“Noite Cheia de Estrelas” (tango-canção), Cândido das Neves, 1932.


Contrastando com o humor irreverente de Noel e Lamartine, 1932 teve também o romantismo derramado de Cândido das Neves em “Noite Cheia de Estrelas”.

Filho do palhaço, cantor e compositor Eduardo das Neves, Cândido – conhecido como Índio, apesar de ser negro – foi um seguidor de Catulo da Paixão Cearense, notabilizando-se como autor de canções seresteiras.

Exemplo disso é “Noite Cheia de Estrelas, um tango canção cheia de imagens rebuscadas e palavras escolhidas no dicionário: “as estrelas tão serenas / qual dilúvio de falenas / andam tontas ao luar / todo astral ficou silente / para escutar / o teu nome entre endechas / as dolorosas queixas / ao luar...”.

Gravada por Vicente Celestino, a canção é um clássico dos repertórios do cantor e do autor.



"Noite Cheia de Estrelas", com Vicente Celestino, discos Columbia, 1932.


 

 

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FONTES
1) Livro




A Canção no Tempo: 85 anos de músicas brasileiras, Vol 1: 1901-1957 / Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello. - São Paulo: Ed. 34, 1977.

2) DISCO Columbia, 1932. (Acervo do Instituto Moreira Salles).


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Exibições: 67

Comentário de Gilberto Cruvinel em 5 janeiro 2010 às 13:49
Oi Laura,

Um clássico. Sabe que quando ouço falar em Vicente Celestino, me lembro imediatamente do romance Meu Pé de Laranja Lima. Na história, o menino fala no cantor num momento de muita emoção, se não me engano.

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