Acervo Tinhorão: Feito para servir ao povo



O Instituto Moreira Sales, que coordena uma rede de cinemas e centros culturais em várias capitais brasileiras, adquiriu o acervo do jornalista, crítico de música popular e pesquisador José Ramos Tinhorão. Trata-se de um arquivo temático, repleto de obras raras que abrange fundamentalmente música popular, artes plásticas, literatura; um patrimônio de inestimável valor que estará, dentro de um ano, à disposição do público em geral.

Disparando informações, José Ramos Tinhorão quase não dá tempo às perguntas. Melhor, jornalista tarimbado, ele sabe exatamente do que precisa o repórter e se adianta fornecendo os fatos com precisão.

Com o jeito de falar típico dos jovens cultos da década de 50 e 60, cheio de brasilidade e convicção, raciocínio rápido, onde um breve esquecimento é preenchido com outra informação ainda mais atualizada e exata, dessa forma Tinhorão vai descrevendo o acervo. Esse crítico, que todo artista colonizado detesta (assim seja), ao dispor de seu arquivo privado, fornece agora aos pesquisadores centenas, milhares de registros imprescindíveis sobre a cultura popular brasileira, em particular sobre a música de nossa gente. Mais do que expor aquele riquíssimo material, à maneira dos traços rápidos e surpreendentes de um desenhista ao criar as linhas básicas do que vai retratar, Tinhorão faz surgir diante dos que lhe ouvem, o melhor das manifestações musicais do povo brasileiro. Mas, é buscando explicar as raízes dessas manifestações, desvendando os seus fundamentos (que direta ou indiretamente, aberta ou ocultamente, estão ligados, em última instância, à necessidade do homem se alimentar, abrigar-se, produzir os meios imediatos de vida material e intelectual da sociedade), que Tinhorão fala sobre a cultura popular, revelando a música em particular, com toda a sua pujança.


O poder criativo das massas

Repleto de raridades e obras notáveis que o crítico juntou durante décadas de militância no jornalismo e de estudos sobre a música popular brasileira, o farto material disponível é, por assim dizer, um arquivo de documentação de caráter temático (mais voltado para a música popular brasileira na memória da cultura urbana), com a intenção de ajudar os pesquisadores de uma maneira geral.

"Meu interesse é que uma pessoa desejosa de escrever sobre sons da rua, por exemplo, possa começar a sua pesquisa por aqui. Com certeza ele vai encontrar material, porque há muito percebi que a cidade tem sons. Tanto que escrevi um livro chamado: Os Sons que Vem da Rua", conta com certo orgulho.

Claro, o acervo há de ter uma história com aspectos bem peculiares, em particular algo de diferente que moveu a construção desse patrimônio, alguém que guarda um profundo respeito pelo povo, capaz de criar um arquivo de fundamentos da cultura popular. O peculiar em arquivos assim, é que eles não foram construídos como patrimônio de vaidades, por colecionadores de "obras raras", pelos que se acreditam "produtores de cultura" tornando-os públicos para que a sociedade guarde a imagem de seus proprietários. Ainda assim, o melhor de um acervo é o uso que dele se faz, a atitude com que se produz.

Tudo que existe no acervo, Tinhorão conseguiu basicamente em sebos. Também tem coisas que vieram através de anúncios de jornal, doação de amigos, leilões e objetos pessoais que adquiriu com o tempo e guardou. "Quantas vezes andei quilômetros para buscar um material", lembra acrescentando ainda que apesar de ter guardado coisas por toda a sua vida, começou a trabalhar mais sério na construção do arquivo a partir de 1971. O nome do acervo foi dado em homenagem (diga-se de passagem, justa) a Tinhorão, que tem se sentido bem à vontade para trabalhar, com vários funcionários e um excelente material de informática à sua disposição, o que torna possível catalogar e classificar o material, aberto ao público para visitação e pesquisa a partir do próximo ano. "Hoje sou empregado do meu acervo", brinca.

"O folclore é algo que corre paralelo à cultura urbana, pois o Brasil teve uma predominância de cultura rural, se urbanizando praticamente no fim do século 19 e início do 20", explica.

Na primeira década do século 20, o carnaval acontecia na rua e não era considerado um fenômeno cultural. O folclore sim. Tinhorão conta que, naquela época, tinha o Silvio Romero pesquisando as ladainhas que as velhinhas cantavam. Mas, as cidades, eram como se não tivessem voz e manifestações culturais. Isso porque, como a cidade no Brasil era algo recente, a cultura que nela se formava não era percebida como uma manifestação elevada, mas um simples fato do dia-a-dia. Assim, era a cultura urbana. Conforme o pesquisador, esse aspecto é facilmente revelado no caso do carnaval de rua, que existia com intensidade no início do século 20 e que hoje foi engolido pela indústria do carnaval, deixando de ser fenômeno de cultura popular para se tornar uma máquina de fazer dinheiro.

Naquele carnaval, havia uma integração da cultura rural com a urbana, em vários momentos, e um deles é o do homem que carregava a burrinha, personagem ligada às coisas do mundo rural nordestino, como o Bumba Meu Boi, isso em plena Avenida Rio Branco. O boi aparecia no carnaval do Rio, já não mais integrado na festa do bumba, mas como personagem isolado dentro do carnaval. "Isso acontece porque essa mesma pessoa que carrega o boi, antes, era o nordestino que saía na festa do bumba em São Luis, MA, por exemplo, e por nostalgia ou saudade, acaba por misturar o folclore com a cultura popular urbana", observa, ressaltando ainda que, hoje, o carnaval de rua do Rio praticamente acabou, foi engolido pela indústria do carnaval, deixando de ser propriamente uma manifestação popular.

Em sua narrativa, de repente aparece com todas as cores um homem que tocava um instrumento de uma corda só e um menino que produzia sons com umas garrafas cheias de água, penduradas com barbantes em algo de madeira, regulando as notas musicais conforme o nível da água; tocava músicas batendo com uma varetinha nas garrafas. Isso em pleno centro do Rio, na Cinelândia dos anos 50. Já em São Paulo, Tinhorão lembra de um homem que com uma corda, uma caixa de ressonância de madeira e um pedaço de vidro, fez um instrumento e saía pelas ruas tocando músicas nordestinas. Disso muitos sabem, mas o que Tinhorão ressalta é que a cultura urbana está repleta de fenômenos interessantíssimos que não são devidamente enfocados. As universidades desprezam esse material, preferindo estabelecer uma relação com a cultura européia ou ianque, a cultura do dominador ou a nacional "amansada", do que conhecer a própria realidade brasileira. Ele demonstra que certos "estudiosos" não levam adiante uma pesquisa, porque mesmo quando seduzidos pela música executada pelo mais virtuoso instrumentista popular, julgam não conseguir material suficiente para nela se aprofundar.

Somente os pesquisadores percebem que a arte surge de uma vida de lutas populares e que o povo é o seu grande mestre, tudo se passa de maneira muito diferente: "Então eu percebia essa falta de material e corria atrás dessas coisas, como o vendedor de modinhas, os sons que se perdem no ar. Hoje o barulho das ruas não permite mais a existência dessas figuras. Lembro-me que no Rio, quando o estado produzia muita laranja, o vendedor colocava uma grande quantidade em um caminhão e vendia diretamente ao consumidor. Nesses dias, ele pegava uma espécie de megafone de lata, feito a mão, e cantava: ‘..... Trás a bolsa dona Tereza que a laranja tá uma beleza' Assim, inventava uma melodia para vender o seu produto", se diverte.

O jornalista lembra também que no início do século, e isso ele tem gravado, homens que vendiam sorvestes faziam o seu som ‘..... Sorvetinho, sorvetão, sorvetinho, sorvetão, quem não tem duzentos réis, não toma sorvete não........'. Essa manifestação acontecia por todo o país. Em Pernambuco, por exemplo, existam os homens que vendiam ostras e no silêncio da tarde gritavam ‘...... Oooostra, Oooostra, Oooostra, chegada agora.....'

Como se tocava muita música brasileira no rádio, o pesquisador recorda que a canção de carnaval começava a aparecer em novembro e todos ligavam para ouvir Aracy de Almeida e outros cantando. A pessoa gostava, mas às vezes não conseguia aprender direito a letra e então entrava o vendedor de modinha. Era um jornal com as letras das músicas e todo homem que vendia modinha era metido a cantar. Paravam na esquina e soltavam a voz: ‘... Mulher, mulher é Ermira, as outras são imitação ....'
Algo mais que acervo

Todas essas coisas são fenômenos de manifestações que surgem e se transformam e que, apesar de estarem bem visíveis, poucos "pesquisadores" fazem questão de perceber, porque não sabem o que fazer com elas. Mas, quando há interesse, por exemplo, de um europeu, e se por acaso ele registra alguma passagem assim, em alguma obra, não importando o valor da interpretação dada, a coisa muda de figura. "Quando dois franceses se interessaram por folhetos com cantorias nordestinas e resolveram pesquisá-las, começou a haver interesse das universidades brasileiras, virando tema científico. Hoje a Casa de Rui Barbosa, no Rio, tem antologia do cordel. O problema é que como ainda não apareceu nenhum francês querendo estudar os livros de adivinhação, Secretário Poético Ensina Fazer Carta Para a Namorada, o Orador do Povo que ensina a fazer discursos, Manual do Fogueteiro, ensinando a fazer foguetes, ou o Manual da Esposa, que diz como uma boa esposa deve se comportar diante de seu marido, todos esses fenômenos de cultura popular urbana ficam esquecidos", lamenta.

O erudicismo, o academicismo apenas reformado em alguns momentos, o humanismo dos filisteus que serve como acalanto para a renúncia etc., certamente jamais alcançarão a importância das manifestações populares. A cultura semi-colonial nunca enxerga o povo, as classes e camadas sociais progressistas que lutam pela sua emancipação e pela construção de um mundo novo. Pesquisadores assim vêem o povo apenas com os olhos do estrangeiro dominador. Jamais perceberão que há duas culturas se digladiando, tampouco que para se firmar como cultura nacional verdadeira é necessário que esteja fortemente impregnada do elemento popular e democrático.

Tinhorão descreve em suas obras a cultura urbana como algo não projetado, como faz crer a visão semi-colonial, mas nascendo de acordo com a necessidade popular, das classes e setores que vivem por suas próprias mãos, num grau historicamente determinado do desenvolvimento da sociedade, sua formação socieconômica etc.

Por isso, Tinhorão descreve incansavelmente manifestações como a do artista de rua, o vendedor de modinha, sorvete ou laranja, que cantavam ou tocavam pela necessidade de ganhar dinheiro. E assim anunciavam os seus produtos ou tocavam em objetos feitos pelas próprias mãos, adaptando caracteres do mundo rural na cidade.
Um acervo raro

De tudo, um pouco. São pôsteres de carnavais, de espetáculos, programas, o primeiro festival da canção, em 1966 (recente, mas do tempo em que havia festivais brasileiros), filmes de várias épocas com atores inesquecíveis. Também uma imensa coleção de fotografias. Até o momento, já foram trabalhadas e restauradas cerca de 1500, algo mais que a metade da coleção; além de caricaturas de todas as épocas, com críticas profundas e corajosas dirigidas ao sistema.

"Estamos fazendo um trabalho para mostrar a face do máximo possível de gente que gravou disco no Brasil. Com a ajuda do José Luiz, que trabalha no instituto Moreira Sales, no Rio, vamos para revistas antigas e registramos toda foto de gente que gravou pouco", relata, lembrando nomes importantes da música popular brasileira.

Nisso, surge toda a história do rádio e do cantor de rádio, quando cantar no rádio era uma nova forma de ascensão do homem do povo. Muitos, com boa voz e uma profissão produtiva, mas pouco remunerada, geralmente carpinteiro, pedreiro, ascensorista, armador etc., se enchiam de coragem e se apresentavam em programas de calouros. Assim, surgiram Blecaute e João do Vale, por exemplo.
Catucar a onça é preciso

Cultura Política, que passa a ser editada em 1941, era uma revista patrocinada pelo Ministério da Educação durante a ditadura do Estado Novo. O acervo traz a sua coleção completa, com 50 números, e um detalhe muito interessante: o Ministério da Educação estava nas mãos de Capanema, que era um homem liberal, recorda Tinhorão. Da revista, então, "participou como colaborador um jovem tenente comunista, chamado Nelson Werneck Sodré", fala mostrando a capa com o nome do grande historiador.

Das revistas que o acervo cataloga, aparecem a coleção completa de O Malho, de 1902 até 1929; e O Cruzeiro; a Fon-Fon, desde o primeiro número; A Careta e a revista Carioca. "O importante desta revista é a notícia que dá de um fato em progressão do rádio, o aparecimento dos artistas, dos ídolos de rádio", diz o crítico referindo-se a uma delas. A coleção de mensários do Jornal do Comércio do Rio está completa. Tinhorão lembra que comprou um ano antes do prédio do jornal sofrer um princípio de incêndio. "Eles reuniam as matérias que saíam no suplemento cultural do jornal de domingo e, no fim do mês, lançavam o mensário. Com isso, podemos ver toda a ideologia do período do Estado Novo e tudo que se considerava literatura e cultura dentro dele", comenta.

Os folhetins também estão presentes, com a mais antiga publicação, de 1865. Na verdade, é o segundo ano, pois começou em 1864. É uma coleção raríssima, que não existe nem na Biblioteca Nacional. "Tenho o Apolo, Jornal de Modinhas, Recitativos, Para Pianos Lundus Árias, Canções etc. Era um jornal com as letras do que o povo cantava na época. Isso nos permite, por exemplo, fazer um estudo sobre a evolução do verso cantado no Brasil", dá uma dica. São quase 800 folhetins e também os jornais que os vendedores de modinhas vendiam pelos bairros.

Esses jornais chamavam A Folia, e geralmente saiam perto do carnaval. Na parte dos romances estão todos os exemplares que Tinhorão adquiriu para escrever A Música Popular no Romance Brasileiro, e também para outros dois projetos: a música popular na memória do teatro e na poesia, e a música popular no conto e na crônica.

Há informações preciosas sobre o século 16, como as cartas dos jesuítas e a questão da Inquisição. "Tenho surpresas, como um livro feito por Paulo Prado, sobre a primeira visitação do Santo Ofício. Ele pegou os originais do O Inquisidor, mandou passar para a letra moderna e imprimiu", detalha.

Em 1980, Tinhorão descobriu que grande parte dos empregados domésticos do século 16, em Portugal, era de origem negra. Com esses dados escreveu o livro Os Negros em Portugal. "Onde tinha personagem negro eu pegava e isso me permitiu provar aos próprios portugueses que os negros tiveram uma influência na cultura popular portuguesa". Mas, para isso teve que procurar documentação no Brasil, e em Portugal, sobre o período que abarca o fim do século 15 e 16, como o original de O Castigo da Ambição ou O Velho Avarento Enganado e Desenganado, de 1785.
A música popular no romance brasileiro

Até o momento, a última publicação de José Ramos Tinhorão é um livro de três volumes, chamado A Música Popular no Romance Brasileiro, onde o pesquisador revela a preocupação de analisar diversos romances, desde O Filho do Pescador, 1843, de Teixeira e Sousa, até a produção mais recente da ficção do final dos anos 90, tendo em comum o fato de citarem ou fazerem alguma referência à música popular brasileira ou cultura popular.

Tinhorão pesquisou quase 5.000 romances e juntou 232 obras para fazer uma análise da posição do romancista diante do povo. O resultado foi que a maior parte deles não conhece o povo e a cultura que nasce em seu meio. Quando muito, estudam apenas a cultura restrita, a literatura e a arte que, para eles, se reproduzem espontaneamente, sem nenhuma relação com o processo de produção dos bens materiais e tudo que ele engendra. "Eu sempre fui freqüentador assíduo de sebos. Chegava e ia logo perguntando onde estava a literatura brasileira. Quando via um verso citado, dava uma lida no trecho, e se este fosse de cultura rural, caia na área do folclore e não me interessava, mas quando era de cultura urbana, música da cidade, então levava, não me interessando a qualidade, podendo até ser ruim literariamente, mas se falava de música popular, então estava registrado", relembra.

O pesquisador

José Ramos Tinhorão é paulista de Santos, nascido em 1928, mas teve sua infância e boa parte da vida adulta passada no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. Tinhorão começou a ter suas primeiras impressões de coisas populares assistindo a rodas de pernada e samba de improviso, na esquina da Rua São Clemente com Praia de Botafogo, no Rio. Participou da primeira turma de jornalismo do Brasil, e no primeiro ano da faculdade já colaborava com a Revista da Semana, Revista Guaíra, do Paraná e, mais tarde, no ano da formatura, 1953, no Diário Carioca, onde trabalhou por cinco anos. Escreveu para o Jornal do Brasil, de 1958 a 1963, começando em 61 as famosas "Primeiras Lições de Samba".

Na década de 60, passou pela TV, trabalhando na Excelsior (despedido em 1º de abril de 1964), Tv. Rio e Globo e pela Rádio Nacional, e 1966, estreiou em livros com duas obras: Música Popular: Um Tema em Debate e A Província e o Naturalismo.

Em 1968 mudou-se para São Paulo e escreveu para a revista Veja até 1973, passando então para a revista Nova, e em 1975, já como autônomo, passou a enviar da sucursal paulista suas duas colunas semanais para o Jornal do Brasil, que duraram até 1981 e lhe deram o título de "temido crítico musical".

Em 1980, Tinhorão vai a Portugal investigar a presença dos negros da colônia na metrópole. E, desde essa época, os seus livros passam a ser publicados também em Portugal.

O pesquisador se orgulha de ser um assíduo freqüentador de sebos no Brasil, Lisboa, Porto e Braga, nos quais adquiriu grande parte da sua coleção de discos, partituras, periódicos, livros e imagens sobre a cultura brasileira.

Em 1999, prosseguindo em sua pesquisa de jornais carnavalescos no Brasil, solicitou pela primeira vez em sua carreira uma bolsa para o mestrado em História, na Universidade de São Paulo, e sua tese deu origem ao livro Imprensa Carnavalesca no Brasil: Um Panorama da Linguagem Cômica.

Paralelo a isso, a Editora 34 vem publicando sistematicamente obras de José Ramos Tinhorão que estavam esgotadas e algumas inéditas, das quais destacam-se: Música Popular: Um Tema em Debate; História Social da Música Popular Brasileira; Festas no Brasil Colonial e Cultura Popular: Temas e Questões.

Fonte: Site Nova Democracia

Exibições: 108

Comentário de Helô em 30 agosto 2008 às 15:59
Ricardo
Aí está o grande barato - compartilhar! E a Internet tem ajudado bastante na democratização cultural. Veja aqui esta comunidade. Já imaginou quanto tempo a gente levaria para adquirir tanto conhecimento, em tão pouco tempo, não fosse a Internet? Adoro navegar no site do Instituto Moreira Salles e já escutei lá algumas preciosidades do arquivo de Tinhorão. Bela matéria você nos trouxe.
Abraços.
Comentário de Ricardo Queiroz Pinheiro em 30 agosto 2008 às 16:16
Helô,

A idéia é dar cada vez mais cor, sabor e odor à geléia geral...
Comentário de Caliban em 30 agosto 2008 às 20:33
Excelente noticia esta ! Eh otimo saber que o "acervo Tinhorao" serah preservado.

Como se sabe, o jornalista, critico de artes, pesquisador, historiador e homem dos mil instrumentos Jose Ramos Tinhorao nao eh "figurinha facil" no meio artistico brasileiro e, muito menos, no meio dito "academico".

Polemico, intransigente, "canguinha", aspero por vezes e, por isto tudo, original, inovador. Ser Insipido, Inodoro ou Incolor nao era, mesmo, a praia dele.

Boa noticia para nos e para as geracoes futuras !

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