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O que se configurou ao longo do tempo sobre homem e mulher é resultado da cultura machista instituída na sociedade. Para ser mais claro, o que conhecemos para diferenciar o gênero masculino do feminino pela alcunha de homem e de mulher é fruto de todo um processo histórico e cultural da humanidade. As instituições sociais, também criadas pelos homens, e, portanto, baseadas em concepções masculinizadas do mundo, ou machistas, encarregaram-se de formatar o ser humano e de enquadrá-lo a partir de interesses não tão nobres.
A família, a escola, a igreja e o Estado, constituem as principais instituições responsáveis pela inculcação ideológica sobre os seres humanos de forma que impôs papeis e ainda exige comportamentos adequados conforme o que se espera para a manutenção de um tipo de sociedade. À mulher foram delegados papeis a partir da ótica machista, como estar a serviço do homem, esposa, “rainha do lar” e outras funções, com o intuito de fazer crer a todos que fora dessa perspectiva a mulher não seria aceita na sociedade. Com isso, foram denominadas de bruxas aquelas mulheres que simplesmente não se enquadravam nos paradigmas impostos por aqueles que se achavam “donos do mundo”.
Não por acaso que muitas delas foram queimadas vivas pelo Tribunal do Santo Ofício, mais conhecido como Inquisição. Sim, coube a Igreja, extremamente masculinizada até os dias de hoje, o papel de reforçar essa ideia de submissão total da mulher ao homem. Para tanto, a bíblia, livro mais lido no mundo, escrito por homens e a partir de diferentes contextos (histórico, político e cultural) serviu como uma espécie de materialização do pensamento machista sobre a mulher e sua condição ou participação no mundo.
O Estado, por sua vez, baseado nessa perspectiva machista, instituiu leis as quais, contribuíram para a estruturação de uma sociedade injusta para com as mulheres especialmente. Toda essa construção histórica e cultural criou um imaginário masculinizado sobre o mundo. Dessa forma foram sendo estabelecidas relações sociais diversas: em casa, no trabalho, na Igreja e na sociedade em geral, desumanas, desrespeitosas e intolerantes. Uma vez que o padrão de gênero feminino é inferiorizado, tem-se como resultado diversas formas de violência contra a mulher.

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