Aécio defende 'reestatização' da Petrobras e critica modelo de partilha

O senador Aécio Neves citou perda de 34% do valor de mercado e endividamento de R$ 176 bi. Para ele, partilha pode inviabilizar participação da empresa em leilões.

Pré-candidato à presidência da República, o presidente do PSDB e senador Aécio Nevescriticou nesta terça-feira, em discurso na tribuna do Senado: o resultado do leilão do campo de Libra, do pré-sal; o modelo de partilha adotado pelo governo Dilma Rousseff e apontou supostas ingerências políticas na Petrobras. Em tom de ironia, o tucano ainda saudou a entrada da presidente Dilma e dos petistas no “mundo das privatizações”.
 
"Devo hoje dar as boas vindas à presidente da República ao mundo das privatizações, agora no setor do petróleo. E talvez não seria favor algum o governo do PT poder orgulhar-se de dizer que fez a maior privatização de toda a história brasileira, mas o fez com enorme atraso, que custou muito caro ao Brasil", disse Aécio, que antes citou a concessão dos aeroportos.
 
Ele citou a perda de 34% do valor de mercado e o endividamento da petroleira que, segundo ele, saltou de R$ 49 bilhões para R$ 176 bilhões de 2007 para 2013.
"Esses são apenas alguns exemplos da forma equivocada, a meu ver, com que o governo do PT conduziu o processo de privatização da Petrobras", disse. O governo, conforme o senador, está fazendo uma "aventura ideológica" ao adotar o modelo de partilha e a petroleira brasileira "paga o preço" ao perder valor de mercado e competitividade.
Para Aécio, é preciso "reestatizar" a Petrobras e que, se fosse o atual presidente, a petroleira não entraria do que chamou de "disputa ideológica". Ele defendeu o sistema de concessões e disse que o governo, ao adotar o regime de partilha, "se preocupou com um viés absolutamente ideológico".
O senador disse que em um eventual governo tucano, a Petrobras "será novamente privilegiada pela meritocracia no seu comando e não se subordinará a interesses circunstanciais de governo e nem entrará nessa disputa ideológica que tanto mal vem fazendo ao país. Nós precisamos reestatizar a Petrobras, entregar novamente a Petrobras aos brasileiros e aos seus interesses".

Aécio ainda afirmou que, com o atual modelo de partilha, a empresa brasileira poderá não ter condições de participar de leilões futuros.

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