Ontem ao rever a minissérie - “Dalva e Herivelto - uma canção de amor” - bateu uma baita saudade da sua bela voz sentimental e lembrei que há alguns dias atrás o confrade Adilson Santos (Grupo Arquivo Confraria do Chiado) postou no Facebook a foto do primeiro LP (10 polegadas) da Dalva de Oliveira e, também, da Odeon no Brasil.

 

Convido a todos para a audição deste disco histórico da cantora, cuja voz de rouxinol, até hoje encanta os antigos e atuais fãs.

 

 

 

 

 

 

 

Dalva de Oliveira - A Voz Sentimental Do Brasil - 1953 - Parte 01

01 - Ave Maria no Morro (Vicente Paiva / Jayme Redondo)
02 - Poeira do Chão (Klecius Caldas / Armando Cavalcanti)
03 - Prece ao Senhor do Bonfim (Luiz Bonfá)
04 - Palhaço (Oswaldo Martins / Nelson / Washington)

 

 

 

 

 

 

Dalva de Oliveira - A Voz Sentimental Do Brasil - 1953 - Parte 02

05 - Segundo Andar (Alvarenga / Ranchinho)
06 - Errei Sim (Ataulfo Alves)
07 - Calúnia (Marino Pinto / Paulo Soledade)

08 - Esta noite serenou (Hervê Cordovil)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Fontes:

- Adilson Santos (Grupo Arquivo Confraria do Chiado/Facebook).

- Site YouTube (Canal: “Ivan Farh”).

 

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Comentário de Laura Macedo em 21 janeiro 2015 às 0:13

Comentário do amigo Henrique Marques Porto publicado no Facebook.

A Dalva, que era minha vizinha e cuja casa eu frequentei muito, era a Edith Piaf brasileira. As semelhanças entre as duas não se restringem apenas ao estilo do canto -tonalidade alta, vibrato acentuado e tipo de repertório.

 

As vidas das duas também foram semelhantes - amores radicais e desesperados. Dalva sempre pagava para ver, ainda que isso provocasse sofrimento. Assim como Piaf, terminou seus dias ao lado de um jovem de 27 anos, Nuno Carpinteiro, de nacionalidade portuguesa. Era bom sujeito, bonito e muito trabalhador.

 

Depois que Dalva morreu ele se casou e teve filhos. Tinha uma lojinha que fazia reparos em eletrônicos em Botafogo. Morreu num desastre de automóvel. Foi uma figura importantíssima no final da vida de Dalva.

 

Os biógrafos nada falam sobre ele, ou então criam outro personagem, como aparece na minissérie da TV Globo. Os filhos não aprovavam a união. Sequer visitavam a mãe. Dalva era uma mulher solitária.

 

A filha que adotou com Tito Climenti, Dalvinha, que é conhecida como Gigi, morava no Uruguai. Hoje vive no Rio. Tenho contato com ela. Dalva bebia muito no final da vida, e não era conhaque, era pinga mesmo. Minha mãe chegou a socorrê-la em mais de uma ocasião.

 

Quando morreu, o Governo francês enviou mensagem oficial de pesar ao Governo brasileiro. Acho caso é um caso único. Ela está na base da história das nossas cantoras populares. Foi a primeira a cantar com voz impostada - ela estudou canto lírico com Pasquale Ganbardella, grande professor, e sabia ler partitura.

 

Antes dela apenas Aracy Cortes e Carmem Miranda fizeram sucesso em disco, ambas cantando em falsete. Mas antes da carreira como cantora a voz de Dalva já era conhecida por milhões de brasileiros: na primeira versão do desenho "Branca de Neve e os sete anões" (1938) foi Dalva quem fez a dublagem da personagem principal, inclusive cantando as canções.

 

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