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“Rosa” (valsa), Pixinguinha, 1937.

 

 

 

Francisco Alves e Carlos Galhardo deixaram de lançar “Rosa” porque rejeitaram “Carinhoso”, destinado ao lado “A” do mesmo disco. Sobrou. Então, a valsa para Orlando Silva, que lhe deu interpretação magistral.

 

Segundo Pixinguinha, “Rosa” é de 1917 e chamou-se originalmente “Evocação”, só recebendo letra muito mais tarde. “O autor dessa letra” – esclarece ainda Pixinguinha – “é o Otávio Silva, um mecânico do Engenho de Dentro (bairro carioca) muito inteligente e que morreu novo”.

 

Sobre a gravação original, há um erro de concordância de Orlando, que canta “sândolos dolente”. Aliás, o cantor abandonou esta música após a morte de sua mãe, dona Balbina, em 1968. Era sua canção favorita, e o sensível Orlando jamais conseguiu voltar a cantá-la sem chorar.

 

“Rosa” é uma linda valsa “de breque”, mas de difícil interpretação vocal, especialmente para o uso de legatos, já que as pausas naturais são preenchidas por segmentos que restringem os espaços para o cantor tomar fôlego.

 

Quanto à letra, é também um exemplo do estilo poético rebuscado em moda na época: “Tu és divina e graciosa, estátua majestosa / do amor, por Deus esculturada e formada com ardor / da alma da mais linda flor, de mais ativo olor / que na vida é preferida pelo beija flor...”.

 

O desafio de regravar “Rosa” foi tentado por alguns intérpretes, sendo talvez o melhor resultado o obtido por Marisa Monte, em 1990, com pequenas alterações melódicas.

 

 

 

Rosa” (Pixinguinha) # Orlando Silva. Disco RCA Victor (34.181B), 1937.

 

 

FONTES
1) Livro




A Canção no Tempo: 85 anos de músicas brasileiras, Vol 1: 1901-1957 / Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello. - São Paulo: Ed. 34, 1977.


 

2) Disco (Acervo do Instituto Moreira Salles).

Exibições: 78

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