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Confira o vídeo sobre a Agenda 21 Comperj, um projeto de relacionamento da Petrobras com as comunidades e demais setores da sociedade que estão na área de influência do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro.

O Comperj

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro – Comperj, é um dos principais empreendimentos da história da Petrobras. Um marco da retomada da Companhia no setor petroquímico, que vai transformar o perfil socioeconômico de sua região de influência. As obras do Comperj iniciaram em 31 de março de 2008 e, ao todo, um investimento de cerca de 8,30 bilhões de dólares transformará o estado em um pólo de oportunidades no setor de resinas termoplásticas e combustíveis.

Obras de terraplanagem do Comperj

Com previsão para operar a partir de 2013, oComperj está sendo construído em uma área de 45 milhões de metros quadrados no município deItaboraí, o equivalente aproximado a mais de seis mil campos de futebol. O empreendimento vai gerar uma grande economia de divisas para o país, já que haverá aumento da capacidade nacional de refino de petróleo pesado, com consequente redução da importação de derivados e de produtos petroquímicos.

A meta é incrementar a produção nacional de produtos petroquímicos com o processamento de, aproximadamente, 165 mil barris/dia de óleo pesado nacional (1ª unidade de refino), com uma 2ª unidade de refino com a mesma capacidade, para três ou quatro anos após a entrada em operação. O Comperj promoverá uma transformação ainda mais completa do petróleo, fornecendo ao mercado e à sociedade produtos úteis para tornar a vida mais prática.

Empresas de 3ª geração, que poderão ser atraídas pelo Comperj e se instalar também nos municípios vizinhos e ao longo do Arco Metropolitano, que ligará Itaboraí ao Porto de Itaguaí, serão responsáveis por transformar esses produtos petroquímicos de 2ª geração em bens de consumo, tais como: componentes para as indústrias montadoras de automóveis, materiais cirúrgicos e linha branca como eletrodomésticos, entre outros.

Geração de emprego e renda

A previsão é que a instalação do Comperj crie 200 mil empregos diretos, indiretos e por “efeito-renda”, durante os cinco anos da obra e após a entrada em operação; todos em escala nacional. A mão de obra estabelecida nas cidades impactadas diretamente pelo Complexo também está recebendo cursos de capacitação e qualificação oferecidos pelo Centro de Integração – outro projeto sugerido e já implantado. A expectativa é preparar cerca de 30 mil profissionais, cujos dados serão armazenados em um banco de informações para futuros empregos, tanto no Comperj quanto nas empresas atraídas para a região.

Relacionamento

Em dia com a licença de instalação, a Petrobras montou um Plano de Relacionamento, a fim de buscar ações para  incentivar o desenvolvimento sustentável na região do Comperj. À parte os acordos de mitigação e compensação ambiental garantidos por lei no Estudo de Impacto Ambiental (EIA), a empresa decidiu articular as Agendas 21 Locais de quinze municípios situados próximos à obra, incluindo Itaboraí. Com o intuito de buscar a proteção da natureza, a eficiência econômica e a justiça social, o processo resulta em  documentos – as Agendas Locais – redigidos com a participação de representantes de todos os setores, e em ações visando a melhoria dos municípios. 

Além disso, está sendo desenvolvido o projeto Memória Petrobras – Comperj, onde são registradas as etapas da construção do empreendimento por meio de depoimentos das pessoas envolvidas com o Comperj.

Agenda 21 Comperj

Em novembro de 2007, teve início o Projeto Piloto Agenda 21 do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) para desenvolver uma Agenda 21 Local em cada um dos 15 municípios de influência direta e indireta do empreendimento. São eles: Cachoeiras de Macacu, Casimiro de Abreu, Guapimirim, Itaboraí, Magé, Maricá, Niterói, Nova Friburgo, Rio Bonito, Rio de Janeiro (Áreas de Planejamento 1 e 3), São Gonçalo, Saquarema, Silva Jardim, Tanguá e Teresópolis. O projeto faz parte do plano de relacionamento elaborado pela Petrobras para esta região, que inclui também os Centros de Integração e o projeto Memória. Conheça mais sobre eles no site do Comperj.

Com a implantação do polo petroquímico em Itaboraí, a Petrobras escolheu utilizar a Agenda 21 como uma nova forma de relacionamento com a região, fomentando assim o desenvolvimento sustentável nesses municípios. Para tanto, foi formada uma parceria com o Ministério do Meio Ambiente e com a Secretaria de Ambiente do Estado do Rio de Janeiro. Juntos, os três formam o Grupo Gestor da Agenda 21 Comperj.

Sabe-se que, com a instalação de um empreendimento desse porte na região, o crescimento é inevitável. E um dos principais objetivos da Agenda 21 Comperj é contribuir para que o desenvolvimento local ocorra de maneira planejada e, principalmente, sustentável. Isso significa que o desenvolvimento econômico deve vir acompanhado da inclusão social e preservar o meio ambiente. Significa que todos devem pensar e planejar juntos, sendo co-responsáveis por toda essa construção. Isto é Agenda 21.

