ATUALIZAÇÃO

(Foto acima, em 21/8/2014)

"No início do século XVII, o bairro da Penha no subúrbio carioca, era um lugar ermo com flora e fauna variada. Diz a lenda que o Capitão português Baltazar de Abreu Cardoso subiu o penhasco para ver sua fazenda. De repente surgiu uma serpente. Sozinho e sem defesa resolveu se garantir com a fé, bradou: 'Minha Nossa Senhora, valei-me'. Aparece assim um lagarto, inimigo das cobras, os bichos entram em luta enquanto o 'valente' Capitão fugia.

Em agradecimento ao feito da Santa, ele construiu um pequeno altar com a imagem de Nossa Senhora. A partir daí, uma manifestação religiosa iniciada por um português abastado, criou ambiente para festas realizadas por segmentos mais pobres da população do Rio de Janeiro. A música foi um dos componentes dentro desta nova cultura que começava a se estabelecer

Séculos se passaram e a tradição se perpetuava, e ainda no início do Século XX, a Festa da Penha era uma romaria de portugueses, mas logo começou a ser influenciada social e musicalmente pela cultura negra que já se pronunciava na festa desde antes da abolição da escravatura, se tornando muito mais marcante depois desta. As tias baianas entre elas, a famosa Tia Ciata,dominavam o arraial nessa época, com ranchos, rodas de samba e capoeira".

Fonte: Guia Michelin do Rio de Janeiro, 1990.
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Antes do advento do Rádio a Festa da Penha transformou-se num polo agregador dos sambistas. Era ali que os compositores como, Heitor dos Prazeres, Caninha, Sinhô, Donga, Pixinguinha e Ismael Silva, entre outros, lançavam suas músicas para o Carnaval, passando a Festa da Penha a ser reconhecida como o teste definitivo de popularidade para os sambas. Se a música agradava, ao povo, na Penha, seu sucesso estava garantido quatro meses depois, na Praça Onze.

A foto acima é uma das raríssimas dessa Festa onde aparece Ismael Silva, ao violão, subindo a famosa ladeira/escadaria.

 

"Antonico" (Ismael Silva) # Ismael Silva.

 

 

 

Alegria do nosso Brasil” (Heitor dos Prazeres) # Nilton Paz e Napoleão Tavares e seus Soldados. Disco Columbia (55.017-A) / Matriz (126). Lançamento (fevereiro/1939).

A Festa da Penha era de fato a grande vitrine da música dessa época e motivo de orgulho para seus frequentadores. Hoje continua a ser realizada, mas restrita apenas a um misto de quermese e romaria, sem a caracterização de prelúdio do Carnaval.

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