A SAGA DO CARNAVAL (XI): FREVOS


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Os carnavais das regiões Norte e Nordeste sempre tiveram características próprias.

O primeiro dos ritmos nordestinos que entrou no Rio de Janeiro foi o frevo pernambucano, e isso se deu em 1935. Segundo o historiador Pereira da Costa, este ritmo, que é uma alteração da polca-marcha, apareceu em Recife em 1909 e atribui-se ao capitão José Lourenço da Silva (Zuzinha), ensaiador das bandas da Brigada Militar de Pernambuco, a divisória entre o frevo e a polca.

Haroldo Costa relata que o frevo nasceu como dança de rua, o povaréu acompanhado as bandas de músicas, ondulando pelas avenidas, com saltos e meneios imprevisíveis, fervendo. E foi dessa imagem da fervura, que o povo pronunciava “frevura”, “frever”, que de acordo com Luiz da Câmara Cascudo, criou-se a palavra frevo.

Com o tempo os frevos foram perdendo seu espaço no carnaval carioca. A necessidade de uma orquestra de metais começou a inviabilizar os ensaios e, consequentemente, o desfile. O último desfile dos frevos foi em 1991, sendo campeão o velho “Vassourinhas”.

Mas o frevo pernambucano continua vivíssimo e contagiando as novas gerações de foliões pelas ruas do Recife e ladeiras de Olinda.



Outro motivo de orgulho para os pernambucanos é a Spok Frevo Orquestra, interpretando abaixo "Passo de Anjo".



Fonte:

- 100 anos de Carnaval no Rio de Janeiro, de Haroldo Costa. São Paulo: Irmãos Vitale, 2001.

Exibições: 546

Comentário de Gregório Macedo em 14 fevereiro 2010 às 1:24
O frevo é maravilhoso, e a Spok, que já curtimos em dvd, sua mais emérita porta-voz - ou, pra ser mais preciso, porta-sopro.
Evoé, Momo!
Beijos.

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