A Ivone Prates, com acarajé: Brasil Pandeiro

 

Ivan Valente, o baiano: Brasil Pandeiro

Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor
Eu fui na Penha, fui pedir ao Padroeiro para me ajudar

Salve o Morro do Vintém, Pendura a saia eu quero ver
Eu quero ver o tio Sam tocar pandeiro para o mundo sambar

O Tio Sam está querendo conhecer a nossa batucada
Anda dizendo que o molho da baiana melhorou seu prato

Vai entrar no cuzcuz, acarajé e abará.
Na Casa Branca já dançou a batucada de ioiô, iaiá

Brasil, esquentai vossos pandeiros
Iluminai os terreiros que nós queremos sambar

Há quem sambe diferente noutras terras, noutra gente
Num batuque de matar

Batucada, Batucada, reunir nossos valores
Pastorinhas e cantores
Expressão que não tem par, ó meu Brasil

Brasil, esquentai vossos pandeiros
Iluminai os terreiros que nós queremos sambar
Ô, ô, sambar, iêiê, sambar...

Queremos sambar, ioiô, queremos sambar, iaiá

 

 

 

Enviado por BiscoitoFino2008 em 17/02/2009

Não, não é uma estrada: é uma viagem! São quarenta anos de bons serviços prestados à cultura popular brasileira. Entre Novos Baianos e a carreira solo, são quarenta discos e quase quinhentas músicas gravadas por Moraes Moreira e grandes nomes da nossa MPB. Ele é considerado, pelos pioneiros Dodô e Osmar, o responsável pela implantação da voz no som do Trio Elétrico. Isto ocasionou o surgimento de astros e estrelas formados a partir daquela escola.
Em dezembro de 2007, a editora Língua Geral publicou o livro A HISTÓRIA DOS NOVOS BAIANOS E OUTROS VERSOS. Utilizando a literatura de cordel e a poesia, Moraes Moreira passou a limpo sua rica trajetória, proporcionando, sobretudo às novas, o conhecimento da história de uma banda que revolucionou o som dos anos 1970. Ele ainda incluiu, nesse livro, letras e comentários sobre a sua atuação fora do grupo.
A boa receptividade desse livro por parte da crítica e do público fortaleceu a idéia de transformar todo esse material em DVD e CD, editados agora pela gravadora Biscoito Fino.
A gravação aconteceu em junho de 2008, na Feira de São Cristovão, ponto de resistência e divulgação da cultura nordestina. Ali, Moraes se sentiu em casa, apoiado pela maciça presença de um público fiel e entusiasmado, além de uma produção cuidadosa, com cenário, iluminação e sonorização sofisticados, contando também com a direção geral de João Falcão, profissional consagrado por seus trabalhos no teatro e no cinema.
Moraes sempre teve muito cuidado para que esse evento não tivesse um tom de volta, de revíval. A verdadeira intenção sempre foi de dar a sua versão para aquela intensa convivência que experimentou com seus manos dos Novos Baianos.
Escolheu, como parceiro para essa empreitada, o seu filho Davi Moraes, que nasceu e viveu os primeiros anos da sua vida na comunidade dos Novos Baianos. Davi costumava ficar mais tranquilo quando era colocado em seu carrinho, perto do som, perto daquela pauleira que rolava. Com certeza absorveu toda aquela energia, toda aquela alegria de tocar. Pepeu Gomes foi se tornando cada vez mais seu ídolo e mestre. De maneira precoce, Davi revelou seu talento e começou a colocar em prática todas essas influências. As presenças de Moraes e Davi no palco se tornaram a representação viva de duas gerações de uma verdadeira família musical.
O show foi dividido em duas partes. Na primeira, Moraes canta e conta, de forma poética e musical, a trajetória do grupo. Passeia por canções como Ferro na Boneca e Colégio de Aplicação, do primeiro disco, Dê um rolê, também gravada por Gal Costa; A Menina Dança, Acabou Chorare, Mistério do Planeta, Brasil Pandeiro e o hino da geração paz amor, Preta Pretinha. Todas interpretadas com a autoridade de quem compôs, com seu parceiro Galvão, praticamente cem por cento daquele repertório.
Na segunda parte, Moreira abre de vez o seu baú, o seu bazar brasileiro de canções, demonstrando intimidade com as mais variadas formas e estilos da nossa música. Sucessos como Meninas do Brasil, Lá vem o Brasil Descendo a Ladeira, Sintonia, Forró do ABC, Eu Também Quero Beijar, além de homenagens a Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, prenunciam o momento mais empolgante do show. Duas inéditas, Spok Frevo Spok e Oi, fazem a ponte, e aí chega o carnaval. Forma-se o Bloco do Prazer. Nas asas de um Pombo Correio embarcam palco e platéia numa verdadeira Festa do Interior, festa da alma e do coração.
Uma banda formada por multi-instrumentistas garante, com competência e brilho, um vigoroso lastro instrumental, que embala e empolga. É o próprio Moraes quem afirma: Esse registro é uma prestação de contas de tudo que fiz, como cantor, compositor, instrumentista, poeta e cidadão, durante essa caminhada.
Vamos comemorar!

 

 

AO CHIADO BRASILEIRO - ASSIS VALENTE

 

 

Exibições: 79

Comentário de Ivone Prates em 28 novembro 2011 às 21:38

Amigo Conti-Bosso,

  Mas que presente mais lindo que ganhei de você!!!! Puxa! Colocou tudo de que gosto. O "chefe" quase não deixa ouvir no trabalho (rsrsrs). Na hora do almoço fiquei lendo os textos e agora o "COURO ESTA COMENDO" como se diz por aqui. Tem cuzcuz, acarajé e abará. Os pandeiros estão quente e os terreiros iluminados. Valeu!!!! 

        Abraços!!!!

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