Aracy Cortes (Zilda de Carvalho Espíndola, 1904/1985), durante mais de vinte anos reinou e foi cortejada como uma das maiores estrelas do Teatro de Revista, atuando nos palcos da Praça Tiradentes, que na época reunia o que havia de melhor no meio artístico. Essa carioca filha do chorão Carlos Espíndola e vizinha de Pixinguinha no bairro do Catumbi, logo migrou para os espetáculos circenses, atuando como cantora e dançarina de maxixes.

Possuidora de uma voz aguda, cheia de musicalidade, porém de extensão reduzida, sabia tirar partido da sua sensualidade e encanto pessoal para reinar a princípio no picadeiro e em sequência no teatro.

Aracy Cortes participou de inúmeras “Revistas”, interpretando e cantando. O que vamos destacar nesta postagem é a sua participação na “Revista Secos e Molhados”, de Marques Porto e Luiz Peixoto, onde interpretou a canção “A casinha”, que também é conhecida com a título de “A Casinha da colina”.

O pesquisador Samuel Machado Filho esclarece que essa música, na verdade, “é uma versão brasileira para a canção mexicana ‘La casita’, de Felipe Llera e Manuel Othón, com harmonização de Pedro de Sá Pereira e letra de Luiz Peixoto, que traduziu os versos originais com algumas modificações.

A casinha” (Luiz Peixoto/Pedro de Sá Pereira) # Aracy Cortes e Jazz Band Sul Americano. Disco Odeon (122884), 1925.

Marques Porto, Aracy Cortes e Luiz Peixoto.

 

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Fontes:

- Aracy Cortes, Linda Flor, de Roberto Ruiz. - Rio de Janeiro, FUNARTE / INM / Divisão de Música Popular, 1984.

- Foto montagem: Laura Macedo.

- Página do Teatro de Revista no Portal Luis Nassif - “Aracy Cortes – Eterna Flor”.

- Site YouTube Canal: “Adilson Flávio Santos”.

 

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