A pitonisa entrevistada pelo oráculo de Tokyo ou Como requentar notícia velha

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A pitonisa entrevistada pelo oráculo de Tokyo ou Como Requentar Noticia Velha

Nassif, eu tinha separado essa nota da BBCBrasil para, decidir se valeria, postar.
Já havia me inclinado a deletar, pelo pouco interesse que o tema dekasegi ( o S no nihongo tem a unica pronuncia de Ç, sem a dubiedade do Z permitida em portugues, e o G pronuncia se GU acrescido da vogal) desperta aqui.
O Acordo Previdenciário Brasil-Japão, conquista do governo Lula, que num futuro beneficiará centenas de milhares de trabalhadores nos dois paises passou batido aqui, nas duas vezes que postei nesse ano simbólico, dos 20 anos do movimento dekasegi.
Mas,estou postando devido a grande repercussao da matéria: deu no Globo, nos blogs da net adentro, balizando um Brasil em crise, ruim para ex dekasegis, e Nihon em recuperação.
( Nao esperaram nem a Dilma assumir...)
Nassif, lembra da pergunta do Garrincha? mas , já, combinaram com os russos?
Nessa noticia, esqueceram de combinar com os leitores...
Descombinado que estou, vou desthassiar os phatos....
O autor da reportagem, Ewerthon Tobace, esqueceu de contar que:
Ele é editor-chefe da revista Alternativa, gratuita, dirigida aos brasileiros e patrocinada por agencias de passagens, empreiteiras de dekasegis, escolas brasileiras e comercio de produtos destinados aos brasas.( para estes o paraiso, na terra, sempre terá que ser o nihon!)
Esse moco, esforçado, trabalha tambem para o IPC( retransmissora da globo no nihon) para o G1 e R7. tem um blog e foi um dos premiados pela insuspeita FolhaMemória, com pesquisa sobre a midia brasileira no Nihon, tema que, acredito, nao ter sido muito árduo, visto a enormidade de orgãos em que trabalha.
Ah! Esqueceu, tambem,falha de memoria, que a moça jornalista, tema da entrevista, é correspondente na sua revista Alternativa, há uns DEZ, ONZE Meses. que fazem passeios juntos, como podem ver no seu blog ( na foto da entrevista, a moça veste o mesmo vestido do vídeo do blog, veja lá pelo 2:34):

http://www.youtube.com/watch?v=WC7VxAUwqDI&feature=player_embedded
http://nihonsugoi.blogspot.com/2010/08/caros-no-feriado-de-agosto-thassia-e-eu.html
Friday, August 20, 2010
Caros,
No feriado de agosto a Thassia e eu fomos a Seiseki-Sakuragaoka, na região de Tama, aqui mesmo em Tóquio, para conhecer o lugar que inspirou os cenários do animê Mimi Wo Sumaseba (Sussurros do Coração, no Brasil).

Logo na saída da estação tem um mapa para facilitar a vida dos fãs. Mas ele não está completo. Na internet é fácil encontrar vários outros pontos semelhantes a cenários do desenho.
O vídeo não ficou legal. Filmei com uma câmera fotográfica e, para piorar, foi a primeira vez que fiz uma edição. Mas acho que dá para entender a história do desenho e conhecer um pouquinho do lugar. Coloquei a abertura do filme e um trailler no final. Divirtam-se.Postado por Ewerthon Tobace às 12:14 AM

Nassif, qual a logica de publicar uma materia com validade vencida, em que o autor e o tema, trabalham juntos há meses, passeiam juntos, e a moça, já, estava no nihon todo esse tempo?
( o feriado, citado no blog, chama se Obon: Dia dos mortos, a data da postagem foi 20/08)
O repique nos blogs e a retwitagem Brasil adentro ja esta garantido nos arautos da crise.
Ex dekasegis, esperançosos, assumindo dívidas de passagens de U$ 3.000, rumo ao eldorado e seu pote de ouro no fim do sol nascente. o empreiteiro não declarou, estar faltando mão de obra?
garantido, né! ficam todos felizes, lojas brasas, mercados, agencias de passagens, todos anunciantes da revista...
Jornalistas, compadecidos pela desilusao da coleguinha, republicam a notícia da pobrezinha!
Com a palavra a BBC, nem que seja, tomara, uma cronica do Ivan Lessa.
( colegas, o seguro viveu de velho: ao ler quaisquer notas dessa dupla, mesmo das mais prosaicas, abarcando bulas de remedios a resultados de loterias a taxas de cãmbio: abunai, né!
antes de bebemorar, confira em fontes, mais, confiáveis a data a que se reporta a noticia.)
publicado, inicialmente, no Clipping do Dia do LuisNassifonLine, em 23/11/2010.

