A SAGA DO CARNAVAL (II): "Ó ABRE ALAS".



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O carnaval de 1901 marcou a consolidação da primeira música que foi feita expressamente para o carnaval. Dois anos antes, inspirada pelo cordão Rosa de Ouro, que ensaiava perto da sua residência no bairro do Andaraí, a maestrina e compositora Francisca Edwiges Amaral, para todo o sempre Chiquinha Gonzaga, compôs em andamento de marcha "Ó Abre Alas", tornando-se pioneira na produção carnavalesca e antecipando-se em 20 anos à fixação do gênero.




Do âmbito restrito das ruas do Andaraí onde o cordão desfilava, a marcha foi contagiando outras ruas e outros bairros, conquistando os ouvidos e bocas da cidade, transformando-se num hino.

"Viva o Zé Pereira" era o ruído, a percussão, a bagunça, embora sadia.

"Ó Abre Alas" era a poesia, o lirismo, a melodia.

Mas as duas conviveram em plena harmonia. E foram pelas ruas e sociedades carnavalescas.

Segundo Haroldo Costa, este foi um dos capítulos básicos da história do nosso carnaval.


Diogo Nogueira, no seu atual programa "Samba na Gamboa", interpreta "Ó Abre Alas".




Ó abre alas!
Que eu quero passar
Eu sou da lira, não posso negar

Ó abre alas
Que eu quero passar
Rosa de Ouro
É quem vai ganhar!



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Fonte:
- Dicionário Ricardo Cravo Albin de Música Popular Brasileira.
- 100 Anos de Carnaval no Rio de janeiro, de Haroldo Costa. - São Paulo: Irmãos Vitale, 2001.

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