O filme Tropa de Elite 02 apresenta um retrato espantoso da Segurança
Pública do Estado do Rio de Janeiro. A película é bem diferente da
primeira. Enquanto o número um trata do cotidiano do Batalhão de
Operações Especiais Policiais, o atual insere o BOPE dentro do
contexto político do Estado do Rio de Janeiro.

A história se passa em 2010, logo o governador é o atual e o

Secretário de Segurança também, só que com nomes irreais. Além disso,
temos dois parlamentares cariocas muito bem intepretados no filme.
Ambos foram eleitos no pleito do último Domingo.

Ao meu sentir, o filme desmoraliza o Governo do Estado, bem como a

Assembléia Legislativa. Expõe as terríveis mazelas que proliferam como
'câncer' e causam mestátase dentro da polícia. Além disso, vincula a
eleição de um governador e de diversos palamentares à corrupção e ao
Estado paralelo implantado, segundo o roteiro, dentro das comunidades
carentes do terceiro maior colégio eleitoral do Brasil.

A tradução para as telas do livro de Rodrigo Pimentel deixa claro que

uma guerra possui várias versões e que somente a que interessa ao
sistema, impera. Quem for assitir poderá constatar como o mercado
paralelo serve de 'ganha pão' para centenas de agentes públicos. Gás
de cozinha, internet, agiotagem, Tv a Cabo, dentre outros serviços são
oferecidos de forma coercitiva à comunidade.

O filme envergonha. Nos deixa um pouco desanimados com a realidade

nua e crua de um ciclo vicioso que nunca será desfeito com ações
paliativas. Um fato que me chama a atenção é o por que do filme não
ter sido lançado antes das eleições?

Não disseram que o tema aborto foi uma das causa que levou o pleito

presidencial para o segundo turno? O que poderia acontecer na antiga
capital do país se os políticos iniciassem o 'corte das próprias
carnes', no que tange aos bastidores da segurança?


As ordens oriundas do Palácio da Guanabara são retratadas durante todo



o desenrolar da história. José Padilha procura deixar bem claro que
nenhum policial militar ou do BOPE atira sozinho. Existe sempre um
motivo político para que as coisas tomem certos rumos.

A ficção com cara de realidade é, sem sombra de dúvidas, um presente

de grego para a Copa do Mundo e para as Olímpíadas do Brasil do Rio.

Mesmo assim, quero deixar claro que a grande parcela de policiais do

nosso Estado são homens que primam pela defesa da sociedade e mesmo
diante de diversas dificuldades laborativas, ainda amam a profissão e
possuem orgulho de dizer que são policiais.

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Comentário de Marcia Barbosa em 11 outubro 2010 às 11:43
O filme falha em um pequeno detalhe. Nenhum policial age sozinho, mas não age sob mando dos polítios. Age
sobre o nosso mando mesmo. Este país só irá mudar quando, nós reconhecermos que a corrupcão não deve ser combatida só em Brasília ou nos palácios governamentais. É nas nossas casas que a descorrupcão deve comecar. Nossos políticos tem infelizmente a nossa cara.
Comentário de Cláudio Andrade em 11 outubro 2010 às 11:54
Sua linha de raciocínio é louvável. Muitas ocasiões vendemos condutas que não realizamos.

Um abraço

Cláudio

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