10 e 11 de setembro. O terror de lá e de cá

Toninho foi morto no dia 10 de setembro de 2011. No dia seguinte caíam as torres gêmeas em Nova Iorque

Antonio da Costa Santos, o Toninho, e Celso Daniel, eram duas torres de ética política. Um era engenheiro e o outro arquiteto. Escolheram trilhar um caminho rumo à construção de uma sociedade melhor. Receberam o triste fim de outros tantos idealistas. Mais triste é constatar que os dois expoentes do partido da estrela vermelha, recebem deste, o placido conformismo frente ao desfecho das investigações de ambos os casos. No ato ecumênico realizado ontem (9) em Campinas, esteve a incansável viúva Roseana Moraes Garcia, além de pouco mais de 50 pessoas.

Onde estavam os demais companheiros de partido de Toninho?

Toninho já havia dado mostras do seu caráter, quando era vice-prefeito e rompeu com Jacó Bittar, em razão de superfaturamento em obras. Em 2001, poucas horas após o seu assassinato, do outro lado do hemisfério, fundamentalistas “decidiram” chamar a atenção do mundo da forma mais infame e cruel, matando cerca de 3.000 inocentes, que se encontravam em seus escritórios trabalhando (uma das razões porque aquele país é superdesenvolvido). Uns dirão, mas é uma forma de fazer guerra. À estes, eu diria, até na guerra se busca uma forma de ética com critérios conhecidos.

No nosso caso brasileiro, paira a forte suspeita de que Celso Daniel e Toninho atrapalhavam os planos do PT de montar caixa 2, e essa é a linha que o promotor Francisco Cembranelli sustenta em sua tese. Esse cenário aponta para o “vale tudo” ou “os fins justificam os meios”. Qual é a diferença de atitude do caso do Word Trade Center e do assassinato de dois prefeitos eleitos? Lá houve um efeito pirotécnico que ajuda a marcar em nossa memória, aqui, os episódios fizeram órfãos mais de 1 milhão de cidadãos das duas grandes cidades, que acalentavam um sonho que começava a florescer, após o chamado “anos de chumbo”. Seria um novo tempo, com respeito, sem radicalizações, tortura ou corrupção.

Mas, da mesma forma que os americanos, que estão edificando um monumento em memória à esperança, aqui, também, devemos continuar a trabalhar por aquele sonho que Celso Daniel e Toninho começaram a construir…

TeoFranco

www.BLOGdoAFR.com

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Comentário de Ivanisa Teitelroit Martins em 11 setembro 2011 às 21:04
Teo, e Celso Daniel era o coordenador da campanha de Lula. Quantas incógnitas pairam no ar! Abraço
Comentário de Teo Franco em 12 setembro 2011 às 3:47
Concordo com vc Ivanisa

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