Os Fóruns Locais

Além de resultar em um Plano Local de Desenvolvimento Sustentável (PLDS) para cada município, a Agenda 21 Comperj dá origem também a um Fórum de Agenda 21 Local para cada município. A Agenda 21 identifica problemas e potencialidades locais e aponta soluções e ações, dentro dos conceitos do desenvolvimento sustentável. E os Fóruns, regulamentados por decreto ou lei, são o principal instrumento de fomento desse planejamento, que acontece de forma ampla e  participativa. 

A Agenda 21 Comperj é desenvolvida em cinco fases, sempre calcada nas premissas estabelecidas e na organização paritária da sociedade. Até o final de 2009, foram realizados 360 encontros setoriais, 30 oficinas municipais de dois dias ou mais e 30 oficinas locais. Tudo isso com a participação de cerca de 13 mil pessoas, empresas, órgãos e instituições.

Cada Fórum de Agenda 21 Local é composto por membros dos quatro setores da sociedade: Público, Privado com fins lucrativos, Privado sem fins lucrativos e Comunidade. Todos se unem para chegar a um consenso sobre a visão de futuro do município e sobre como desenvolver o município de maneira sustentável.

No âmbito regional, o projeto atua de diferentes formas: durante as fases iniciais, através do Fórum Regional da Agenda 21 Comperj, com o objetivo de mobilizar e monitorar o processo. A partir da fase municipal, através dos encontros regionais dos Fóruns Locais e das articulações com estruturas regionais já existentes, com o objetivo de fortalecimento dos Fóruns Locais e do planejamento de questões regionais.

 

Plantio da mata ciliar dos rios de Tanguá

Tanguá

O município de Tanguá publicou sua Agenda 21 no dia 17 de fevereiro deste ano, ao final de um processo que contou com o apoio permanente de seu prefeito, Carlos Pereira.

Uma das preocupações destacadas pelos participantes no documento é a necessidade de proteção da mata ciliar nos sistemas hídricos do município. Mata ciliar é a vegetação presente na margem de rios, lagos, nascentes, represas e açudes, que protege as margens contra a erosão, evitando o assoreamento e prevenindo enchentes. Sua presença permite a conservação da flora e da fauna, regula os fluxos de água e deve ser preservada permanentemente. Para isso, é preciso que a população esteja informada e consciente da importância da mata e ajudar a protegê-la.

A solução

Prevista na proposta “Programa de gestão dos recursos hídricos", da Agenda 21 de Tanguá, a ação de reflorestamento das matas ciliares começou a ser realizada no dia 22 de março – Dia Mundial da Água. A iniciativa foi realizada pela Secretaria do Meio Ambiente de Tanguá, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente de Rio Bonito, já que o rio Tanguá faz divisa entre os municípios e é um dos principais afluentes do Rio Caceribú.

Neste dia, foram plantadas aproximadamente 1.000 mudas de espécies nativas como Ingá, Amoreira, Cibipiruna, Açaí, Cassia Brava, Tarumã, Ipê Roxo, Branco, Amarelo e Rosa nas margens do Rio dos Duques e Rio Tomascar. O projeto prevê o plantio de cerca de cinco mil mudas, produzidas no horto de Tanguá.

A proposta é envolver a população através das crianças das escolas municipais, realizando atividades de plantio nos dias comemorativos relacionados ao meio ambiente. O objetivo é que cada morador adote um trecho do rio, impedindo o descarte de lixo e mantendo a vegetação para evitar o assoreamento e a recorrência de enchentes na cidade.

Nas margens do Rio dos Duques, a ação contou com a colaboração de 70 alunos da Escola Municipal Manoel João Gonçalves, que receberam orientações sobre preservação ambiental e o papel das margens dos rios na preservação do ecossistema.
Antes de iniciar o plantio foi necessário limpar as margens e desassorear o Rio Caceribú e seus afluentes Tanguá, dos Duques e Ipitangas, processo que custou 10 milhões de reais financiados pelo Governo do Estado. O desassoreamento dos rios começou no fim do ano passado e foi finalizado no início de 2011. Atualmente, são feitas ações de manutenção.

A recuperação e preservação dos recursos hídricos dependem ainda de diversas ações coordenadas, também previstas na Agenda 21 de Tanguá, como a retirada da população instalada em suas margens e a instalação de sistemas adequados de saneamento.

Ação
Plantio das matas ciliares
Agenda 21 de Tanguá Tema: Recursos Hídricos
Fórum Local Ação: participação no plantio
Financiadores: prefeitura de Tanguá e Governo do Estado Custo: não mensurado
Prazo para entrega Constante manutenção
Situação atual Início do plantio das mudas
Beneficiários diretos Moradores de Tanguá e regiões vizinhas

Entre as ações da Agenda 21 de Tanguá voltadas para a proteção dos Recursos Hídricos estão:

  1. Construir um centro de pesquisa e um banco de dados sobre os recursos hídricos do município;
  2. Elaborar projetos de proteção de nascentes de rios no município e programa de colaboração com outros municípios, como Rio Bonito e Itaboraí;
  3. Criar campanhas de sensibilização da população sobre a importância da preservação dos recursos hídricos;
  4. Fiscalizar as áreas das nascentes e margens dos rios, com maior punição e exigência de medidas compensatórias.

