Faltam apenas 11 anos para completar 200 anos da independência do Brasil. Num plano recente, a atividade sindical no serviço público já completou 22 anos, restabelecida com a Constituição de 1988. Eu ficava me perguntando porque as pessoas não se interessam muito pelo seu sindicato. Alguns não querem nem ouvir falar. Parece que o grande desestímulo e frustração é por falta de poder exercer uma participação (realmente) efetiva. O que se vê, muitas vezes, são manobras para aprovação de propostas, e, quando se consegue aprovar algo “diferente “, a aplicação daquela medida é deturpada. Assim, vem o desânimo e a participação vai diminuindo. Não existe qualquer estímulo, pelo contrário.

Ninguém gosta se ser manobrado. Na área da comunicação é uma decepção, o velho boletim informativo continua ativo como nunca, com informações pasteurizadas e na coluna do leitor, quando existe, só elogios ao corpo diretivo. As fotos são sempre dos mesmos, o presidente foi a tal encontro, esteve com o deputado tal e tal. Em Santos, o Sindicato dos professores, até bem pouco tempo, tinha o mesmo presidente há 30 anos. Como se explica tamanha aberração?

Nem na grande imprensa se admite mais esse comportamento. Vejam o caso da revista Veja, que insiste em vender versões encomendadas. Recentemente foi o “escândalo” do José Dirceu. Hoje, com a blogosfera, as notícias estão escapando do controle dos coronéis da mídia. Também não precisamos de tutela na nossa mídia associativa. Somos conscientes para decidir o nosso futuro. Nem no oriente médio se aceita qualquer tipo de sigilo. Mubarack e Kadafi estão pagando caro por tratar o povo sob tutela.

Neste sete de setembro vamos proclamar a independência (e transparência) da informação.

TeoFranco

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Comentário de JOSE AMAURI DANTAS em 7 setembro 2011 às 23:38

É isso aí, amigo.

 

Tutela nunca mais!

 

Tutela não é coisa para quem é de maior e consegue raciocinar com a cabeça que Deus plantou em cima dos próprios ombros.

 

Os sindicatos perdem credibilidade enquanto se afastam da realidade tentando vender a imagem de que empregados e empregadores precisam ser adversários e não parceiros.

 

Isso não significa dizer que cada um não puxe a sardinha para sua brasa, pois aí mais uma vez estaríamos atropelando a realidade.

 

O empresário tenta tirar vantagens do empregado e a recíproca é verdadeira, porém ambos dependem da saúde da empresa e quem pensar diferente não está sendo inteligente.

 

Sindicalista bom é aquele que consegue "fechar a fábrica" e fazer daquilo um palanque político para o futuro.

 

Empregado bom é aquele que arregaça as mangas e começa a sonhar com o lugar de patrão, sem recorrer a métodos escusos e sem recusar obstáculos até conseguir seu objetivo. Isso não é utopia apesar de exceções, até porque poucos têm essa disposição e não existem tantas vagas para donos.

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