de pimenta para que esses coitadinhos possam danificar as janelas dos prédios. E ninguém fala nada porque virou politicamente correto aceitá-lo para não sermos acusados de racismo e de sermos  contrários às políticas afirmativas dos gays e dos imigrantes hispânicos”.

Aparecida: Por falar em Obama, ele se encontrou na semana passada com o ex-presidente Clinton para defender a lei de imigração proposta pelos democratas. "A reforma demorou mais tempo do que esperávamos. Tenho a esperança que ainda este ano vamos conseguir aprovar, o que, em grande parte, será graças ao trabalho de George W. Bush”, disse Obama. Na abertura da Biblioteca George W. Bush, na Universidade Metodista do Sul, em Dallas, Obama destacou os esforços de Bush lembrando a história do país de uma nação de imigrantes. No governo do republicano é que houve o protesto dos imigrantes à lei que declarava os ilegais como criminosos.

Bytes: Escreveu o Paul: “Os imigrantes não querem ser chamados de palhaço”. 

Aparecida: Por falar no palhaço, o seu Carlos disse, exaltado: “Essa raça que dá corda a essa gente destruiu o sonho da Revolução de 64 de ter um Parlamento no Brasil como a Câmara dos Lordes de Londres. Não há mais chance para um Delfim Neto, Roberto Campos, só para Tiririca. Se Lula inaugurou um conjunto habitacional elogiando a varanda porque os moradores poderiam soltar gazes fedorentos, o Tiririca pode soltar gazes no programa da Record e todos caírem na gargalhada. Eles conseguiram bestializar o Brasil”.

Bytes: Por falar em Record, a minissérie “Rei Davi” começou a ser assistida pelos telespectadores dos Estados Unidos através do canal Mundofox, dublada em espanhol. Durante sua exibição no Brasil, em 2012, a emissora do bispo Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus, tirou o sono da Globo por conta da boa audiência, chegando a alcançar a liderança em várias ocasiões.

Aparecida: Por falar em Igreja Universal do Reino de Deus, O governo de Angola baniu a maioria das igrejas evangélicas brasileiras do país. Segundo o governo, elas praticam "propaganda enganosa" e "se aproveitam das fragilidades do povo angolano", além de não terem reconhecimento do Estado. "O que mais existe aqui em Angola são igrejas de origem brasileira, e isso é um problema, elas brincam com as fragilidades do povo angolano e fazem propaganda enganosa", disse Rui Falcão, o porta-voz do Movimento Popular de Libertação de Angola, que continua no poder desde a independência do país, em 1975. Em 31 de dezembro do ano passado, morreram 16 pessoas por asfixia e esmagamento durante um culto da Igreja Universal do Reino de Deus em Luanda. O culto reuniu 150 mil pessoas, muito acima da lotação permitida no estádio da Cidadela. O mote do culto era "O Dia do Fim", e a igreja conclamava os fiéis a dar "um fim a todos os problemas que estão na sua vida: doença, miséria, desemprego, feitiçaria, inveja, problemas na família, separação, dívidas”. Há quem diga, no entanto, que a Universal receberá o monopólio do governo socialista num grande “acordão” devido à grande popularidade da Record no país africano.

Bytes: Por falar em feitiçaria, um dos assessores mais próximos do aiatollah Ali Hamenei, líder máximo do Irã, declarou, discursando perante estudantes num seminário religioso, que os judeus possuem grandes conhecimentos e capacidades de feitiçaria e fazem uso deles para causar danos ao Irã. Mehdi Taeb que os feiticeiros judaicos transformaram os EUA em arma e empregam-na para obter sanções injustas contra o Irã. Segundo as leis iranianas, a feitiçaria é um crime. Nesse país, são sistematicamente presas, julgadas e condenadas à prisão pessoas suspeitas desta prática.

