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Plano Nacional de Recursos Hídricos (Parte 1)

Plano Nacional de Recursos Hídricos (Parte 2)



ÁGUA DOCE: O BRASIL TEM PARA DAR E VENDER


É inadmissível um país de dimensão continental como o Brasil, maior detentor de água doce do planeta, através das bacias hidrográficas (Amazônica, do São Francisco, do Tocantins–Araguaia e Platina), aonde são despejados milhares ou talvez milhões de metros cúbicos de água por segundo (m³/s) nos mares (Oceano Atlântico) das respectivas regiões, quase sem nenhum aproveitamento ao longo dos cursos de suas bacias hidrográficas pelos poderes públicos constituídos. Além da abundância das águas superficiais (rios,lagos, lagoas, represas, açudes etc., que o Brasil detém, ainda temos abundância em águas subterrâneas, os conhecidos lençóis freáticos, ou melhor, os grandes aqüíferos, como, por exemplo, o Aqüífero Guarani encravado no Sul e Sudeste do Brasil).
Segundo estimam alguns especialistas, este mencionado aqüífero tem um volume de mais de 50 quatrilhões de metros cúbicos de água, que corresponde a muitas Baías da Guanabara, que volume daria para abastecer uma cidade no porte de São Paulo, com população aproximada de 10 milhões de habitantes, por 1.000 anos! Só para se ter uma idéia da grandeza desse aqüífero, o Guarani é fonte natural de toda Bacia Platina: Rio Paraná, Rio Guaíba, Rio da Prata...
Temos também, nos limítrofes do sul do Piauí, com o norte de Tocantins e o oeste da Bahia, um grande aqüífero, que alimenta três grandes rios Brasileiros, que são: Rio São Francisco, Rio Tocantins e, finalmente, Rio Parnaíba, encravado no sertão do Piauí. Esse rio só é perene graças esse referido aqüífero, pois, como se sabe, o clima do Piauí é semi-árido, seco, sujeito às secas periódicas.
Uma grande parte da população brasileira não sabe que a cidade do Recife, capital Pernambucana, está encravada em cima de um bolsão de água subterrânea. Apesar de já poluída, devido às poluições dos Rios Capibaribe e Beberibe, e Recife ser muito baixa em relação ao mar, mas, para isto, existem as tecnologias das engenharias sanitária e ambiental para tratar e despoluir as águas poluídas e contaminadas.
É inconcebível que, no Brasil, um país gigante por natureza, com abundância de recursos hídricos tanto concernentes ao lençol freático (águas subterrâneas), como águas superficiais (rios, lagos, represas e açudes) e águas litorâneas (apesar de salgadas), que se estendem do Oiapoque ao Chuí, com o litoral de quase 8.000 quilômetros de extensão, algumas metrópoles regionais, como, por exemplo, Recife – PE, banhada por dois rios - Capibaribe e Beberibe -, sua população está sofrendo com falta de água potável para seu consumo. Isto é um descaso dos poderes públicos, um absurdo!
Como se sabe, o problema crucial para a humanidade neste atual século vai ser a escassez de água, e o Brasil, seá o maior detentor deste liquido precioso. Portanto, cabe ao governo brasileiro traçar uma política de armazenamento desses recursos hídricos despejados, continuamente, nos mares de suas respectivas regiões, no intuito de termos a maior reserva de água doce do planeta, para quando formos procurados por outros países e com certeza vamos ser, seremos o maior exportador de água doce deste século e de outros séculos subseqüentes....
Para se atender os objetivos do projeto da política de armazenamento dos nossos recursos hídricos, bastaria somente que o governo brasileiro interligasse as quatro grandes bacias hidrográficas brasileiras, tendo a Amazônica supridora dessas interligações, pois a Bacia Amazônica despeja mais de 215.000 m³, diuturnamente no oceano Atlântico...

Com a efetivação dessas sonhadas, porém exeqüível interligação das grandes bacias brasileira, se salvaria de morte prematura o Rio São Francisco e se viabilizaria, de vez, sem sofrer solução de continuidade, a transposição de suas águas para os sertões nordestinos brasileiros. Ao mesmo tempo, se estabeleceria a política de gerenciamento dos recursos hídricos brasileiros neste séc. XXI, e para os próximos séculos... Atendendo a uma política agrícola/fundiária no desenvolvimento auto-sustentável. Evitar-se-ia, desta forma, o mau uso da água, que, decorrente disto, existem bolsões de misérias às margens do Rio São Francisco, ao longo dos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. E no estado do Amazonas, quase totalmente banhado por água, é absurdamente gritante o seu subdesenvolvimento...


*Conteúdo extraído do livro "Água: A Essência da Vida" /
www.pedroseverino.xpg.com.br
Do escritor Pedro Severino de Sousa

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