japão

Decepcionados com Brasil, dekasseguis retornam ao Japão

Ewerthon Tobace
De Tóquio para a BBC Brasil

 Ewerthon Tobace/BBC Brasil
Thassia voltou ao Japão depois de uma tentativa frustrada de ficar no Brasil
Depois de morar por quatro anos no Japão, a jornalista Thassia Ohphata, de 27 anos, resolveu voltar para Suzano (SP), em junho de 2009. Animada com o que ouvia dos familiares e amigos sobre o país natal, ela esperava dar um salto na qualidade de vida.
“Mas não foi nada disso que encontrei”, lamenta. Thaissa está entre muitos dekasseguis que viveram no Japão e haviam decidido voltar ao Brasil por causa da crise, mas acabaram decepcionados com o mercado de trabalho e do suposto bom momento que vive a economia do país.
Apesar da qualificação profissional, Thassia encontrou, no Brasil, uma situação difícil: tinha de fazer jornada dupla para garantir um bom salário no fim do mês.
Após seis meses, recebeu uma proposta para voltar ao Japão. Como Thassia não fazia parte do grupo de cerca de 20 mil brasileiros que estão impedidos de retornar ao Japão nos próximos dois anos por terem recebido ajuda financeira do governo japonês (cerca de US$ 3 mil por pessoa) para voltar ao Brasil, ela não pensou muito: fez as malas e, em menos de um mês, já estava trabalhando numa revista voltada à comunidade brasileira no Japão.
“Fiquei desanimada com o mercado de trabalho no Brasil. Se tivesse um bom emprego, não teria deixado o país; mas o fato é que a bondade da economia brasileira não chega a todos”, diz.
Fábricas
O ex-lavrador Hiromi Mashiko, 32, também estava desanimado com o país natal e, por isso, deixou Medianeira (PR), para tentar uma vida melhor no Japão. Esta é a primeira vez que sai do Brasil. Ele chegou à terra dos ancestrais em agosto deste ano para trabalhar em fábricas.
Os contratos dele são temporários – renovados a cada três meses. Mesmo assim, ele diz que o salário é bem mais animador do que o que ganhava na lavoura no Brasil.
“Nos últimos três anos eu praticamente fiquei no vermelho todo mês”, conta.
Mashiko reclama que o crescimento econômico vivido pelo Brasil não contempla os pequenos agricultores.
“Falta mais incentivo do governo”, critica ele, que pretende ficar no Japão por quatro ou cinco anos. “Quero liquidar minhas dívidas, voltar para o Paraná e tentar mais uma vez na agricultura”, conta.
Mão-de-obra
 Ewerthon Tobace/BBC Brasil
Raphael quer juntar dinheiro no Japão para abrir um estúdio fotográfico
Segundo dados do Ministério da Justiça do Japão, entre janeiro de 2008 e junho de 2009, no auge da recessão econômica, 87.574 brasileiros entraram no país.
Apesar de o saldo ser negativo (142.238 brasileiros voltaram ao país natal no mesmo período), o número é significativo, e bate com a média deste ano - em 2010, 5 mil brasileiros têm entrado no arquipélago por mês.
“O Japão ainda está em crise, mas emprego não falta”, afirma Ricardo Minoru Koike, presidente de uma empresa de recrutamento. Ele explica que as fábricas, desde 2008, não estão mais contratando funcionários fixos, mas sempre precisam de trabalhadores temporários conforme a produção aumenta.
“Recebemos um pedido esta semana de uma fábrica de pães que precisa urgente de 30 pessoas para a semana que vem. Não temos como atender, pois falta mão-de-obra”, conta.
Koike diz que, hoje, todos os setores – como alimentação, autopeças e eletrônicos – têm vagas de trabalho.
“Muitos dos nossos funcionários voltaram ao Brasil, mas não deram certo e tiveram de regressar ao Japão”, conta.
Koike também prevê um aumento significativo no número de dekasseguis voltando ao Japão daqui a dois anos.
“Estamos esperando um aumento significativo na entrada de brasileiros no Japão a partir de 2012, ano em que termina o período estipulado pelo governo japonês para aqueles que pegaram a ajuda financeira de retorno”, diz ele.
“Ouve-se falar muito bem do Brasil, mas temos de lembrar que o desenvolvimento é em nível macroeconômico. O trabalhador comum ainda não ganha um salário alto”, pondera o empresário.
“Por isso, o Japão ainda é uma opção para quem quer ter uma qualidade de vida melhor.”
'Se dar bem'
Raphael Ribeiro, 21, viu de perto essa realidade. Depois de morar por três anos no Japão, em outubro de 2009 ele voltou animado para Araçatuba (SP), decidido a não sair mais de lá.
“Esperava encontrar um Brasil melhor, mas me decepcionei”, conta.
No Japão, o jovem trabalhou em fábrica de autopeças e fez um curso de fotografia.
“Quando voltei, consegui emprego como fotógrafo, mas o salário não era o que esperava.”
Por isto, em julho deste ano Raphael fez as malas e voltou às fábricas japonesas.
“No Japão, a gente tem mais chance de evoluir profissionalmente, pois podemos juntar mais dinheiro e fazer cursos”, diz o jovem.
“No Brasil, ao contrário, só quem tem muito dinheiro consegue se dar bem.”
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/11/101120_brasileirosjapao_et_is.shtml

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