Caros,em junho deste ano centenas de cidades brasileiras foram tomadas por milhões de pessoas.As demandas foram as mais variadas,deixando explícito a inquietação social dos trabalhadores e da juventude.Em algumas cidades,como Porto Alegre,Rio de Janeiro e São Paulo as manifestações prosseguem.A resposta dos governantes é a repressão,criminalização,coação e perseguição aos movimentos sociais.O que lembra práticas semelhantes às da ditadura civil-militar,de três décadas atrás.

 A Brigada Militar do Rio Grande do Sul,comandada pelo governador Tarso Genro(PT),tem se semado à PM do Rio de Janeiro,de Paes e Cabral(PMDB),com claros exemplos de neutralizar as justas reivindicações dos manifestantes.Na cidade do Rio de Janeiro,a ocupação pacífica da Câmara de Vereadores,realizada principalmente pelos trabalhadores em educação da rede municipal,ocorria em razão da votação do Plano de carreira e salário e a da inócua CPI dos ônibus.A resposta foi com a entrada em cena da truculenta PM carioca,que arrastou a todos os manifestantes escada abaixo,calçada afora,utilizando bombas de gás lacrimogênio e gás de pimenta.

 Em Porto Alegre,as mais diversas categorias de trabalhadores(as) se articulam,desde junho,em torno do Bloco de Lutas pelo Transporte.Na quinta-feira última,dia 26 de setembro,em decisão da assembléia deste fórum no dia anterior,25,150 pessoas estiveram presentes em um ato público em frente ao Palácio Piratini,reivindicando passe livre,transporte 100% público,desmilitarização da Brigada Militar,controle público das licitações,apoio às greves dos rodoviários(as) e dos bancários(as),demarcação das terras indígenas e quilombolas e o pagamento do piso salarial aos professores e profissionais de escola.É bom ressaltar que o pagamento do Piso Salarial foi um compromisso de campanha do governador Tarso Genro e esta Lei está há mais de mil dias na gaveta do governador petista.

 Após a manifestação em frente ao Piratini,naquela quinta,dia26,já distantes do local e do tempo do evento,três professores,que portavam a bandeira do sindicato dos professores,foram detidos pela Brigada Militar na entrada do Shopping Nova Olaria,sob acusação de dano patrimonial ao museu Júlio de Castilhos e da Catedral Metropolitana.

 Esta acusação foi desmentida por várias testemunhas e mesmo assim,após pagar fiança estipulada em 4 mil reais cada um,os professores ficaram detidos por várias horas,algemados,na Delegacia da Polícia Civil local.

 Terça-feira,2 de outubro,para completar a farsa de Genro,a polícia porto-alegrense invadiu o espaço cultural Moinho Negro,ligado aos anarquistas,bem como as residências de militantes do PSOL,PSTU e do Assentamento Utopia e Luta,todos acusados por formação de quadrilha,tendo seus computadores,documentos escritos e outros pertences confiscados.Além disso,para corroborar com estas práticas ditatoriais,a mídia grande divulgou notícia  com fotos e  descrição dos professores detidos na quinta-feira passada,26 de setembro,constrangendo-os publicamente,como indiciados por atos de vandalismo durante o protesto em frente ao Piratini.

 Os leitores deste conceituado blog interessados sobre a prisão arbitrária dos educadores podem assistir ao vídeo no (HTTP://WWW.YOUTUBE.COM/WATCH?feature=player-embedded&v=b8KEIGD8ubL.

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