A Beija-Flor de Nilópolis vai fazer uma homenagem a Boni e muitos amigos globais desfilarão na Marquês de Sapucaí

J.B. DE OLIVEIRA SOBRINHO 

 

PIONEIRO NA TV BRASILEIRA

Secretário geral do SATED RJ, o ator Milton Gonçalves já está em ritmo de carnaval. Ele participará da lavagem do Sambódromo na festa pelos 30 anos de inauguração . O ator também irá desfilar na Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis a convite de Boni. ‘’Me sinto honrado’’, diz Milton, que virá num dos carros da agremiação ao lado de outros nomes da teledramaturgia brasileira como Francisco Cuoco e Regina Duarte, entre outros. “Espero que dê um bom samba. Que a homenagem seja bem realizada e nossa emoção chegue a todos. Eu já estou com a letra na ponta da língua. Gosto do Boni. Ele é sangue bom. Para Milton, um mangueirense convicto, hoje o carnaval é mais organizado, mas ele acredita que as coisas ligadas mais ao povão e à massa tinham mais autenticidade. ‘’Claro que atualmente há mais profissionalismo, mas a emoção é importante. Lembro que quando cheguei ao Rio de Janeiro há muitos anos e já trabalhava na Globo nós, os artistas, éramos escalados para fazer a cobertura. O desfile acontecia na Presidente Vargas. Vi dois rapazes e quando cheguei para entrevistar um deles estava chorando porque sua escola, a Mangueira, estava entrando na avenida. Esse fato me emocionou’.

http://www.satedrj.org.br/milton-goncalves-prestigia-boni-desfiland...

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Comentário de Delcio Marinho em 21 fevereiro 2014 às 0:09

BONI (JOSÉ BONIFÁCIO DE OLIVEIRA SOBRINHO)

BIOGRAFIA DE JOSÉ BONIFÁCIO DE OLIVEIRA SOBRINHO, EXTRAÍDA DE SEU DEPOIMENTO DADO AO MUSEU DA TELEVISÃO BRASILEIRA, EM 13/05/99

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho foi apelidado pela mãe de Boni, desde a infância. Nasceu a 30 de novembro de 1935 na cidade de Osasco, São Paulo. Sua mãe é Joaquina de Oliveira, “Quina” de Oliveira, no mundo da literatura e o pai Orlando de Oliveira, conhecido como Caçula. Tem um irmão Guga, que também é de televisão.

Desde cedo Boni acompanhava o pai às estações de rádio, onde este trabalhava. Mas o pai morreu quando o garoto só tinha sete anos e então ele foi enviado para um colégio interno, o Liceu Coração de Jesus, na capital paulista. De lá foi para o Rio de Janeiro, onde a mãe tinha parentes. Mas aí também sua atividade principal era acompanhar a tia Sandra Brank, à Rádio Clube do Brasil, e à Rádio Nacional do Rio. O diretor dali era o Dias Gomes e Boni se ligou tanto ao dramaturgo, que “ia junto até no banheiro”, segundo diz. Apareceu então a oportunidade de escrever para o programa ”Clube Juvenil Toddy”, e Boni assim começou sua carreira.

Tinha, porém, uma tia em São Paulo que, por ser cabeleireira, era amiga da esposa de Manoel de Nobrega, que era de rádio, e também da esposa de Rodolfo Lima Martensen, grande nome na publicidade. Em São Paulo foi logo à Televisão Tupi e ali começou a escrever o “Gremio Juvenil Tupi”, no estilo do que fazia no Rio de Janeiro. Boni estava com dezessete anos e fazia de seus colegas, seus mestres. Aprendeu muito com Theófilo de Barros Filho, Tulio de Lemos e outros mais. Foi ator algumas vezes, mas o que gostava mesmo era de escrever. Ficou na TV Tupi até 1954, quando passou para a TV Paulista e com dezenove anos, já era assistente da direção artística. O moço aprendia rápido e rapidamente também mudava de emprego. Passou a escrever capas de discos na R.G.E. Depois passou para a publicidade na Lintas Propaganda, com Roberto Lima Martensen.

