Inicialmente publicado no portal São Carlos em Rede





A Internet é a fantasia humana de se comunicar sem sair do lugar concretizada na realidade. O que parecia impossível há 100 anos, hoje virou assunto de bancos escolares. Todo mundo, com exceção das pessoas que são um pouco mais velhas e não gostam mesmo do computador, já tiveram acesso à rede mundial.
Dentre as inúmeras novidades da Internet, a maior delas, depois do Google, é o Twitter, o microblog onde se divulga de tudo, desde futilidades das mais imbecis até notícias bombásticas que acabam pautando toda a mídia. Já vimos em diversos jornais impressos que “segundo o Twitter de fulano”, isso nada mais é d o que a demonstração crassa dos novos tempos, das novas realidades que vivemos e dos mundos que ainda vamos explorar por aí. Que venham logo!
Entretanto, uma coisa me chamou a atenção negativamente nesta semana em relação ao Twitter. Uma das pessoas que sigo fez uma postagem convidando as pessoas para uma balada no dia de hoje, amanhã e em todo o final de semana. Em princípio tudo muito bacana, mas depois pensei: opa, é Semana Santa!
Foi neste momento que percebi o quanto andamos vazios ultimamente. Somos uma demonstração clara de ausência de espiritualidade, somos o nada, o oco do oco, agora a onda é apenas badalar, cuidar da “pneuma”, como diriam os gregos, é coisa para depois, quiçá para depois da vida.
Vale mesmo é estar na balada, ver as gatinhas, tomar uma gelada, dormir muito no outro dia se renovar para mais horas de festa. Condeno essas pessoas? Não, nem posso e não devo. Mas confesso que não consigo ser assim. Devo ser quadrado demais, um verdadeiro otário para este tipo de gente, afinal de contas ir à missa do Lava Pés, trasladar o Santíssimo Sacramento, participar da Celebração da Paixão e depois da Vigília Pascal e da Missa da Ressurreição? Isso é coisa de velho de 70 anos, sorvete na testa deste cara! Coisa de Carola que não tem o que fazer. Imagino também que as pessoas de outras religiões que comemorem a Páscoa devam pensar do mesmo jeito.
A onda mesmo é ter um lado espiritual independente de qualquer religião e têm outros que nem isto possuem, se estão certos eu não sei, se eu estou errado, na minha convicção pessoal acho que não, mas o que posso fazer, não? Por sinal, não sou contra as baladas, mas acho que tudo tem seu momento certo. No passado, o respeito por determinadas situações era diferente. Podia ser antiquado para os padrões cibernéticos de hoje, mas era com certeza bem mais romântico e romantismo é como vinho, quanto mais velho, melhor...
Certamente, alguns não gostarão do que escrevi, mas sendo bastante egoísta naquilo que falo: não ligo! Dou apenas a minha opinião, se ficasse calado, as pedras gritariam!

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