A MINHA DOR É SÓ MINHA...

(Luciane A. Vieira - 29/04/2014 - 23:29h)

Se me deixares,
Dor bizarra, saberei
A que vim a este mundo...
Esquecerei meus medos
Bloquearei meus receios
E me sentire inteira,
Não apenas um pedaço
Dolorido de carne
Crua em deterioração...
Saia de mim, dor...
Maldita dor...
Restitua-me livres
Movimentos, sem
Prévios ensaios...
Dá-me o sossego...
Permita-me estar...
Ser... Estar...
Ficar... Permanecer...
Continua...
Sem ter que estancar
Minhas entranhas...
Sem ter que pedir
Socorro a quem
Nem mesmo me percebe...
No abandono da dor
Me vejo completa
Me sentirei aliviada e
Deixarei de parecer um
Trapo qualquer
Na fusão dos dias e
Noites solitárias, onde
A palavra mais apropriada
A me consolar tem sido
Solidão...
A você, que não sente
Uma dor sequer,
Lembre-se:
A dor sentida por mim
Só eu a sinto...
Portanto ao sorrires
Desta dor incandescente
Que sinto em meu ser e
Em minha carne,
Corres o risco de,
Um dia dor igual
Sentires... e daí verás
Ser, a dor, algo pessoal...
E eu estarei a seu lado
Oferecendo meu abraço,
Meu ombro e minha
Companhia para tentar
À sua dor, tão maior
Que a minha,
Amenizar com meu
Abraço e palavras
Amigas.

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