36 anos da Revolução dos Cravos - www.apagina.pt

O calendário marca o dia 25 de Abril de 1974. Pela madrugada o Movimento das Forças Armadas inicia o

derrube do governo de Marcello Caetano. Os tanques ocuparam as principais praças da capital do poder. E

nessa manhã, quem saiu de casa a contar com mais um dia de trabalho ficou pelas ruas a festejar? A

história da Revolução dos Cravos contada com base na imprensa da época por quem nasceu depois.

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Dias antes

Mesmo na noite mais triste / em tempo de servidão

há sempre alguém que resiste / há sempre alguém que diz não

(Manuel Alegre, Trova do vento que passa)

Aparentemente reina a normalidade no País do ?orgulhosamente sós? salazarista. Faltam dois dias para a

revolução mas nada parece acontecer em Portugal. Os jornais enchem páginas com a actualidade internacional.

Da Inglaterra chegam notícias de uma tempestade política. O governo trabalhista apresenta um projecto que

escandaliza os deputados conservadores. Decide devolver aos sindicados dez milhões de libras relativos aos

impostos cobrados sobre as quotizações sindicais.

Na França disputam-se as presidenciais. Os candidatos são: Jean Royer, o ?maire? de Tours, intitulado o ?

defensor da ordem moral?; Jacques Chaban-Delmas, candidato gaulista; François Mitterrand, da esquerda e

Giscard D?Estaing, da direita. As sondagens mostram que o interesse pelo escrutínio é de 82%.

Em Dortmund, na Alemanha Federal, 17 mil agricultores da Comunidade Económica Europeia, manifestam-se

contra as decisões tomadas em Bruxelas pelos ministros da agricultura dos ?Nove? que fixaram o aumento dos

preços agrícolas em 8,5% contra os 12% pretendidos pelas empresas agrícolas. Em Israel, o chefe de Estado

Ephrahim Katzir convida Yitzhak Rabin, ministro do trabalho, para tentar formar um novo governo de coligação. Os

EUA assistiam ao desenrolar do caso Wartergate. No México, o presidente Luis Echeverria oferece refúgio naquele

país ao Governo Republicano Espanhol, exilado em Paris na sequência da Guerra Civil de 1936/39.

A actualidade política portuguesa cinge-se aos trabalhos na Assembleia Nacional. Durante a apresentação das

contas gerais do Estado de 1972, o deputado e vice-almirante Reboredo e Silva manifesta-se contra o exercício de

cargos políticos por oficiais das Forças Armadas. E avança com a ideia de que mesmo os ministérios das pastas

militares sejam ocupados por civis.

Um dia depois, a pretexto do incêndio que destruiu parcialmente o edifício da Faculdade de Ciências do Porto são

analisadas na Assembleia Nacional as implicações dos chamados ?Movimentos Académicos?. Num discurso fora

do comum, o deputado nortenho Ferreira da Silva manifesta uma opinião quase premonitória: ?A falta de

cumprimento de muitas das mais elementares normas dos direitos dum cidadão, por parte do Ministério da

Educação Nacional, é quanto a mim, uma das causas que estão na base do espírito de revolta de uma parte da

população académica.?

A queda do regime

Cobre-te canalha / Na mortalha / Hoje o rei vai nu

Os velhos tiranos / De há mil anos / Morrem como tu

Abre uma trincheira / Companheira / Deita-te no chão

Sempre à tua frente / Viste gente / Doutra condição

Ergue-te ó Sol de Verão / Somos nós os teus cantores /

Da matinal canção / Ouvem-se já os rumores /

Ouvem-se já os clamores / Ouvem-se já os tambores

Livra-te do medo / Que bem cedo / Há-de o Sol queimar

E tu camarada / Põe-te em guarda / Que te vão matar?

