a minha mão, cavalo das estradas,
caminha como pássaro na noite.
bêbada, trêfega, incólume, açoite,
trava meu corpo de carne deslumbrada.

pelo rescaldo do tempo, viés, caldo de rio
com margens a romper pedras e águas,
a minha mão estrada cão, pedra no cio,
traduz em galos a voz da madrugada.

a minha mão é todo ser tangente
tão de repente, pois tudo é de repente!

romério rômulo

Exibições: 26

Comentário de Ivan Bulhões em 9 outubro 2010 às 22:21
Be-le-za de versos!
Comentário de E' lena em 9 outubro 2010 às 22:28
acertou na "mão"

Um aperto de mão. rsrs
Comentário de romério rômulo em 9 outubro 2010 às 22:50
ivan e e'lena:
obrigado.
romério
Comentário de Ivanisa Teitelroit Martins em 16 outubro 2010 às 23:57
a minha mão aquieta o cão
inquieto, agitado
apelando afagos.
a minha mão sobre sua cabeça
o faz calmo, tonto, doce
a minha mão, simples mão
aquieta o cão

a sua mão estrada cão
o meu cão estrada mão

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