“Subindo ao Céu” (valsa), Aristides Borges, 1913.


Chegando ao Brasil com a família real portuguesa, no início do século XIX, a valsa de salão popularizou-se, passando a ser um gênero de execução obrigatória em bailes, confeitarias e retretas.

Na virada do século, adotada pelos conjuntos de choro, tornou-se seresteira, influenciando a tradicional modinha, que tomou o ritmo ternário.

Um bom exemplo de valsa de nossa 'belle époque' é a elegante “Subindo ao Céu”, obra prima do pianista Aristides Manuel Borges (1884-1946), que resiste ao tempo permanecendo no repertório de nossos instrumentistas.

Uma prova disso é sua discografia que, além de pianistas como Arthur Moreira Lima, Antônio Adolfo e Mário de Azevedo, influi flautistas (Altamiro Carrilho, Dante Santoro, acordeonistas (Luiz Gonzaga)., bandolinistas (Jacó) e violonistas (Dilermendo Reis, Édson José Alves).

Composta no formato A-B-A-C-A, “Subindo ao Céu” proporciona certa liberdade rítmica de interpretação, o que lhe acrescenta um especial
encanto.



"Subindo ao Céu", com Dante Santoro, acompanhado de Luperce Miranda, Pereira Filho. Discos RCA VICTOR, 1935.

 

 

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FONTES
1) Livro




A Canção no Tempo: 85 anos de músicas brasileiras, Vol 1: 1901-1957 / Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello. - São Paulo: Ed. 34, 1977.


 

 

2) DISCO RCA VICTOR, 1935. (Acervo do Instituto Moreira Salles).


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Exibições: 98

Comentário de BLOG DAS IGUARIAS - em 21 outubro 2009 às 15:52
`Laura querida:
Vc será uma das minhas homenageadas no próximo post.
Quanto à essa preciosidade, que estou ouvindo, é de muito bom gosto, citá-la.
Adoro Luperce Miranda.
Comentário de Laura Macedo em 21 outubro 2009 às 20:34
Carmen,
A boa "Música" tem o efeito mágico de perpetuar-se no tempo. É o caso de "Subindo ao Céu" e tantas outras.
O pernambucano Luperce Miranda (1904-1977) era tão genial no seu instrumento que, com apenas 15 anos de idade, recebeu de Pixinguinha o convite para exibir-se na Europa com os "Oito Batutas" (primeiro conjunto de negros brasileiros a marcar presença no exterior). Só não foi porque o pai não permitiu.
Beijos.

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