(Zeca Afonso; canção: Coro da Primavera)

Madrugada de quinta-feira, 25 de Abril. Portugal dorme. Num posto de comando clandestino, formado no

Regimento nº 1 na Pontinha, em Lisboa, há um aparelho de rádio sintonizado na estação da Rádio Renascença. Á

sua volta alguns oficiais das Forças Armadas esperam ansiosos ouvir a senha que confirmará o curso irremediável

da revolução planeada. Ela virá sob a forma de uma canção: ?Grândola, Vila Morena, Terra da fraternidade, O povo

é quem mais ordena, Dentro de ti, ó cidade?, do cantor José Afonso. Passa meia hora da meia-noite quando a rádio

a põe no ar. Por todo o país iniciam-se movimentações militares. Soldados saem às ruas em tanques, jipes e

camiões. É necessária a tomada de posição em pontos estratégicos: Quartéis-generais, pontes, aeroportos, postos

de comunicações. Em Lisboa, as colunas militares deslocam-se pelas zonas circundantes à Baixa Pombalina e ao

Terreiro do Paço, ocupando o centro da cidade e impedindo a passagem. Furriéis e cabos milicianos mantêm-se de

metralhadora em punho e munições no chão.

Na mira dos soldados os edifícios do poder político e policial. O aparato militar nas ruas é grande, mas os soldados

aparentam absoluta tranquilidade. Os seus rostos serenos contrastam com a estupefacção de quem de manhã se

faz ao emprego para mais um dia de trabalho. Percebendo que se trata de um golpe de Estado muitos populares

deixam-se ficar nas ruas perto dos soldados e dos seus carros de combate.

Ao longo da manhã a situação vai-se clarificando. Através de comunicados lidos no Rádio Clube Português, em

Lisboa, a população é informada de que está em curso uma acção de um Movimento das Forças Armadas (MFA)

com vista à libertação do País. As mensagens trazem mais gente à rua, apesar dos apelos dos militares para que a

população regresse a casa e se mantenha calma.

O MFA teme o derramamento de sangue. E quer a todo o custo evitá-lo. Por isso apela também às forças

militarizadas, potencialmente opositoras, que não interfiram no processo. À Polícia de Segurança Pública (PSP), à

Guarda Nacional Republicana (GNR) e ?às forças da Direcção-Geral de Segurança / PIDE-DGS e da Legião

Portuguesa, que abusivamente foram recrutadas, lembra-se o seu dever cívico?, ouve-se na rádio. Ainda assim

uma coluna da PSP tenta ?travar? a revolução, mas é rapidamente neutralizada sem que haja confrontos de

maior.

Entretanto, as operações militares desencadeadas levam Marcello Caetano, Presidente do Conselho de Ministros a

procurar refúgio no Quartel-General da GNR no Largo do Carmo, juntamente com outros membros do Governo. O

reduto não é, no entanto, seguro. Ao tomar conhecimento desta situação as tropas do MFA, comandadas pelo

Capitão José Salgueiro Maia, partem do Terreiro do Paço para o Largo do Carmo cercando o edifício. A massa de

populares avoluma-se na expectativa da rendição de Marcello Caetano. Mas esta tarda. Chegada a hora do almoço,

e uma vez que os militares não podem abandonar os seus postos, a população trata de lhes fazer a merenda

distribuindo pão com queijo e fiambre, maças, cervejas e tabaco.

O cerco dura há duas horas. De megafone na mão, Salgueiro Maia pede aos sitiados que se rendam. Não obtém

resposta. O ataque das Forças Armadas parece iminente. Preocupado com os civis, Salgueiro Maia dirige-se à

multidão e pede que esta abandone o largo. Mas ninguém arreda pé. Há lágrimas nos olhos da população. Todos

querem ver para crer na queda do regime. O capitão compreende que sem o recurso à força é impossível evacuar o

largo.

A necessidade de resolver o impasse agiganta-se. São disparadas duas rajadas de metralhadora sobre o quartel

deixando a sua fachada cravejada de balas. É então que dois homens, Feytor Pinto, ex-director dos Serviços de

Informação e Nuno Távora, funcionário daquele organismo, se apresentam por iniciativa do primeiro para entrar no

quartel e negociar a rendição dos sitiados.

