Feliz daquele a quem é dada uma cruz, a Fé e a coragem para suportá-la nos ombros e carregá-la até o limite de suas forças físicas, mentais e espirituais.

Foi essa a missão de Jesus no Planeta Terra, enviado pelo Pai para nos mostrar através do seu sacrifício, mesmo sem dever nada a ninguém, a maneira como devemos nos comportar durante a condução da nossa cruz, da chegada na “terrinha” até o retorno, não se sabe para onde, porém quem procurar seguir a Cristo certamente não se perderá.

A vida é um grande mistério, apesar da Palavra de Deus, cada vez mais difundida entre os humanos e a cada dia nos deparamos com situações completamente inexplicáveis do ponto de vista material, inclusive em relação à própria cruz, que não guarda uma relação muito clara com a qualidade do portador, a começar por Jesus, cujo exemplo não foi compatível com a dele e isso nos dá a certeza de que a cruz não é um castigo.

Quase todo mundo conhece uma cruz chamada de câncer, que submete pessoas a sofrimentos extremos e cada paciente se comporta de maneira muito particular ao carregar a sua. Em geral todos querem se livrar daquele fardo, cujo transporte conta com a ajuda de familiares e amigos, que acabam levando também aquela cruz e, por incrível que pareça, algumas pessoas ainda pegam carona nela, desejando que se torne cada vez mais pesada, movidas pela inveja e outros sentimentos pequenos e mesquinhos.

A droga é outra cruz, que alguém apanha a beira da estrada por que quer e depois não consegue mais devolvê-la ao lugar de origem. O vício chega a tal ponto que os moradores de rua que são viciados e passam por aquele imenso sofrimento, recusam um lugar onde possam viver com toda a dignidade, simplesmente porque perdem o direito de usar as drogas, e voltam para as ruas em busca delas. Essa é uma realidade que recentemente tivemos a oportunidade de constatar, infelizmente.

O banco dos réus também é uma cruz e das pesadas, porque nesses casos o portador sofre por antecipação à medida que é acusado, às vezes de menos e em outras ocasiões de maneira absolutamente injusta e excessiva, como aconteceu com o próprio Jesus, cujos juízes, que já se mostravam tendenciosos em direção a condenação, ainda receberam o aval de uma multidão embalada pelo ódio e o mal contra o semelhante, aliás, um comportamento cada vez mais em evidência, mesmo após 2000 anos em que se mostra o equívoco.

Na verdade, se analisarmos melhor, concluímos que cada pessoa já traz a sua cruz, ou missão a ser cumprida por aqui, quando chega a esse mundo, afinal não faria sentido o desembarque de mãos vazias, porque a ociosidade não deve combinar com o próprio Deus, que chegou a nos reservar o domingo para “repouso”, sinalizando que durante os outros seis dias é preciso que se faça alguma coisa, de preferência voltada para o bem.

Assim, já que não temos outra opção, devemos abraçar a nossa cruz e seguir em frente, sempre confiando em Deus que o nosso esforço não será em vão e que a morte não é o fim e sim o momento de devolver os bens materiais adquiridos durante a jornada.

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