Aparecida: Por falar em prática, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, reativou a inquietação nos setores laicos da sociedade ao criticar o Ocidente por ter introduzido a cerveja após a ocupação do país no fim da Primeira Guerra Mundial. Segundo ele, antes o costume era mais saudável: ingerir o ayran, a base de iogurte e sem álcool. "Nos primeiros anos da República, uma bebida alcoólica como a cerveja foi, infelizmente, apresentada com uma bebida popular turca. Mas nossa bebida nacional é o ayran", afirmou na última sexta-feira Erdogan em Istambul. "Tanto é assim que algumas famílias começaram a dar cerveja a seus filhos com idade de frequentar a escola primária com o argumento de que era boa para a saúde e nutritiva", acrescentou. A observação foi mantida numa conversa com um grupo de empresários turcos. Segundo Erdogan, seu avô recomendou que proclamasse o ayran como bebida nacional "para que a nação tenha uma geração com boa saúde". Na rede social, houve críticas: "Só falta sermos declarados traidores da pátria porque não bebemos ayran", escreveu um internauta no Twitter. "Claro que nossa bebida nacional é o ayran. É para nos fazer dormir", comentou outro, que destacou as virtudes soporíferas do produto.

Bytes: Por falar em cerveja, o padre Beto, da Igreja de Bauru, que costumava ingerir esta bebida alcoólica, será excomungado pela Igreja Católica por ter dito num vídeo que é normal um casal heterossexual ter interesses homossexuais. O bispo pediu para que ele se retratasse, mas ele preferiu renunciar à função de sacerdote. Depois recebeu um desagravo dos fiéis que lotaram a sua última missa. Dom Caetano Ferrari.argumentou que o seu liderado havia traído os seus votos ao se tornar sacerdote. "Se refletir é um pecado, sempre fui e sempre serei um pecador", afirmou o ex-padre. "Quem disse que um dogma não pode ser discutido? Não consigo ser padre numa instituição que no momento não respeita a liberdade de expressão e reflexão", acrescentou. Ele disse que se fosse na Idade Média seria “queimado vivo”.

Aparecida: A declaração agride à liberdade de expressão? O deputado Marco Feliciano pautou para a próxima sessão da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara uma proposta que permite aos psicólogos tratarem a homossexualidade como uma doença.

Bytes: Como instituição, a Igreja tem as suas regras e doutrinas, como uma escola. No caso, o padre representa o mestre e os fiéis os alunos. O bispo é o diretor do colégio. O papa representa o ministro da Educação porque o chefe de Estado é Deus que preside tudo. Por trás de tudo, o “exemplo” a ser dado aos seguidores.

Aparecida: Por falar em escola, muitos jornais condenaram a escola tradicional paulistana que suspendeu os alunos, em vez de expulsá-los como ocorre nos Estados Unidos e Europa, por terem assediado sexualmente uma estudante.

Bytes: Em artigo no “JB Online”, o teólogo Leonardo Boff escreveu o artigo “Libertação: ação que cria a  liberdade”: “Liberdade é mais que uma faculdade do ser humano — a de poder escolher ou o livre arbítrio. A liberdade pertence à essência do ser humano. Mesmo sem poder escolher, o escravo não deixa de ser, em sua essência, um ser livre. Pode resistir, negar e até se rebelar e aceitar ser morto. Essa liberdade ninguém lhe pode tirar. Entre muitas definições, penso que esta é, para mim, a mais correta: liberdade é capacidade de  auto-determinação”.

Aparecida: A favela do Cerro Cora, que fica perto do Cristo Redentor, foi ocupada pela UPP por causa da Jornada Mundial da Juventude. O Rio de Janeiro ficará livre de suas mazelas?

Bytes: O que podemos afirmar é que se o secretário de Segurança for mordido pela mosca azul, a política de segurança fica sem “foco”. Como ele próprio afirmou, a luta contra a violência tem a mesma persistência que a luta contra a violência. Não dá para seguir ao mesmo tempo a Deus e a Mamon.

Aparecida: Por falar em Mamon, qual foi o legado de Goebbels?