Quando sai do edifício, Feytor Pinto traz a notícia de que Marcello Caetano acede a entregar o comando das Forças

Armadas ao General António de Spínola, conhecido pelas suas posições contra a guerra Ultramarina e ele próprio

cabecilha de uma outra tentativa de golpe fracassado. Está negociada a rendição. A multidão irrompe em vivas.

Tinha-se evitado o pior. Mas num outro lugar, ele tinha acontecido.

Do edifício da Direcção-Geral de Segurança (DGS), na Rua António Maria Cardoso alguns agentes tinham

começado a disparar rajadas de metralhadora e a lançar gases lacrimogéneos contra jovens que ali se

manifestavam. O tiroteio dura 7 minutos. Os manifestantes protegem-se atirando-se para debaixo dos automóveis

em frente ao Teatro S. Luiz. Mas cinco jovens são baleados e acabam por sucumbir. Feridos são cerca de 30. As

ambulâncias acodem ao lugar. Ouvem-se gritos de ?assassinos?.

Depois de avisada do sucedido, uma força militar que estava estacionada no Largo do Chiado acorre ao local.

Momentos depois chegam reforços: um esquadrão de cavalaria e elementos da PSP que entretanto tinham aderido

ao MFA. Reforçam-se posições em torno do edifício da DGS e fecham-se as ruas adjacentes. É preciso evitar a

fuga dos agentes e negociar a sua rendição. Estes serão cerca de 200, incluindo-se o seu director Silva Pais.

Anoitece, mas os sitiados não dão mostra de cansaço. Durante o período de expectativa outros agentes da PIDE

são descobertos e denunciados. Um deles põe-se em fuga e é morto por um militar. Quando os bombeiros chegam

ao local para remover o corpo a população barra-lhes a passagem. ?Os PIDES morrem na rua?, grita um anónimo

entre a multidão inconformada.

Os militares tudo fazem para evitar eventuais represálias da população mais exaltada sobre os agentes. A DGS

será um dos últimos bastiões do regime a cair. A rendição dos agentes da PIDE acontece apenas na manhã do dia

26 de Abril. São transportados para a prisão de Caxias de onde à mesma hora estão a ser libertados os presos

políticos que ali estavam detidos.

Os dias seguintes

Ei-la a cidade envolta em dor e bruma / Ei-la na escuridão serena resistindo/

Hierática Estranha Sem medida / Maior do que a tortura ou o assassínio/

Ei-la virando-se na cama / Ei-la em trajes menores Ei-la furtiva/

seminua sensual e no entanto pura / Noiva e mãe de três filhos Namorada/

e prostituta Virgem desamparada / e mundana infiel Corpo solar desejo/

amor logro bordel soluço de suicida/

Ei-la capaz de tudo Ei-la ela mesma / em praças ruas becos boîtes e monumentos/

Ei-la Santa-Maria-Ateia maculada / ignóbil e miraculosamente erecta/

branca quase feliz quase feliz.

(Daniel Filipe, A invenção do amor)

Quem num impulso de pânico, ao saber da revolução, açambarcou pão comeu-o seco no dia seguinte. Pois, sem

grandes sobressaltos, a vida quotidiana voltava à normalidade na manhã de 26 de Abril.

As linhas telefónicas dos TLP (Telefones de Lisboa e Porto) estavam desimpedidas e já não era possível escutar a

conversa alheia ao levantar o auscultador. Os CTT puderam pôr a correspondência em dia, depois de terem parado

a distribuição na véspera devido à interdição do acesso ao Terreiro do Paço. Também as salas de espectáculos

abrem as suas portas.

