A situação do Museu de Arte de Brasília-MAB

A situação do Museu de Arte de Brasília-MABEditar
.Caro Nassif,
Aproveito a sugestão do Alessandro no post “O fim do acervo de Hélio Oiticica” sobre a “conservação dos acervos artísticos nacionais, gerenciamento de museus”(17/10).
No dia 23 de setembro de 2009, foi realizada na Câmara Legislativa do DF, Audiência Pública para tratar da situação em que se encontra o Museu de Arte de Brasília-MAB. Desde o primeiro semestre de 2007 o Museu está interditado e seu acervo sem o devido tratamento.
Este ano gastou-se R$ 10 Milhões no aniversário de Brasília e, em 2008, foram R$ 5 Milhões(http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/04/21/jota+quest+e+claudia+leite+fazem+show+no+aniversario+de+brasilia+5657104.html).
O MAB que tanto contribuíu para a formação de estudantes, artistas e público em geral está ,além de fechado, cercado por empreendimentos imobiliários. O grande espaço da arte e da cultura formado pelo MAB, Praça das Esculturas e Concha Acústica está ameaçado.
Para um país que desperta para ”promover a valorização, a preservação e a fruição do patrimônio cultural brasileiro” parece que, no DF, a política cultural está voltada para meros eventos circunstanciais dispondo de “medalhões” para afirmar suas realizações.
Para os 50 anos de Brasília comenta-se desde U-2 a Paul Mcartney.
Imagina se o MAB estará contemplado nas comemorações?
Jeferson Paz

PS:Segue relatório da Audiência Pública de 23/09/2009.

Audiência pública debate revitalização do Museu de Arte de Brasília
e descarta fusão com Museu Nacional
Próximo de completar 25 anos de existência, o destino do Museu de
Arte Moderna de Brasília (MAB) continua incerto. Interditado em 2007
por determinação do Ministério Público, sem recursos para aplicar
na reforma física e organização do acervo, tem pela frente uma
tábua de salvação que pode não ser a melhor saída: a fusão com o
Museu Nacional.
Para debater essas e outras questões, foi realizada audiência
pública hoje (23) na Câmara, proposta pela deputada Erika Kokay
(PT), que apontou a contradição do fechamento de um museu exatamente
na cidade conhecida como "a capital da esperança". A deputada
questionou ainda a ausência de verbas no orçamento dos 50 anos de
Brasília para a revitalização do MAB.
Erika lembrou que o acervo do MAB corresponde a algo em torno de
oito milhões de dólares, representado por cerca de mil obras que se
encontram encaixotadas, correndo riscos de danos e desviados de suas
funções originais. A deputada afirmou que a proposta de fusão com o
Museu Nacional não seria a melhor solução para resolver os
problemas do MAB.

A fusão, apontada como uma possível saída para os graves problemas
enfrentados pelo MAB, foi praticamente descartada por quase todos os
presentes que se manifestaram na audiência, como o pesquisador
Cláudio Pereira; a diretora do Espaço Cultural Contemporâneo, Karla
Osório; José do Nascimento Júnior, presidente do Instituto
Brasileiro de Museus; Jeferson Paz, arte- educador e artista visual e, mais
veementemente, por Alfredo Gastal, presidente do Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.

Karla Osório disse que a fusão, apontada como salvação do MAB, é
injustificável e que o Museu Nacional não tem espaço adequada para
receber o acervo. Para Jeferson Paz, a fusão seria "uma pá de cal
no MAB". Já Alfredo Gastal disse ser inconcebível que se planeje
fechar o primeiro museu da cidade, "uma versalhes do século XX" , e
que uma parceria com a iniciativa privada pode ser uma saída para
evitar que desapareça um "museusinho singelo", mas símbolo da utopia
que cercou a construção da capital.

Para o diretor-executivo do Museu de Arte de Brasília, Glênio Lima,
o Museu Nacional seria o único espaço da cidade em condições de
abrigar o acervo do MAB, e que as obras estariam melhor lá do que
num porão, onde hoje se encontram.
A subsecretária de Políticas Culturais da Secretaria de Cultura,
Ione Carvalho, apontou uma série de dificuldades para resolver não
só o problema do MAB, como também de todos os prédios próprios do
órgão, que sequer têm "habite-se", pela dificuldade de conciliação
entre as exigências dos bombeiros, por exemplo, e a arquitetura de
Niemeyer, que privilegia grandes vãos, nem sempre garantindo a
segurança dos transeuntes.

Ione mencionou ainda a inexistência nos quadros do órgão de
museólogos, conservadores e restauradores. Em todo caso, disso,
mesmo não havendo recursos, é preciso "trabalhar positivamente" .

No final da audiência pública, a deputada Erika Kokay solicitou à
Secretaria de Cultura o estudo feito pelo órgão que mapeia todos os
problemas existentes nos espaços culturais da cidade, sugeriu a
recriação da Associação dos Amigos do MAB; também propôs que seja
feito um manifesto no MAB pela sua revitalização e a criação de um
Projeto de Lei para estabelecer multas para os gestores que
descuidem do nosso patrimônio cultural.

Com informações da coordenadoria de comunicação social da CLDF

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