Confira a proposta completa para Recursos Hídricos na Agenda 21 de ...

 

 

Conservação e recuperação de áreas verdes em São Gonçalo

São Gonçalo

Agenda 21 de São Gonçalo, lançada no dia 24 de março deste ano, informa que o município possui cerca de 15% de seu território coberto por remanescentes florestais, encontrados em topos de maciços costeiros na divisa com Niterói, em pequenas áreas na porção norte do município e nas escarpas das serras, segundo dados do Atlas dos Remanescentes da Mata Atlântica.

Um dos problemas apontados na região é o isolamento entre as áreas fragmentadas de Mata Atlântica que diminuem o potencial de manutenção dos processos ambientais e, portanto, da biodiversidade regional. Além de prestar serviços indispensáveis à vida, como a manutenção da biodiversidade e a preservação de nascentes, a floresta também é importante no combate ao aquecimento global, pois ajuda a regular o clima.

A presença de árvores no ambiente urbano influencia de forma positiva a saúde física e mental das pessoas. Verificando a aridez da cidade, o Fórum da Agenda 21 de São Gonçalo destacou a necessidade de mais áreas verdes na cidade, como uma maneira de aumentar o bem-estar da população.

A solução

O Fórum Local, em ação conjunta com parceiros como a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a Consciência AMPLA, aderiu a campanha proposta pelo Instituto Terra em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEA), denominada Dia do Clima, ou Dia C. O objetivo da campanha é promover o plantio do maior número de mudas nativas em apenas 24 horas, durante todo o dia 21 de setembro, quando se comemora o dia da árvore.

O Dia C é uma estratégia para alimentar o Contador de Árvores da Mata Atlântica, uma espécie de “relógio verde” que marca quantas árvores e de que espécies a sociedade deve plantar ao longo dos anos para alcançar a meta do projeto: 24 milhões de árvores até 2016, data dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

O contador está instalado no Jardim Botânico desde 2008 – localizado próximo ao Centro de Visitantes – onde é possível ver o número de mudas de árvores do bioma reintroduzidas na natureza até o momento. As informações também estão disponíveis através do site da Secretaria de Estado do Ambiente.

No último Dia C, 21 de setembro de 2010, foram realizadas atividades para sensibilizar e mobilizar os munícipes de São Gonçalo para o desenvolvimento ambiental através do plantio de espécies nativas da Mata Atlântica, caminhada ecológica, e palestras sobre o consumo consciente. As atividades aconteceram na Área de Preservação Ambiental do Engenho Pequeno, no Morro da Matriz – localizado no centro de São Gonçalo – e no entorno da Fundação Leão XIII.

Fórum da Agenda 21 de São Gonçalo foi o primeiro do Estado do Rio de Janeiro a participar do "Dia C", colaborando para obtenção de créditos de carbono para as Olimpíadas de 2016, e recebeu pela ação voluntária um certificado do Instituto Terra e da Secretaria de Estado do Ambiente. Segundo o contador, foram plantadas 10.758 mudas de árvores no município até agora.

No entanto, os membros do Fórum continuam participando de outras ações com o objetivo de recuperar áreas verdes no município, como o projeto de Reflorestamento do Morro da Igreja Matriz (Remoma). A igreja é um dos patrimônios históricos de São Gonçalo, localizada ao lado de um morro, onde está fixado o Cruzeiro, símbolo da bandeira da cidade. Entre os objetivos do Remoma está o plantio de 1.500 árvores e a construção de uma via sacra, para aproveitar a vocação turística do local que também deve receber um mirante e iluminação.

O projeto, coordenado pelo biólogo Marcos Dias, acontece por meio de doação da secretaria municipal de meio ambiente, de empresas locais e voluntários. Além da Eliana Sidaco que é voluntária permanente do Remoma, Luís Cesar do Rosário, Marcos Manhaes, Vânia Fernandes e Emília Candido são membros do Fórum da Agenda 21 que estão entre os voluntários que participam esporadicamente das etapas do projeto. Em cada etapa, são plantadas em média 30 mudas e até o momento o projeto fez o plantio de mais de 350 árvores.

 

Veja o vídeo gravado por Marcos Dias na 8ª Etapa do Projeto, que teve a participação de membros do Fórum da Agenda 21.

 

http://www.youtube.com/watch?v=KbN_AZY82B0&feature=player_embedded

 

 

http://www.agenda21comperj.com.br/

 

 

 

Exibições: 396

Comentário de Fernando Augusto Botelho - RJ em 10 setembro 2011 às 0:37

 

VIVA A PETROBRAS!!!

 

VIVA O BRASIL!!!

 

 

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