A MAIOR TRAPALHADA DO SÉCULO FEITA PELO PODER JUDICIÁRIO - Renan venceu!!!

Renan permanece na presidência do senado mesmo sendo réu no supremo tribunal federal.

Só não pode substituir o Presidente da República, no impedimento deste.

Isso prova definitivamente que a corrupção no Brasil continuará poderosa.

 

O argumento da president ”a”  do STF Carmen Lúcia  para justificar a trapalhada é a "pacificação".

 

Ela só não esclareceu que esta pacificação envolve acordos com os corruptos.

 

Na guerra contra a corrupção como em qualquer guerra, as partes envolvidas muitas vezes precisa negociar para chegar à paz, que segundo alguns, é o objetivo da guerra.

 

Portanto o preço da paz é a corrupção.

 

Mtnos Calil

Ps1. O STF cedeu à seguinte chantagem de Renan “ou me deixam no comando do senado ou a votação da PEC de contenção dos gastos será adiada”

 

Ps2. O Ministro Marco Aurélio Mello,  que monocraticamente resolveu remover  Renan do cargo de Presidente do Senado cometeu o equívoco de achar que o plenário do STF iria referendar sua decisão.


F61U5929.JPG BRASILIA DF 07/12/2016 POLITICA STF VS RENAN CALHEIROS - Ministros do Supremo Tribunal Federal julgam liminar do Ministro Marco Aurelio Mello que afastou o senador Renan Calheiros da presidencia do Senado Federal em Brasilia FOTO DIDA SAMPAIO / ESTADAO

Marco Aurélio alerta para ‘desmoralização ímpar’ do Supremo 

Foto Dida Sampaio - Estadão 

 

Estadão, 7/12/2016

Ao conclamar seus pares a referendar liminar que tira Renan Calheiros da Presidência do Congresso, ministro da Corte máxima argumenta a que custo 'será implementada blindagem pessoal' do senador que o desafiou

O ministro Marco Aurélio Mello alertou seus pares do Supremo Tribunal Federal para o que considera ‘desmoralização ímpar’ da Corte máxima. Irritado com a conduta do presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB/AL), que o desafiou e se recusou a desocupar a cadeira, ignorando a liminar... Marco Aurélio disse aos colegas na sessão plenária desta quarta, 7, que a conduta do peemedebista ‘fere de morte as leis da República, fragiliza o Judiciário, significando prática deplorável’.

“Ao fim, implica a desmoralização ímpar do Supremo, o princípio constitucional passa a ser um nada jurídico, a variar conforme o cidadão que esteja na cadeira”, alertou o ministro.

Apontando diretamente para Renan, o ministro foi enfático. “A que custo será implementada essa blindagem pessoal, inusitada e desmoralizante, em termos de pronunciamento judicial?”
Conclamou todos os ministros presentes à sessão, a quem nominou, uma um, a evitarem a ‘desmoralização’ da Corte e propôs o referendo da liminar que derruba Renan e a derrota do recurso do senador.

“Com a palavra, o colegiado, os ministros Edson Fachim, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Cármen Lúcia presidente. Que cada qual, senhor de uma biografia, senhor da busca da credibilidade, do fortalecimento do Supremo como instituição maior, autor da história a constar dos anais do Tribunal, cumpra o dever decorrente da cadeira ocupada, prestando contas à História, a gerações futuras, implacáveis testemunhas, não há falar em devido afastamento no campo monocrático de presidente de outro Poder, mas sim na observância estrita da Constituição Federal consoante interpretação já assentada e executada pelo Supremo ante o quadro presente o impensável, o desrespeito a uma decisão judicial, a um pronunciamento do Supremo proponho o referendo da medida cauteladora, implementada, ficando prejudicado o agravo.”

 

“O Supremo não pode despedir-se do dever de tornar prevalecente à ótica adotada (em relação ao ex-deputado Eduardo Cunha), sem que isso importe em provocação ao Poder Legislativo. Caso provocação haja, essa está no inconcebível, intolerável, grotesca postura de recusar ordem judicial.”

 

Marco Aurélio foi dramático. “Receio, receio muito o amanhã, caso prevaleça visão acomodadora, dando-se o certo pelo errado, o dito pelo não dito.”



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