A Xenofobia regionalista e racial no Brasil.

 Como dizia o jornalista João Saldanha o bairrismo engendra o caipirismo, a xenofobia e ,por vezes,o racismo.

 Quando a judoca Rafaela cometeu aquele erro em sua luta contra húngara em Londres,2012,uma enxurrada de impropérios racistas foram parar na redes sociais,macaca foi um dos mais variados xingamentos,incluindo a palavra favelada.

 Rafaela,que preferiu omitir os xingamentos naquela época,o que foi um erro,foi forra contra  esses racistas em 2016 ao ganhar a medalha de ouro e vir a público replicar quem era a macaca favelada.Muito bem.

 Mas esses xenófobos,que também sofrem de algum distúrbio mental,voltaram à carga contra a nadadora pernambucana Joana Maranhão,que não se classificou para a semifinal da sua prova.O seu face foi invadido com comentários extremamente ofensivos como nordestina preguiçosa,paraíba idiota,Joana Camburão,comunista lambe botas do PT ( ela é simpatizante do PSOL) e outras ofensas.

 Joana,mais politizada,agiu de outra forma,procurou a mídia e tornou público a ação dos xenófobos,anunciando que iria processá-los.

 Entretanto, os xenófobos são destemidos,no mesmo dia,no face da nadadora,eles prosseguiram com os ataques,ainda mais fortes.

O mito de que o Brasil é o país mais tolerante com com suas diferenças regionais e raciais se desfez há tempos.

 Como a esquerda socialista vive uma crise mundial,sem dar resposta ao crescimento da xenofobia e do neofascismo,não soube de nenhum partido ou líder lançar uma palavra de ordem em combate as excrescências da ultra-direita.Lamentável uma esquerda brancaleônica tentar a luta sem armas,sem massa e deixar para os liberais este desafio - e os liberais têm seus limites.

 

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