A Refap volta a ser totalmente da Petrobras - FNP

Encampada e fortalecida pelos sindicatos que formam a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), a luta histórica pela ‘Refap 100% Petrobrás’ finalmente conquistou seu objetivo.

Na noite desta segunda-feira (13/12), após anos de muita pressão e insistência da categoria a companhia confirmou a compra dos 30% que a Repsol detinha na Refinaria Alberto Pasqualini de Canoas desde 2000. Com isso, a unidade deixa de ser subsidiária e volta a ser controlada pela Petrobrás.

O anúncio foi feito poucas horas após negociação entre os dirigentes da FNP e representantes da Petrobrás, dentre eles o diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa – presente na mesa justamente para dar esclarecimentos sobre o tema. Durante a reunião, realizada na manhã desta segunda-feira (13/12) no Edise, na capital do Rio de Janeiro, os dirigentes voltaram a exigir que a refinaria fosse reincorporada à Petrobrás.

Além de prejudicar a realização de investimentos, uma vez que a multinacional vinha se opondo à aplicação de recursos na ordem de R$ 1,6 bilhão para a construção de uma unidade de hidrotratamento, que retira enxofre do óleo diesel, a presença da companhia hispano-argentina vinha sendo usada pela Petrobrás, em diversas mesas de negociação, como justificativa para não se responsabilizar pelos inúmeros problemas existentes na unidade.

Não foram poucas as vezes que o RH Corporativo da Petrobrás simplesmente “lavou as mãos” para as reivindicações dos petroleiros da Refap com o argumento de que a refinaria era “autônoma, com conselhos, administração e diretoria própria”.

Agora, a companhia não terá mais pretextos para enrolar a categoria ou para ignorar a ocorrência de irregularidades e falhas graves dentro da unidade, que acometem principalmente a força de trabalho terceirizada. Não são poucas as denúncias de assédio moral, punições arbitrárias, atrasos salariais e acidentes de trabalho.

Vitória histórica dos trabalhadores

Foi sob o governo neoliberal de FHC, em 2000, que uma troca de ativos entre Repsol e Petrobrás deu à multinacional uma fatia no controle da Refap. Com isso, a refinaria mudou seu nome para Refap SA e a nova razão social acabou se transformando num dos maiores símbolos do processo de privatização da Petrobrás. No mesmo negócio ainda foram entregues praticamente de graça à Repsol parcelas de participação em concessões para exploração de petróleo.

Esta importante vitória deve ser comemorada, pois é fruto de uma longa batalha da categoria petroleira – realizada através de greves, paralisações, movimentos e atos em prol da soberania nacional. Entretanto, mais do que isso, deve ser usada como alavanca na defesa de recursos estratégicos ao desenvolvimento do país e na luta contra os projetos do atual governo para o pré-sal, que seguem entregando ao estrangeiro o petróleo nacional através da manutenção dos leilões.

Afirmar que as recentes medidas “superam” o crime de lesa-pátria cometido por FHC, como a Fupbrás vem divulgando, mesmo após o presidente Lula quebrar o monopólio da Petrobrás na construção e uso de gasodutos com a Lei do Gás, é aprovar um “mal menor” que na realidade dá seqüência ao processo de privatização da Petrobrás.

Por isso, cabe aos sindicatos combativos da FNP, movimentos sociais e trabalhadores petroleiros espalhados pelo País a tarefa de exigir com força cada vez maior a retomada das reservas leiloadas sem indenização às multinacionais e a produção de petróleo exercida unicamente pelo Estado através de uma Petrobrás 100% estatal.

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Comentário de Stella Maris em 11 abril 2011 às 20:32

Sergio,

volta vai,

sinto tua falta.

bjs.

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