A SAGA DO CARNAVAL (XV): ESCOLAS DE SAMBA


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A existência das Escolas de Samba sintetiza o resultado que foi se formando ao longo dos tempos, a partir das formas primitivas de divertimento carnavalesco, como cordões, ranchos, blocos e sociedades.
É inegável que as luxuosas campeãs do carnaval dos sambódromos beberam nessas fontes de conhecimento, sabedoria e inspiração.

 



Em São Paulo foram foliões brincando o carnaval com suas camisas verdes e calças brancas, que deram origem à Escola de Samba Verde e Branco. No Bixiga, surdos e tamborins, que defendiam os sambas do Vai-Vai como cordão, passaram a fazê-lo quando virou escola de samba.


No Rio de Janeiro a história é rica em exemplos, quando blocos organizados se fundiram e se transformaram em escolas de samba.


Deixa Falar”, a primeira escola de samba a ser reconhecida, era antes um bloco comandado por Ismael Silva, líder dos sambistas do bairro do Estácio de Sá.

A Escola de Samba da Mangueira surge da fusão de três blocos rivais no morro e que o compositor Cartola conseguiu unir: o Bloco de Tia Tomásia, o Bloco de Tia Fé e o Bloco dos Arengueiros.


Hoje é inegável que o desfile das Escolas de Samba é um dos fortes pólos de atração do nosso carnaval aliado ao carnaval de rua que resiste, felizmente, a todos os tipos de modismos.


Mobiliza as mais variadas formas de mídia no Brasil e no exterior, fomenta a economia, projeta artistas e proporciona ao povo brasileiro e os turistas o maior espetáculo da Terra.

Minha escola do coração é a Mangueira, mas ontem (15) aplaudi, também com o coração, o desfile da Vila Isabel que homenageou nosso grande poeta Noel Rosa.

 



Fonte:
- História do Samba. Fascículos da Ed. Globo, 1998.

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