Qualquer que seja a atividade do empreendedor, existe um desafio que estará sempre presente em seu negócio, que é precisamente manter uma adequada margem de lucro.

Na verdade o objetivo de quem trabalha é o lucro, inclusive na condição de empregado, já que o salário nada mais é do que o lucro como remuneração do trabalho, como em outra atividade qualquer e, quando a greve, ou outra imposição, eleva essa “margem de lucro” acima do que é possível, de modo a inviabilizar a outra “margem de lucro”, aquela de quem paga o salário, o resultado é a extinção do empreendimento de mãos dadas com o emprego.

A prática mostra que a margem de lucro ideal é aquela que permita ao empreendedor tocar o seu negócio e mantê-lo vivo, diante de uma enxurrada de interferências externas e internas, que vão da concorrência, inclusive predatória, por incompetência ou má fé do concorrente, a medidas governamentais em todas as áreas, que podem simplesmente inviabilizar a atividade, ou mesmo um erro imperdoável de um simples empregado ou do próprio responsável pela empresa. A verdade é que a vulnerabilidade de um pequeno negócio é uma coisa que assusta.

Nesse malabarismo necessário a manutenção de uma margem de lucro, o empreendedor ainda se vê diante de outra dificuldade ainda maior que é a mudança de cenários, que, em alguns casos, exige que se trabalhe até no vermelho, como forma de atravessar uma turbulência, que poderia comprometer de maneira irreversível o futuro da empresa, que sofreria as mesmas conseqüências caso não houvesse a reversão do quadro com a recuperação da lucratividade.

A margem de lucro é regulada pela realidade e esta poderá ser mudada, jamais vencida. Se a margem de lucro for alta, acima da realidade, espanta a clientela e o empresário que não estiver atento a esse fato será engolido pela concorrência. Se for baixa, compromete o empreendimento de forma que não resistirá ao próximo tranco e, se não for levada em conta, nenhum empreendimento prosperará nessas circunstâncias, na base da sorte.

E é movido pela falta de conhecimento da realidade em torno de um negócio qualquer, que um empregado costuma deixar o emprego, que é lucro, para se tornar um concorrente do patrão, cuja atividade naquele exato momento poderá estar justamente deixando de ser interessante, já que não se abre o jogo sobre a saúde financeira das pequenas empresas.

Portanto, não pensem os entendidos que ganhar dinheiro é fácil, apesar de não ser impossível, mas, quem se dispuser a experimentar na prática a aventura de “abrir um negócio”, é bom sempre ter um pé atrás, mesmo que seja em parceria com o pensamento positivo, pois certamente precisará de ambos em qualquer empreendimento, cujo resultado só o futuro mostrará.

Em todo caso, não se acomode, coloque a faca nos dentes e vá em frente, tendo como regra administrar a margem de lucro, optando por “ganhar sempre” ao invés de “ganhar muito”, quando for possível.

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