Coluna do Castello, textos de Alceu de Amoroso Lima e Barbosa Lima Sobrinho, charges do Ziraldo. Morre hoje o velho Jornal do Brasil impresso.


Entre as crônicas do Drummond, uma destacava a via-crucis que, de quando em vez, era produzir e entregar a própria crônica: o poeta relaxava, e quando se dava conta estava em cima da hora de o empregado do jornal passar e pegar o texto que seria publicado na edição do dia seguinte. Internet não era nem sequer sonho.

Noutra, o cidadão do mundo dizia que o futuro sorria para o texto curto e que sombrias eram as perspectivas para o romance... (Não é dele, afinal, o 'escrever é cortar palavras'?)

Sair do trabalho, passar na banca, comprar o JB, guardá-lo na pasta e levá-lo para casa - ou para um bar, onde, de preferência sozinho, lia-o por inteiro, cervejantemente.

Anos de chumbo, bombas em bancas, atentados OAB (dona Lyda) e Riocentro, distensão lenta, gradual e segura, prendo e arrebento, mãos estendidas, Diretas... velhos tempos.

Adeus, caro JB.

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Comentário de Laura Macedo em 1 setembro 2010 às 2:34
O JB foi o primeirão que assimilou a internet e agora abandona a versão impressa.
Tomara que os outros não sigam o mesmo caminho...
Não esqueço que foi você que me estimulou a ler o velho JB, bem como outras tantas publicações, lembra Gregório?
Beijos.

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