No Teatro Sá da Bandeira, no Porto, o espectáculo ?Simplesmente Revista? sobe ao palco com alterações

significativas. A revolução torna desactualizadas as piadas sobre determinadas situações porque elas deixam,

simplesmente, de existir. Então o espectáculo ?oficial? dá lugar a um outro improvisado. José Viana, um dos

actores, troca os textos pela declamação de poemas de Bocage e Fernando Pessoa. Assim que o pano sobe, gira

um disco com a música ?Grândola, Vila Morena?, nos bastidores. O público junta a letra à música e canta em coro

a senha que havia dado início à revolução.

Vinte e quatro horas depois do golpe militar, o General António Spínola dirige uma proclamação ao povo português

na qualidade de presidente da recém constituída Junta de Salvação Nacional (JSN). No discurso, transmitido pela

RTP e pelo Rádio Clube Português, António Spínola reafirma a vontade do Movimento das Forças Armadas em

repor as liberdades cívicas dos cidadãos. Anuncia que o poder político será exercido pela JSN até à formação de

um Governo provisório civil já que o anterior se encontra de imediato destituído.

O programa da JSN é também dado a conhecer à população. Dele constam apenas medidas imediatas e a serem

tomadas a curto prazo. É urgente pôr o País a funcionar de uma maneira diferente. Para tal a JSN estabelece ainda

um prazo de 12 meses para a realização das primeiras eleições da Assembleia Nacional Constituinte da era

democrática. Decreta liberdade de associação, expressão e pensamento, abolição da censura, amnistia aos presos

políticos e reconhece que a solução para as «guerras ultramarinas» é política e não militar.

A 27 de Abril, António Spínola assegura aos directores dos órgãos informativos numa conferência de imprensa no

Palácio da Cova da Moura onde a JSN se havia instalado que haverá uma separação inequívoca entre o Governo e

as Forças armadas para que não haja dúvidas sobre o fim do regime autoritário. Mário Soares, secretário-geral do

Partido Socialista Português, ainda exilado em Paris, confessa-se confiante em que o exército português não haja

como o chileno. Na comunidade internacional gera-se uma grande expectativa em torno da viragem revolucionária.

O Brasil é o único Estado que até à data reconhece soberania à JSN.

A posição da JSN relativamente à questão do ultramar fica mais clara após a conferência de António Spínola.

Pretende-se ?a promoção de melhor qualidade de vida e a autodeterminação, em lugar da independência imediata

uma vez que esta não correspondia à aceitação da vontade do povo.? Spínola entende que para poder escolher

livremente o seu destino, o povo precisa de estar consciencializado caso contrário este será determinado por

terceiros.

Enquanto vão chegando a Portugal alguns exilados políticos, entre eles Mário Soares e Álvaro Cunhal secretáriogeral

do Partido Comunista Português, sucedem-se os apelos da JSN para que PIDES e Legionários se entreguem

nas unidades militares a fim de evitar tentativas de justiça sumária. Entretanto os edifícios que abrigavam estas

forças são postos à vista. Os arquivos são abertos. Os militares tentam preservar o máximo de documentação das

actividades agora ilegais daqueles organismos.

Na Escola Técnica da PIDE-DGS, onde os agentes eram formados em cursos de três meses, abreviados para

quatro semanas devido ao esforço da guerra do ultramar, são encontrados álbuns com fotografias de homens,

mulheres e crianças assassinadas ou torturadas. Na biblioteca, livros de Lenine, Marx e Staline, colecções de

revistas francesas ?Esprit?, ?La Pensée?, ?Nouvelle Critique?, leituras proibidas pelo regime. Na parede de uma

sala um quadro com uma poesia escrita por Salazar quando este tinha dez anos.

Se por um lado há uma vontade de ajustar contas com o passado, ainda recente, por outro lado surge a

necessidade de fazer andar para a frente a vida nacional. No plano económico, as operações bancárias sofrem

algumas restrições. São suspensas todas as transacções de valores mobiliários e é determinado o encerramento da

bolsa. Os bancos só abrem para pagar remunerações de ordenados e salários dias 29 e 30 Abril. Pretende-se com

isto ?evitar que o público tome medidas precipitadas com reflexos negativos para o País?, anuncia um dos

comunicados da JSN.

