Por onde passa a ética de cada um.

Não existe, classe mais corporativista que advogados, não conseguem ser suplantados, nem mesmo por jornalistas, pródigos em meter o dedo na ferida alheia, quando se trata de defender seus interesses, arrumam justificativas para os piores atos. Quanto esses atos, envolvem os “colegas” - são piores que leões, defendendo sua crias.

O jornalista Frederico Vasconcelos, escreve na Folha de hoje, uma matéria interessante: “Advogados patrocinam golfe de juízes” - ao ler a matéria, você entende por que esse país jovem de apenas 511 anos, ainda carrega que muitos resquícios e vícios, que pelo andar da carruagem, ainda levará ao menos, mais 5 séculos para depurar a filosofia do “faça o que eu falo, não faça o que eu faço”.

Vejam o que diz o centro da matéria: “Escritórios de advocacia e empresas, pagam cotas de R$ 5.000 a R$ 25.000 para estreitar relação com os magistrados”. Isso dando conta que a Apamagis (Associação Paulista de Magistrados) promoverá um torneio fechado de golfe, reunindo advogados, desembargadores e juízes, com recursos levantados em empresas privadas e escritórios de advocacia. O "Torneio de Golfe Apamagis" acontecerá no sábado, no Guarujá, em parceria com o Guarujá Golf Clube e a seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil.

Agora vem o melhor: O presidente da associação de juízes, desembargador Paulo Dimas Mascaretti, do Tribunal de Justiça de São Paulo, disse que o evento foi idealizado pelo presidente do clube, advogado Miguel Calmon: será um "congraçamento, para comemorar a instalação dos cursos jurídicos no Brasil"

Para OAB, participação de escritórios não fere a ética

Você leitor desse blog, pensou que a melhor pérola foi essa aí acima, dita pelo desembargador, leia essa do Carlos Roberto Mateucci presidente do Tribunal de Ética da OAB-SP, diz que escritórios de advocacia vão participar do torneio de golfe promovido pela Apamagis no Guarujá (SP) como "colaboradores" e que não buscam "qualquer proveito". "Houve grande preocupação com os aspectos éticos. É um evento fechado, com o objetivo de congraçamento e benemerência", afirma. Ele é sócio da Yarshell, Mateucci e Camargo Advogados, que apoia o torneio.

Os reflexos desse pensamento no judiciário:

A República, de Deodoro à Dilma Roussef, sempre poupou o judiciário, num discurso de se manter a independência entre os poderes, ou seja, que o executivo e judiciário, tivessem sempre, uma convivência harmônica, para preservar as instituições e a democracia. Faço aqui, justiça aos dois últimos presidentes que o Brasil teve, Lula e Dilma que está em exercício, sendo os dois únicos presidentes republicanos de fato, que governou e governa para todos sem coloração partidária, mas que porém, nunca quiseram colocar a mão, nesse vespeiro, abrindo a caixa preta do judiciário, como se faz todo regime republicano.

Só para recordar tamanha a empáfia do judiciário, foi o episódio de 2008, onde o ministro Gilmar Mendes "chamou o presidente Lula às falas" logo após a denúncia (infundada de grampos telefônicos). Numa jornada inesquecível, Gilmar atravessou a Praça dos Três Poderes para tomar satisfação e exigir providências. Reunidos no STF, os ministros deixaram claro que prestavam solidariedade a Gilmar.

Esse mesmo ministro, de acordo com reportagem da revista Carta Capital publicada em outubro de 2008, teria participação no controle acionário do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), entidade que faturou, entre 2000 e 2008, cerca de R$ 2,4 milhões de reais em contratos com órgãos ligados ao governo federal, todos firmados sem licitação. O IDP também recebeu benefícios fiscais do governo do Distrito Federal.

Como um chefe do Judiciário "que tem responsabilidades políticas e institucionais inerentes ao cargo", faz da função, uma agência de negócios, e fica o dito, pelo não dito?

Estou tecendo essa cantilena toda, para concatenar o ato de congraçamento e benemerência dos “drs” com a magistratura, pois isso são coisas que sabemos sempre como começam, e à partir daí, “eles” acham que podem tudo. Afinal, o judiciário está acima das leis? Claro que não! Aliás, em qualquer país civilizado do mundo, quem tem que se cobrir de exemplos públicos, são justamente os magistrados, afinal, são eles quem zelam pelo cumprimento das leis.

Aliás, o Brasil é pródigo em gerar gente do judiciário, que não está preocupada em servir de exemplo, vide a atitudes de Nélson Jobim, que é originário daquela pasta, e no Ministério da Defesa, continuou agindo como se dono dos próprio nariz fosse, num claro desrespeito às instituições, bem como à Presidenta Dilma.

Os antigos diziam: “o costume no uso do cachimbo, costuma entortar a boca”

Finalizando, fica aqui uma reflexão, sobre que ética é essa que a OAB constuma defender, pois quando se trata de interesses republicanos, são rigorosos, e quando se trata dos "interesses dos coleguinhas" - são seletivos. A nação, ainda não apagou da memória, o "Movimento Cansei" - uma das ações mais claras, da ética seletiva da OAB

Exibições: 92

Comentar

Você precisa ser um membro de Portal Luis Nassif para adicionar comentários!

Entrar em Portal Luis Nassif

Publicidade

© 2020   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço