Barbie não é politicamente correta?!? Então vamos lá...

Recebi hoje por e-mail:
No último dia 18 de agosto, o Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, encaminhou representação ao Ministério Público do Estado de São Paulo contra a Mattel do Brasil Ltda., pedindo a retirada de toda a comunicação mercadológica televisiva e em site na Internet dos produtos da linha Barbie”. Vejam aqui na íntegra: (http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/NoticiaIntegra.aspx?id=5509&origem=23)

O Instituto Alana não deixa de ter uma certa razão. Concentração do interesse em maquiar-se, vestir-se inadequadamente para a idade, concentrar-se no gosto exagerado pela moda e modismos PODEM levar a uma distorção dos interesses reais na infância, juventude e além (pois muito poucos adultos passam da adolescência emocional mesmo...).
Mas outras coisas são prioritárias. A educação da criança em casa, por exemplo. Os culpados por tais distorções são bem outros, sabemos disto.
No caso das bonecas, eu tive, na infância, algumas bonecas que eram bebês e algumas (não Barbies) que representavam mocinhas. A companhia criadora da Barbie, que tanto se arvora em dizer que foi a primeira a lançar bonecas meninas-moças, está redondamente enganada. Com as bonecas-bebês eu brincava de casinha. Eu era a mãe. Com as de corpo já formado eu brincava de alguma outra fantasia – eram minhas irmãs, minhas amigas, fadas disfarçadas etc.; e não me fizeram mal algum. Cheguei até a confeccionar alguns vestidinhos “na moda” para elas.
Brinquedo é fantasia. Não é uma mini-taça de vinho de plástico na mão da Barbie que vai levar uma criança a beber como uma desvairada quando crescer. Ou uma Barbie com uma mala vai transformar a criança numa viajante descontrolada, que larga seus compromissos para seguir algum impulso ou convite fora de hora. Não é uma Barbie-princesa que vai, no futuro, gerar uma personalidade distorcida com mania de poder. Garanto que pessoas com tais perfis NUNCA brincaram de Barbie. Brincar é fantasiar. Fadas, ilhas da fantasia, castelos, palácios mal-assombrados ou o que seja. Catarse, se preferirem.
No caso da Barbie, já que fantasiar ou filmar numa propaganda uma possível fantasia de criança é coisa nociva, sugiro então que se faça algo mais chegado à “realidade” (qual delas, não é mesmo?). Que tal Barbie na Favela... Barbie Empregada Doméstica (Barbie Diarista é mais moderninho)... Barbie na Prisão... (opa, este assunto não, este está na moda no cinema nacional e, pelo que vemos no noticiário, entre os políticos também, e moda não pode). Mas há outros: Barbie Autista... Barbie Paraplégica... Barbie Analfabeta... Isso, para falar só das realidades que criança pode ter ou ver. Eu mesma censurei as outras: Traficante, Prostituída, Sodomizada, Masoquista...
Mais perigosos que os comerciais barbéticos são os que incitam uma violência literal e gratuita: por exemplo, as “chamadas” diurnas dos filmes que só passarão após as 22 horas. Esta sim,é violência mais gratuita que os próprios filmes, pois as chamadas em horário impróprio não têm o sentido do enredo e apresentam as cenas mais contundentes para atrair o espectador. Isto, sim, é coisa perniciosa... e boba. Gente boba. E, caso à parte, as chamadas com gíria centenária, então? “Turma do barulho”...”Turma da pesada”... Tais gírias precedem aqueles filmes de “estudantes” que não estudam, só “aprontam” o filme inteiro. Passam sempre À TARDE, olhem que belo exemplo!!!
Censura NESTE tipo de comercial é mais produtivo.

Cansei. Vou cansar todo mundo, se continuar a falar de mais problemas por aqui.
Paz e harmonia a todos. Respirem fundo.

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