A morte de Bin Laden: elementos para reflexão

A morte do terrorista número um, Bin Laden, tem sido tema central nos principais jornais do mundo. Mas há de se convir que essa história (ou seria estória?) está muito mal contada. Se se tem como verdade, alguns aspectos merecem ser discutido à luz da razão, sem qualquer fanatismo. Se for fato que Bin Laden foi morto, os Estados Unidos precisam esclarecer o ocorrido. Por exemplo, por que não mostram o corpo? Como acreditar num exame de DNA feito por integrantes da CIA? Desde quando os EUA vão se preocupar em respeitar os costumes muçulmanos, principalmente quando se trata do corpo de homem mais odiado pelos próprios americanos? Então cuidaram do corpo, enrolaram-no carinhosamente e em seguida jogaram no mar? Que história bonita não?

Agora digamos que tudo isso foi verdade e que de fato o terrorista numero um da Al Qaeda foi morto por soldados americanos habilmente treinados para tal missão; pois bem, então surgem outras questões relacionadas aos direitos internacionais, direitos humanos, soberania nacional, respeito aos chefes de Estados, etc. Se fosse diferente a situação e que um terrorista ou mesmo um bandido estrangeiro fosse procurado em solo americano, desde quando os EUA iriam admitir que seu território fosse invadido?

O assassinato de Bin Laden pelos americanos coloca em contradição o próprio discurso do seu governo, da democracia e da liberdade. Evidentemente que não estou aqui defendendo as ações terroristas atribuídas a Bin Laden, como o ataque de 11 de setembro; a questão que precisa ser analisada criteriosamente é quanto à postura imperialista americana sobre os demais países: a Guerra do Iraque, por exemplo, foi iniciada sob uma grande mentira, pois, diziam que Sadan Hussein escondia armas de destruição em massa e, por isso, O Iraque deveria ser invadido, como fizeram de fato à revelia até mesmo das Organizações das Nações Unidas. Depois, como se sabe,tudo ficou esclarecido e a historia das armas de destruição não passou de “conversa prá boi dormir”. Ah, mas, como se trata dos Estado Unidos, então pode? Afinal, trata-se de uma nação modelo, guardiã da liberdade, da democracia e dos direitos humanos. Mas, a prisão de Guantânamo continua funcionando, onde pessoas tidas como suspeitas são torturadas até que falem o que o governo americano deseja. E quanto ao Iraque, o que o seu povo ganhou com a guerra? O que o mundo ganhou afinal? E quanto ao apoio logístico às ditaduras militares dado pelos EUA, nos anos 70, inclusive com escolas para ensinar como torturar, como já ficou claro?

Voltemos então a morte de Bin Laden, quem ganha com isso? O mundo então está mais seguro? Por quê? Como está seguro se uma nação se acha no direito de invadir qualquer país quando bem quer? 

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