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Em 30 de abril de 1975 chegava ao fim a Guerra do Vietnã, com a tomada de Saigon pelas tropas do exército do Vietnã do Norte. A cidade passou a se chamar Cidade de Ho Chi Min e marcou a derrota das tropas americanas no sudeste asiático. O conflito provocou um desgaste da imagem dos Estados Unidos, principalmente porque uma das novidades deste conflito foi a intensa cobertura da imprensa, já incluindo aí imagens de televisão. A fotografia e os repórteres de guerra representaram um capítulo especial deste conflito e exerceram grande influência na formação da opinião pública sobre o conflito.

O site do jornal El Pais publicou hoje um conjunto de imagens que valem a pena serem vistas. São uma excelente provocação para pensar sobre os horrores da guerra, mas também sobre os limites do ser humano.

A fotografia que ilustra este post foi tirada em 08 de junho de 1972, mostrando um grupo de crianças fugindo de um ataque de bombas napalm, um agente químico que era utilizado para desfolhar as florestas com o objetivo de impedir a formação de abrigos para os guerrilheiros. A menina, que tinha 9 anos à época, chama-se Pham Thi Kim Phuc e sobreviveu ao ataque das tropas estadunidenses ao seu vilarejo e ao templo onde sua família se refugiou. Hoje ela é ativista dos direitos humanos, embaixatriz da ONU e mora no Canadá. A fotografia ganhou o prêmio Pulitzer de 1973. No final de 2009, o jornal O Estado de São Paulo publicou uma entrevista onde ela própria conta como sobreviveu.

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Comentário de Marçal, T. em 30 abril 2010 às 20:32
Essa foto me atormenta...
Comentário de Cláudio Roberto de Souza em 2 maio 2010 às 21:02
Caríssimo Marçal, concordo plenamente. A fotografia e os vídeos são um capítulo à parte na história dos conflitos, porque trouxeram a opinião pública para o debate, trazem as tragédias para a luz da história. Euclides escreveu que o tudo o que houve de terrível em Canudos foi porque os chefes achavam que "a história jamais chegaria lá". O texto dele foi feito para contrariar essa idéia e as fotografias de Flávio de Barros revelaram parte do massacre. Daí em diante, adeus inocência.

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