No papel de Anna Karenina (1935) dirigido por Clarence Brown e com roteiro baseado no romance de Leon Tolstói..

Greta Garbo ou Greta Lovisa Gustafson, (Estocolmo, Reino da Suécia e Noruega, 18 de setembro de 1905 • Nova Iorque, 15 de Abril de 1990) foi uma atriz sueca. Com seu talento e aura de mistério, tornou-se uma das mulheres mais fascinantes do século passado, eleita pelo Instituto Ameriano de Cinema como a quinta maior lenda da história da sétima arte. Apesar de sua carreira meteórica, Garbo era solitária e reservada, e só concedeu quatorze entrevistas durante toda a vida. Pouco se soube e muito se especulou sobre a atriz, incluindo mistérios sobre sua relação com os Aliados da Segunda Guerra Mundial. Uma das citações mais memoráveis sobre ela é a de que "Greta é como a Mona Lisa - uma das grandes coisas da vida. E tão distante quanto."

De Mário Quintana

"Dois versos para Greta Garbo"
O teu sorriso é imemorial como as Pirâmides
E puro como a flor que abriu na manhã de hoje…
(Apontamentos De História Sobrenatural)


O seu ar andrógino e frio criou o mito. As suas paixões foram um mistério e passou a sua longa vida sem nunca casar. Os papéis na grande tela são hoje, muitos deles, filmes de culto como "Amor", 1927, "A Mulher Divina" e "A Dama Misteriosa", 1928, "O Beijo", 1929, "Romance", 1930 "Inspiração", "Mata Hari", 1932, "A Rainha Cristina", 1934, "Ana Karenina", 1935, "Camille", (para os críticos o seu melhor filme) e ainda "Margarida Gautier", 1936, "Maria Walewska" (1937) "Ninotchka", 1939 e "A Mulher de duas caras", 1940 último filme em que entrou. Deixou de aparecer em 1947. Em 1955 recebeu o Oscar da Academia pelo conjunto da sua carreira. Saiu de cena no auge da fama tendo conquistado um lugar único na 7ª Arte.Viveu os últimos anos de sua vida em reclusão absoluta.

O que dizem de Greta Garbo

Alastair Forbes: A escandinava mais melancólica desde Hamlet."

Anônimo: "Greta é como a Mona Lisa - uma das grandes coisas da vida. E tão distante quanto".

Barry Paris: jornalista e biógrafo: "A Mulher do Século - que passou metade dele tentando se esconder".

Bette Davis (1908 -1989), atriz: "Seu instinto, seu domínio sobre a máquina, era pura feitiçaria. Não posso analisar a interpretação dessa mulher. Sei apenas que ninguém trabalhou com tanta perfeição frente à câmera."

Cecil Beaton, fotógrafo: "Uma mulher com a inocência charmosa de uma criança".

Clarence Sinclair Bull, fotógrafo: "O rosto dela foi o de maior inspiração que já fotografei".

David Robinson, historiador de cinema: "Com Garbo, você toma menos consciência da atriz e mais da alma exposta à vida e à humanidade. A profundidade e a intensidade de sua interpretação transformavam tudo em que atuava. Ela fez dez filmes mudos em Hollywood: se a princípio não eram romancinhos açucarados, acabavam assim depois que o departamento de roteiros da Metro botava a mão… Mas Garbo emprestou-lhes um pouco de sua própria divindade".

Georg Wilhelm Pabst, cineasta: "Um rosto assim só se vê uma vez num século".

James Card, curador: "É a maior que já houve e que jamais haverá no cinema."

Keneth Tynan(1927-1980), escritor e crítico de teatro: "Exceto fisicamente, sabemos tanto de Garbo quanto de Shakespeare".

Marlene Dietrich (1901-1992), atriz e cantora: "Invejo Garbo. O mistério é o maior charme de uma mulher. Gostaria de poder ser tão misteriosa quanto ela. Não quero que as pessoas saibam tudo sobre mim! Garbo nunca dá entrevistas. Adoraria fazer o mesmo."

Marie Dressler (1868 -1934), atriz: "Garbo é solitária. Sempre foi e sempre será. Vive no âmago de uma vasta e dolorosa solidão".

Mercedes de Acosta, poetisa e roteirista: "Eu a via acima de mim, face e corpo recortados contra o céu, como fusão gloriosa de deus e deusa, radiante, elemental".

Otis Ferguson (1907-1943), crítico de cinema: "O fenômeno dramático do nosso tempo. Assistindo a ela, percebe-se que isso é maior do que as palavras; é a coisa mais absolutamente bela de uma geração". Silvia Renate Sommerlath (1943-), brasileira rainha da Suécia: "Ela é mágica!"

Sinclair Lewis (1885-1951), escritor: "Digo que não há mistério algum, exceto uma mulher ser tão fillums por tanto tempo sem 'virar hollywoodiana'. Conheci muitos atores e atrizes no meu trabalho. Aluguei e vendi casas para uns, tive de executar hipotecas de outros. Ela é a única normal. O resto faz as melhores interpretações nos restaurantes da moda, na praia, no Hollywood Boulevard, na igreja. Garbo é a única atriz que só representa na tela".
Em Ninotchka (1939), dirigido por Emst Lubitsck


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