Sempre ligado à televisão, sua paixão, de perto supervisionava programas e interferia neles. Assim foi com “Lever no espaço”, primeiro tele-teatro sobre ficção científica. Isso feito ao vivo. Erros, equívocos, mas ousadia e realização. Essa era a vida do jovem Boni. Em 1966 Boni voltou à TV Tupi, já como diretor do “Telecentro” . Tinha já passado por quase todas as emissoras de televisão e três ou quatro agências de publicidade. Fundou sua própria agencia, a “Proeme”. Fez dupla com Walter Clark, e com ele esteve na TV Excelsior . Para reestruturá-la levaram para lá o Chico Anisio. O sonho de Boni e de Walter Clark era implantar uma rede nacional de televisão. Logo depois, apareceu em sua vida o Roberto Marinho e a TV Globo. Foi a mudança de tudo. Nada mais de saídas e entradas em outras emissoras. Boni ficou aí permanentemente. E, já que conseguiu “carta-branca”, fez de tudo.

Foi acertado com o Dr. Roberto uma participação nos lucros, que demorou para vir, uns três ou quatro anos. Mas Boni perseverou. Imaginou e implantou uma grade ideal de programação na TV Globo. E daí conseguiu chegar ao ponto almejado, que era a rede nacional de televisão. E tudo dentro de um trabalho bem feito, reunindo bons profissionais. Ele, mais o Walter Clark e o Joe Wallack exerceram uma liderança forte e começaram a lançar uma programação imbatível em todo o Brasil. Foram feitos links. Assim foi lançado o “Jornal Nacional”, o “Fantástico”, que existem como líderes de audiência até hoje.

Houve o enlace com a Embratel e deixou-se de lado o jeito arcaico dos programas de viajarem de avião de uma praça à outra. Tudo imediato. Tudo instantâneo. Salientaram-se nessa época como seus companheiros, no telejornalismo o Armando Nogueira e Alice Maria. Mais tarde veio da TV Tupi, Daniel Filho e Adilson Pontes Malta. Estes ajudaram a fazer a reformulação na novela brasileira. Grandes nomes foram contratados: Dias Gomes, Janete Clair, Tarcisio Meira, Gloria Menezes e centenas de outros. Foram lançadas novelas de êxito total, como: “Irmãos Coragem”, “Véu de Noiva”, “Gabriela”, adaptada por Walter George Durst, outra grande aquisição. “Roque Santeiro” deu muito trabalho com a censura, mas acabou, dez anos depois, sendo um grande sucesso.

Sem dar muita importância às dificuldades, continuava Boni, que se transformou no “todo poderoso”, e que recebe elogios de toda a classe, quando dele se fala. “Tirando de letra” as dificuldades com a censura, as exigências do Ibope, os problemas com a classe artística, onde, às vezes, precisou ser psicólogo ou psiquiatra, o rapaz foi comandando com galhardia sua nave. A televisão era sua “eterna namorada”, segundo diz. Casado pela primeira vez com vinte e um anos de idade, voltou a casar-se depois, e hoje está casado com Lu. Tem quatro filhos e é um bom pai, orgulhoso de seus filhos.

Falando ainda em televisão, Boni diz que se orgulha de ter criado o “Projac”, cidade cenográfica da Globo, e onde atualmente ela está instalada.  Depois  Boni passou a ser  consultor da TV Globo,  com contrato com ela até  2001. Se diz um pouco em “dieta” , está desintoxicando, mas com um desejo escondido de voltar à luta, “e de namorar de novo” sua eterna namorada: a televisão. Considerado “gênio” por todos os colegas e toda a mídia, ele responde meio encabulado: “Que nada. O que eu sou é aplicado”. E ri, esse moço, criativo, doce, firme, e eternamente pronto para “lutar e vencer”, pois esse é seu destino.

Hoje José Bonifácio de Oliveira Sobrinho  é dono e presidente da Rede Vanguarda de Televisão, cuja sede principal é na cidade de São José dos Campos, que hoje  está com 10 emissoras.   

Em 2011, lança um lívro de memórias sobre sua vida, que recebeu o nome de "O Livro do Boni".

Comentário de Delcio Marinho em 21 fevereiro 2014 às 0:11

Boni, enredo da Beija-Flor, adianta surpresas e mostra carros alegóricos

Este ano, escola de samba vai contar a história da comunicação no Brasil

http://gshow.globo.com/programas/mais-voce/O-programa/noticia/2014/...

Comentário de Delcio Marinho em 21 fevereiro 2014 às 0:20

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