a minha carne é extrato em ferro
de uns demônios que destroem, loucos
os pavimentos do mundo e me cancelam

umas linguagens mortas, destratadas
pelo desejo de uma mão dobrada
que lhes entregue o morto a cada noite

quando romper o escuro é permanência
quando subir tapumes é maldade
ao me sobrar o canto iluminado

pela boca febril de caravaggio
pela orelha dura de van gogh
neste fantasma de casa que me cerca.

romério rômulo

Exibições: 58

Comentário de Stella Maris em 19 junho 2012 às 12:56

Que bom!

ainda lê romério no Portal..

parece que todo muito tá migrando pru face

bjs.

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