Programa Madrugada Viva realizado no Espírito Santo

Desde agosto de 2004, equipes da Associação dos Amigos dos Deficientes Físicos (Aadef), fiscais do Detran-ES e policiais do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar estão realizando abordagens durante as madrugadas, nas imediações dos bares e boates da Grande Vitória. Em março de 2006, a campanha Madrugada Viva passou a atuar no interior do Estado, começando pelos municípios de Cachoeiro e Colatina.

Nas operações educativas, os jovens são abordados pelas equipes nos bares à noite, onde são informados sobre os perigos da mistura álcool-direção e recebem material educativo com orientações.

Durante a operação punitiva, os motoristas flagrados com sintomas de ingestão de bebida alcoólica são submetidos ao teste de bafômetro e, depois de constatado a concentração de álcool acima de 0,6 gramas por litro de sangue no organismo, têm a carteira de habilitação apreendida e recebem uma multa no valor de R$ 957,70. O condutor flagrado pode ter o direito de dirigir suspenso de quatro a doze meses e, em caso de reincidência, a suspensão pode chegar a dois anos.

Esta é uma iniciativa do Governo do Estado do Espírito Santo, através do Detran/ES, para tentar evitar que jovens morram no trânsito por motivo de ingestão de bebida alcoólica e embriaguez. Devido à abrangência e relevância desta proposta, no ano de 2005 o Madrugada Viva foi premiado pela Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (SEGER), na categoria ‘Modernização da Gestão Pública’, com o tema ‘Utilização dos Recursos Públicos’ do Prêmio Inovação na Gestão Pública do Estado do Espírito Santo (INOVES).


Resultado da Campanha na Grande Vitória
Período Abordagens Testes de Bafômetro CNH´s Apreendidas
Agosto/04 até Dezembro/05 17.151 3.132 1.173
Janeiro/06 até Dezembro/06 7.112 1.540 414
Janeiro/07 até Dezembro/07 25.740 5.592 1.304
05/01/08 até 03/07/08 15.410 3.631 768
Total 65.413 13.895 3.659



A ingestão de bebidas alcoólicas pode provocar no indivíduo modificações orgânicas e psicológicas. Essas modificações podem ser muito graves, impossibilitando a condução de um veículo com segurança.



Não há como cortar o efeito das bebidas alcoólicas. Não adianta nada tomar café, banho frio ou fazer caminhadas.

Os efeitos do álcool são mais intensos quando a pessoa está em jejum.

A absorção de álcool pelo organismo é muito rápida: 90% em uma hora. Em compensação, a eliminação total leva cerca de 6 a 8 horas.

Os efeitos do álcool variam de uma pessoa para outra. Uma quantidade moderada para alguém de 80 kg, pode ser grave para quem pesa apenas 50kg.

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Comentário de Luis Nassif em 5 julho 2008 às 20:16
Beleza, Daniel. Inaugurou com o pé direito a área de Notas da Comunidade.
Comentário de Cabocla em 6 julho 2008 às 17:24
Olá Daniel, beleza de trabalho.
Com a nova lei não será diferente, só funcionará com a fiscalização. Está uma grita tão grande contra, que parece que até ontem podia-se beber à vontade. Mas essa dosagem, são 2 chopps. Já frequentei muita roda de choro do Alemão (viu Mouro?), mas difícil seria encontrar quem só tivesse bebido 2 a noite toda....
Em resumo porque eu defendo a lei. Porque é preciso criar uma cultura de que NÃO, não é tudo bem beber e dirigir. Mesmo nessa dosagem vc não está normal na visão e reflexos.
Ações educativas são importantes? Claro, mas veja: estou com a Carta Capital dessa semana. Mesmo com AIDS e suas campanhas, com contracepção e suas campanhas a gravidez na adolescência aumentou....
Segundo a Albertina Duarte, do Programa de Saúde do Adolescente na SES, na década de 90, em estudo conjunto com OMS e outros centros, 70% dos adolescentes não usavam método contraceptivo na primeira relação sexual. Os meninos com medo de falhar na hora H, as meninas querendo agradar ao parceiro. Fizeram uma política de valorização da auto-estima desses jovens e em Sampa, o número reduziu em 32%.
Quem sabe se o grande número de jovens - e não tão jovens- bêbados ao volante não está ligado a fatores assim também e o foco educacional tem que ser diferente? Mas enquanto isso: lei. Não sou moralista, gosto de beber, mas há anos abandonei a combinação direção/álcool.
É uma questão, a meu ver, de cidadania. Álcool e direção NUNCA. E nos viramos para poder curtir uma (s) cervejinha (s)....
Aliás, não gosto do nome Lei Seca. Remete à lei americana e não é a mesma coisa. Ninguém está proibido de beber, apenas de dirigir depois de beber. Essa lei sequer tem a ver com qualquer coisa referente ao combate do alcoolismo. Países onde as leis são mais draconianas - e fiscalizadas claro- os acidentes diminuem. Não é acaso. Veja pelos números aí do ES.
Abços
Cabocla
Comentário de Cabocla em 6 julho 2008 às 17:25
Esqueci de mencionar, os jovens não usavam métodos contraceptivos apesar de quase 100% conhecê-los....Não é falta de informação.
Comentário de valter ferraz em 7 julho 2008 às 19:42
Daniel, um primeiro passo. O que precisamos é de educação. E uma cultura de respeito à lei. Faço um paralelo com a lei que implantou a obrigatoriedade do cinto de segurança. Todo mundo resmungou, mas hoje todos usamos e o número de vítimas caiu.
Parabéns pelo texto.
Um abraço

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