"O Despertar da Montanha" (tango de salão), Eduardo Souto, 1919.


"Você acaba de fazer o seu 'Danúbio Azul'", disse o professor Guilherme Fontainha a Eduardo Souto, quando este lhe mostrou, ao piano, "O Despertar da Montanha".

Peça essencial do repertório pianístico brasileiro, típica dos saraus do início do século, "O Despertar da Montanha" é a obra mais conhecida de Souto.

Lançada em 1919, com sucesso imediato, tem na capa da edição inicial curioso desenho, que mostra uma cena pastoril de natureza européia: ao pé da suntuosa montanha, um pastor descansa tocando flauta, enquanto seu cão vigia um rebalho de quinze ovelhas... Mas, se a cena é européia, a composição é bem brasileira, tendo até ajudado a fixar uma forma de tango, que Eduardo Souto chama de tango de salão, diferente dos tangos de Nazareth, mais próximos do choro. "O Despertar da Montanha" tem uma letra de Francisco Pimentel, que nada lhe acrescenta.



"O Despertar da Montanha", com Mário de Azevedo. Discos Continental, 1944.

 

 

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FONTES
1) Livro




A Canção no Tempo: 85 anos de músicas brasileiras, Vol 1: 1901-1957 / Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello. - São Paulo: Ed. 34, 1977.



 

2) DICO Continental, 1944. (Acervo do Instituto Moreira Salles).


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Exibições: 60

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