E não é que o eleitor, aquele que não é político,  filiado a partido, enrabichado em político e nem faz parte das arengas dos políticos nos próprios quintais, também deveria ter a sua maneira de fazer política?

Um povo politizado deveria agir politicamente em seu próprio benefício, defendendo seus próprios interesses, que nem sempre são os mesmos, até quando se trata do coletivo, porque sempre os interesses profissionais daqueles que fazem política acabam prevalecendo diante da importância das obras e demais ações destinadas ao povo de um modo geral.

E assim, o povo deveria fazer suas opções separadamente em cada nível da administração pública, elegendo um presidente, um governador e um prefeito, conforme o passado, em se tratando de candidatos a cargos que estejam ocupando, ou tenham ocupado e analisando a viabilidade de promessas, assim como para quem possam ser interessantes, por parte daqueles que concorrem a um mandato que jamais exerceram.

Diante dessa visão, o comum seria prefeitos de um partido, governadores de outro e presidente vinculado ao grupo político que direciona suas ações prioritariamente de acordo com os interesses da maioria, atentando para o fato que essas ações mudam conforme as alianças, assim como não existirá nenhum grupo onde o projeto seja uma perfeição, onde não se encontrem falhas e desacertos.

Se o prefeito é bom, se fez boas administrações e se tem um passado interessante para o povo, por que não votar nele, qualquer que seja o partido?

Da mesma forma, candidatos a governador que já tenham exercido esses mandatos precisam acima de tudo serem comparados, sem olharmos para a cor da camisa e sim o que fizeram em suas administrações passadas, ou presentes, que indicam claramente como seria o futuro.

E o que dizer daqueles que fazem política como podem, demonstrando uma visão clara e convincente sobre determinado nível e uma completa cegueira em relação a outro? Como classificar a inteligência refinada para analisar um andar do edifício político, quando no outro a vista borra?

É aí que o eleitor deveria entrar com a sua política, analisando o cenário a partir de dentro de sua casa, que poderá ser própria ou alugada, se enche o carrinho no supermercado, como gente fina, ou compra uma fiada na bodega quando paga a feira anterior, se tem um troço cheirando a gasolina por perto, se os meninos encontram vagas na escola pública, ou até se estão matriculados numa privada e se o 192 do SAMU funciona quando está no sufoco.

Enfim, o eleitor deveria fazer política usando a própria cabeça que carrega sobre os ombros, comparando o próprio passado com o presente para fazer a sua opção.

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