Tá bom, tá bom...   Uma semana ruim, para a revista Mala, Mala Direta. Explico: não leio, veja você, a Mala voluntariamente. A não ser por estar na casa de alguém, onde nada mais exista para ser folh…

Tá bom, tá bom...

 

Uma semana ruim, para a revista Mala, Mala Direta. Explico: não leio, veja você, a Mala voluntariamente. A não ser por estar na casa de alguém, onde nada mais exista para ser folheado. E seja um belo fim do dia, esperando alguém... naquele brevíssimo intervalo, confesso, intimamente : folhearia  a  revista Mala.

 

Explico. Sou um sujeito complicado. Na verdade, um cri-cri. E assumido.

 

Antes de tudo sou um sujeito ideológico. Seja lá o que isto signifique. O sujeito me vende uma revista – e eu espero ( ideologicamente) uma revista. Aí entra o cri-cri. Não comprei papel higiênico, não comprei leite condensado. Comprei uma revista. Quero uma revista. Só aceito uma revista.

 

Aí me entregaram uma mala-direta. Para quem não sabe os meandros da publicidade e do marketing: mala-direta você leitor, vê aos montes. Todo dia, se prestar atenção. Só não sabe. E não tem o dever de saber  –  o  nome dela. Ou ligar a coisa à pessoa.

 

Mala direta é aquele célebre catálogo de mil e uma utilidades, ou catálogo de cosméticos, ou catálogo de produtos chineses  -  e que não dizem que são chineses. Mas é mala, e direta. Só tem uma coisinha. Não se cobra pela mala direta. Você não paga. Ninguém paga. É o chamado custo de marketing, do comerciante, ou do fabricante.  Enfim ,  de quem queira lucrar. É uma fração do total do investimento feito.

 

Pois é. Tenho a impressão que você começa a enxergar que de fato não sou mais cri-cri que você seria, neste momento.

 

A mala, esta Mala Direta, cheia de quatro ( uma vez, folheando involuntariamente para ver se era Mala ou revista, contei OITO páginas ) páginas de propaganda, para uma ou duas de reportagens.

 

Bom, mas não se cobra pela mala. Ninguém cobra. Em lugar nenhum do mundo se cobra. Para inundar seu cérebro de anúncio.

 

Mas esta Mala cobra.

 

Bom , então veja o dilema. Se é revista, cadê a ‘densidade pagimétrica’ de notícia? Do produto que se espera vendido, a revista, não tem. Não existe. Se existe, é baixíssima. Se for Mala, digo mala, não se cobraria o custo... o da inundação  do cérebro alheio.

 

De novo: no mundo todo. Ninguém cobra. Por que será...?

 

Será porque seria ilógico? Ou porque todo mundo, todo o mundo não pode estar, ao mesmo tempo, errado..? Todo mundo, isto é, de uma vez só, no mundo todinho, tudo errado?

 

Ao mesmo tempo..!?

 

Pois você acredita que a Mala, a Revista Mala, acredita que só ela está certa? E que o mundo todo, ou seja todo mundo ( veja como é presunçosa a danada), do mundo todinho, ao mesmíssimo tempo, estaria errado?

 

E ela, a Mala:  certa...

 

Eita Mala..!

 

Mas, meu lado cri-cri responde, lá de dentro da minha rabugice:  Mala sim, mas não é revista..!

 

PS1 .: Pois não é que a danada da Mala, Revista Mala, decidiu brigar esta semana com metade do mundo vivo: brigou com Revista, com Personalidades, com CPI, com grampos, com  a Federal, com os blogs, com o twitter, com os tops, com os trends, com tudo que se move, no mundo dos vivos... todo mundo, e de uma vez só... Jureeeemaaaa!  

 

Brigou até com fatos ( disse que eram robots )

 

Tudo isto porque Revista Mala não se mexe. Não anda...

 

E a rabugice  –  baixinho e  prá lá do fundo d’alma :  “...Revista não pode ser : ... é Mala..! ”

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