Mais assentamentos na Cisjordânia ocupada

O número de assentamentos judaicos na Cisjordânia praticamente dobrou desde o ano passado, de acordo com a ONG israelense Paz Agora.

Nos primeiros cinco mêses de 2008, 433 novas casas foram construídas. No mesmo peródo de 2007 foram levantadas 240 casas. O grupo disse que as propostas para novas construções na Cisjordãnia ocupada quintuplicaram.

Os palestinos temem que a construção de mais assentamentos naquela região crie novos "fatos consumados", o que inviabilizaria a formação do tão almejado estado palestino.


http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/7581755.stm

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Comentário de Carlos em 10 setembro 2008 às 5:03
Nicole,

É um prazer receber os seus comentários. Será sempre bem-vinda, quando vier "bater a minha porta". Ahlan wa-Sahlan!

A solução de dois estados, um árabe e outro judeu, ainda é a mais viável. Eu, sinceramente, gostaria de ver palestinos e judeus convivendo num mesmo estado, secular e democrático. Bom, hoje, Gaza e Cisjordânia estão geograficamente separadas. Se criarem um estado palestino com as fronteiras atuais terão de encontrar um jeito de interligar as duas regiões. Não sei como. Realmente vai ficar uma situação meio estranha. Nicole, para os árabes e, principalmente para os palestinos a divisão daquelas terras foi uma traição. Eles sempre habitaram as terras onde hoje é Israel, sempre foram maioria, mas foram obrigados a se retirar de lá. Outros decidiram por eles que a sua terra seria dividida. Não isento os demais países árabes de culpa. Eles, também, traíram os palestinos. Nunca deram bola para o problema daquele povo, temiam a sua alma revolucionária. Tanto é que o Rei Hussein, com medo das insurgências palestinas em seu país, cometeu aquele ato bárbaro. Os acordos separados que Israel fez com Egito e Jordânia, até agora só serviram para isolar ainda mais os palestinos. Se Israel acordar com a Síria temo que vai piorar ainda mais. É cada um pra si.

O evento "árabes malvados..." é parte do ciclo de cinema árabe que o icarabe, mais uma vez, traz aqui para o Brasil. Essa mostra foi selecionada pelo Instituto do Mundo Árabe de Paris. Os filmes parecem ser bem interessantes. Se você gosta de cinema alternativo vale a pena dar uma conferida.

Nicole, sempre achei que árabes e judeus tem muito em comum; a começar pelas origens. Somos povos semitas, não é mesmo? Quando eu fazia o meu colegial, numa conhecida escola aqui de São Paulo, tive muitos colegas judeus. Gostava de dizer a eles que árabes e judeus não deveriam brigar pois eram "primos": Ismael e Isaac -- o primeiro, pai dos árabes e o segundo, pai dos judeus, de acordo com a lenda -- eram filhos de Abraão.

As mesquitas herdaram as cúpulas das Igrejas Bizantinas, que, por sua vez, as herdaram das sinagogas. As sinagogas evoluíram dos antigos templos pagãos do nosso oriente médio. No fundo é tudo a mesma coisa.

Concordo com você quanto ao preconceito que ainda paira sobre árabes e judeus. Aqui no Brasil ainda tem. Muitas vezes enrustido, mas tem. Preconceito sempre vai ter. Basta ser diferente (no aspecto físico, nos costumes, no sotaque, na religião, na cor da pele e etc) para haver preconceito. O que não dá para admitir é a radicalização: ofensas, discriminação, perseguição e coisas piores que o povo judeu, mais do que nenhum outro povo, sentiu na pele. Mas, apesar de tudo, acho que o mundo está melhorando quanto a isto; basta olhar para trás, não é? O segredo está na educação, no conhecimento, na compreensão, na civilidade. É isso Nicole.

Um abração!

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