A crise decorre do fato da velocidade com que se processa o progresso da humanidade em todos os setores de atividades, como um turbilhão à nossa volta, de maneira que, fixos num fulcro, em um lapso monstruoso do tempo, vivemos num vislumbre de tempo que, anormal, se nos antecipa o futuro, deixando ele próprio, o futuro, de ser algo para a frente nos acontecimentos tão turbilhonantes que nos furta nosso próprio sentido de realidade. Não há tempo útil, qualquer ação perde o sentido de realidade como a recebemos, e todas as coisas e acontecimentos passam ao nível puro e simples do meramente acidental. Não sabemos se já se não fez pretérito o tempo por faze-lo, e angustiados, ansiosos perderemos o sentido de nós mesmos, da segurança da nossa personalidade no tempo, nos nos perdemos, não temos consciência de nós mesmos no presente, tão pouco no passado, porque nos deslocamos voluntária, sem consciência, nos subsidiariamente nos colocamos no lilmiar da eternidade, esse olho parado da quimera mitológica que nos fita incessante, sem sentido, sem princípio, sem fim, sem compreensão.
Assim, angustiados, encontramo-nos no bojo da crise, toda espécie vive essa situação de plena singularidade. A crise, o primeiro estágio apercebido, não nos proporciona o sabermos o interregno do que não se conhece, do que ainda nunca se teve notícia, algo para comparações elucidativas, para orientação; esbarraremos talvez nos limites finitos espaço.
Curiosamente percebe-se perigo latente em tudo, não desparecimento e morte, física destruição final, o que seria simples definir, o mundo não está cotizando somente os prejuizos financeiros e enfermidades globalizadas, está também cotizando a dor da incerteza.

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