Bytes: A deixada por Hitler: “A propaganda deve ser dirigida à massa, a condensação energética formada por pessoas sujeitas às dúvidas e incertezas acerca do princípio da realidade”.

Aparecida: Qual será a nação cujo discurso de guerra total de Goebbels será ovacionado?

Bytes: Aquela que se sentir mais oprimida em relação ao “corpo social”.

Aparecida: A opressão é a luta é de classes?

Bytes: Não, a luta é pela vida na divisão do espaço, cujo tempo é o maior opressor. Por isso, muitos pobres têm a mesma observação do rico sobre a natureza humana. E vota com ele. Mas agora saberemos quem são os retardados e os bestializados por causa do espaço-tempo.

Aparecida: Ah, entendi! Disse Nosso Senhor Jesus Cristo, já sabendo que estava próximo de deixar o mundo, sobre o espaço-tempo: “Até quando eu estarei entre vós e até quando vocês sofrerão?”

 

AO DIA DO TRABALHADOR

Rio de Janeiro, 1º de maio de 2013

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Comentário de C. de Castro em 2 maio 2013 às 3:19

Enquanto isso leia como o Brasil entrou no resgate dos bancos internacionais que estao roubando a Grecia, a Italia, a Espanha e Portugal.

http://www.nationofchange.org/bail-out-out-bail-time-some-publicly-...

E interessante como quem escreveu este blog, e seletivo nas suas escolhas... Propaganda na melhor das hipoteses.

Delfin nao criou nada. Delfin criou uma ilusao de "Milare". Eu trabalhave para a Receita Federal em Brasilia e sei muito bem como a mentira ela deslavada. Cada um acredita no que quer. Mas a realidade e que Delfim so fez merda. Aumentou a divida nacional e nos vendeu para o IMF and World Bank.

Mas, como nos criamos tudo isso:

Eu te amo, sinto muito me perdoe e obrigado por aceitar as minhas sinceras esculpas por ter criado toda essa ilusao.

Delfin foi um santo. Os miliares tambem. Pinochet era um santo, Isabelita Peron uma anja, todos os presidentes dos EUA foram e sao muito respeitosos dos direitos democaticos de todos os paises do mundo anonde existem recursos naturais que eles querem. O Brasil tem um bom servico medico - o SUS.  O sitema de educacao e da mais alta qualidade. As universidades sao gratuitas. As familias ganham suficiente para dar uma boa infancia e juventude a todas as criancas. As policias militares de todos os estados sao altamente eficientes e honestas. Os pefeitos das cidades azem tudo do melhor para os habitantes. Todas as capitais de estados tem muitas pracas arborizadas, transporte coloetivo dos mais modernos, bibliotecas bem supridas. 

Analfabetismo nao existe porque os militares investiram na educacao, como prioridade. Os idosos vivem bem e teem uma vida digna e cheia de desafios culturais, que os levam a praticar e experenciar muitas aventuras e pesquisar areas como fisica, matematica e outras ciencias. O idosos estao contribuindo mais e mais para o bem estar geral da nacao.

Pais que nao tem gasto com armas, porque nao tem forcas armadas. Pais que nao tem prisoes, por que nao existem criminosos. Pais que e tao abencoado que politicos, votam para diminuir seus salarios e desde a epoca dos militares eles nao tem dupla pensoes, nem mordomias. Os presidentes da camara e do senado tem um auto-padra de integridade. Neste pais nunca existiu ou existira mensalao e outros escandalos. Escandalos so na Bolivia e Venezuela ou logicamente em Cuba.

O Ibama realmente faz um trabalho estupendo no nosso meio ambiente.

Pove mais feliz, mais educado, mais saudavel e mais unido nao existe no mundo.

Viva o Brasil! Viva os politicos brasileiros! Viva as universidades geradoras de 500 premio nobel por ano, minimo! 

PS: Quem tem teto de vidro, nao joga pedra. A mim nao importa o que esta acontencendo em outros paises. O que importa e o que esta acontecendo aqui.

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