Convido a todos para ler um ótimo texto do Sergio Pena, além de um slide-show sobre o conceito de "raças" humanas.

vejam:
http://cienciabrasil.blogspot.com/2008/07/o-racismo-e-inveno-cientfica-do.html

Autoria de Sergio Danilo Pena, geneticista e professor titular da UFMG. O artigo "O DNA do racismo" é muito instrutivo. Lendo o texto descobri que o filósofo Voltaire era racista !

Vejam o que ele escreveu em 1733:

“A raça negra é uma espécie humana tão diferente da nossa quanto a raça de cachorros spaniel é dos galgos... A lã negra nas suas cabeças e em outras partes [do corpo] não se parece em nada com o nosso cabelo; e pode se dizer que a sua compreensão, mesmo que não seja de natureza diferente da nossa, é pelo menos muito inferior”.

Assim, quem veio primeiro, o conceito "científico" de raça humana ou o racismo ? E mais, qual a relação entre os cientistas do século 18 e os escravocratas ? Vamos saber lendo o artigo do Prof. Sergio Pena:

O DNA do racismo

Colunista conta como as raças foram inventadas e destaca que agora é nosso dever desinventá-las

Parece existir uma noção generalizada de que o conceito de raças humanas e sua indesejável conseqüência, o racismo, são tão velhos como a humanidade. Há mesmo quem pense neles como parte essencial da “natureza humana”. Isso não é verdade. Pelo contrário, as raças e o racismo são uma invenção recente na história da humanidade.

Nas civilizações antigas não são encontradas evidências inequívocas da existência de racismo (que não deve ser confundido com rivalidade entre comunidades). É certo que havia escravidão na Grécia, em Roma, no mundo árabe e em outras regiões. Mas os escravos eram geralmente prisioneiros de guerra e não havia de maneira alguma a idéia de que eles fossem “naturalmente” inferiores aos seus senhores. A escravidão era mais conjuntural que estrutural – se o resultado da guerra tivesse sido outro, os papéis de senhor e escravo estariam invertidos.

A emergência do racismo e a cristalização do conceito de raças coincidiram historicamente com dois fenômenos da era moderna: o início do tráfico de escravos da África para as Américas e o esvanecimento do tradicional espírito religioso em favor de interpretações científicas da natureza. (...)
.
Vejamos (...) a rigidez da classificação da humanidade feita pelo naturalista sueco Carl Linnaeus (1707-1778) na edição de 1767 do seu Systema Naturae (“Sistema da natureza” - clique na imagem para ampliar). Ele apresentou, pela primeira vez na esfera científica, uma divisão taxonômica da espécie humana. Linnaeus distinguiu quatro raças principais (além de uma quinta, mitológica, que não levaremos em consideração) e qualificou-as de acordo com o que ele considerava suas características principais:

• H*** sapiens europaeus : Branco, sério, forte
• H*** sapiens asiaticus : Amarelo, melancólico, avaro
• H*** sapiens afer : Negro, impassível, preguiçoso
• H*** sapiens americanus : Vermelho, mal-humorado, violento

(...) Este é um exemplo do absurdo da perspectiva essencialista ou tipológica de raças humanas. A raça é vista como um elemento inerente e fundamental que especifica holisticamente a pessoa. Nesse paradigma, o indivíduo não pode simplesmente ter a pele mais ou menos pigmentada, ou o cabelo mais ou menos crespo – ele tem de ser definido como “negro” ou “branco”, rótulo determinante de sua identidade. (...)
.
Leia o texto completo no link abaixo:
http://cienciahoje.uol.com.br/123264 .

Exibições: 526

Comentar

Você precisa ser um membro de Portal Luis Nassif para adicionar comentários!

Entrar em Portal Luis Nassif

Publicidade

© 2019   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço