A SAGA DO CARNAVAL (XIII): AFOXÉS



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O vocábulo afoxé tem vários significados. Segundo Haroldo Costa pode ser instrumento musical que consiste numa grande cabaça envolta com contas chamadas lágrimas de Nossa Senhora e sementes do interior; dança ritual de encomendação das almas dos mortos; ou dança profana do candomblé.

O primeiro grupo de afoxé apareceu em Salvador, no carnaval de 1895, cuja característica era lúdico religiosa, bem como os que surgiram bem depois em Fortaleza, Recife e Rio de Janeiro.

A partir da década de 50 o carnaval do Rio ganhou um adendo místico de conteúdo africano: o afoxé Filhos de Gandhi, fundado por baianos residentes na “cidade maravilhosa” que traziam experiência e vivência dos grupos que participavam em Salvador.


Segundo a tradição, sua sede foi instalada perto do bairro de Santo Cristo, berço de tantas outras organizações que contribuíram para o crescimento do carnaval carioca.

O instrumento básico dos afoxés são o “ilu”, tambor pequeno encourado de ambos os lados; o “agogô”, duas campanas de ferro com dois tons percutidas por uma vareta, e a “cabaça” ou "xererê”.


Assim como em Salvador, o traje dos componentes dos filhos de Gandhi é um camisolão branco, também chamado abadá, com um cordão na cintura e um turbante igualmente branco. Os integrantes levam no pescoço os colares do seu santo ou orixá.


Diferentemente da matriz baiana, o afoxé carioca desde a década de 70, admite mulheres no grupo.

Fonte:
- 100 Anos de Carnaval no Rio de Janeiro, de Haroldo Costa. – São Paulo: Irmãos Vitale, 2001.

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