No ensino a palavra de ordem é normalizar. Reabrem as associações de estudantes, algumas direcções de escolas

e faculdades são intimadas à demissão por a sua nomeação ter sido imposta por critérios exclusivamente políticos

e não académicos. Multiplicam-se as Reuniões Gerais de Alunos e Professores.

A par do despontar do associativismo, a promessa de António Spínola de que o desmantelamento do aparelho do

anterior regime será acelerado. Trabalha-se arduamente no Palácio da Cova da Moura para onde afluem

individualidades da política, da sociedade civil e do mundo do espectáculo. Levam propostas, ideias ou

preocupações que são tidas em conta pela máquina administrativa então criada pela JSN.

As páginas dos jornais enchem-se com agradecimentos às Forças Armadas pela acção libertadora e democrática

com que acabara de abolir 48 anos de ditadura salazarista e marcelista.

O 1º de Maio

Enquanto há força / No braço que vinga /Que venham ventos / Virar-nos as quilhas

Seremos muitos / Seremos alguém

Cantai rapazes / Dançai raparigas / E vós altivas /Cantai também

Levanta o braço / Faz dele uma barra /Que venha a brisa /Lavar-nos a cara

Seremos muitos / Seremos alguém

Cantai rapazes / Dançai raparigas / E vós altivas / Cantai também

(Zeca Afonso, canção: Enquanto Há Força)

O sol estava forte. Faziam-se leques de qualquer coisa que pudesse ser abanado. Os homens desapertavam as

camisas. As senhoras pediam copos de água prontamente oferecidos pelos inquilinos do rés-do-chão. Os passos

eram curtos porque a multidão era grande. Mas o entusiasmo não esmorecia.

O cortejo engrossava pois a uma massa de gente em movimento mais se juntava vinda de todas as ruas de Lisboa.

Novos, velhos, trocando cravos com a alegria que estivera hipotecada por quase meio século de ditadura. Ninguém

se atropelava. O destino: o Estádio da FNAT (Federação Nacional da Alegria no Trabalho) onde iriam para o palco

os comícios de celebração do 1º dia de Maio. Os discursos de Mário Soares e Álvaro Cunhal eram os mais

aguardados.

As bandas militares da PSP e da GNR davam concertos nos coretos públicos. Uma forma de também contribuírem

para a festa. Animado o povo seguia de mãos dadas ou empunhando cartazes: ?Nem mais um embarque e

regresso dos soldados já!?. Às palavras de ordem sucedem-se algumas cantilenas, improvisadas por uns e logo

repetidas por todos. ?Ó Rosa arredonda a saia, Ó Rosa arredonda-a bem, Que o Marcello e mais a PIDE, Já não

matam mais ninguém?. Músicas antigas com letras adaptadas. ?Deixa passar esta linda brincadeira, Que o

Marcello e o Tomás estão na ilha da Madeira??

No Porto, a festa fazia-se de igual forma. Com um mar de gente a afluir à Baixa portuense. A determinação nos

rostos. Lágrimas e abraços para os soldados que se viam nas ruas. Dedos em V, em sinal de vitória. ?Ninguém nos

pagou, viemos livremente?, lia-se num dos muitos cartazes empunhados. ?O nosso destino será feito pelas nossas

mãos?, via-se num outro.

Contrariando as expectativas dos defensores do regime deposto, as celebrações do Dia do Trabalhador foram um

exemplo massivo da maturidade cívica que durante meio século havia sido negada ao povo português. A

democracia assentava bem os pés no chão. Agora, o Povo descobria e rasgava outros caminhos.

Nos dias e meses seguintes perguntaram ao povo ? De quem é o Carvalhal? E o Povo, com olhar decidido,

determinado, dando os braços, respondeu alto e a uma só voz: É NOSSO.

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