Alda - Um dos grandes amores de Lamartine Babo

 

 

 

A música “Dançando com lágrimas nos olhos” é a versão que Lamartine Babo fez de uma canção americana. Foi gravada por Francisco Alves quando o compositor estava reengatando seu namoro com Alda, chapeleira e filha da costureira Dona Filomena, um dos seus grandes amores.

 

 

 

Dançando com lágrimas nos olhos” (Al Dubin/Joe Burke - Versão: Lamartine Babo) # Francisco Alves. Disco Odeon (10825A), 1931.

 

 

 

 

 

 

 

 

O namoro de Alda e Lamartine começou no carnaval de 1923. Ela estava fantasiada de colombina e ele se apaixonou. Dois anos depois Alda escreveu uma carta rompendo o relacionamento. Lamartine ficou arrasado e só mais tarde soube o motivo. Ela estava com suspeita de tuberculose.

 

 

 

Passaram-se os anos, a saúde melhorou e o namoro voltou. Empolgado Lamartine compôs a versão da valsa americana (citada acima) e também a “Marchinha do amor”, sucesso no carnaval de 1932 nas vozes de Francisco Alves e Mário Reis. O início da letra não deixa dúvidas sobre a musa inspiradora.

 

 

 

 

Marchinha do Amor” (Lamartine Babo) # Francisco Alves/Mário Reis e Orquestra Copacabana. Disco Odeon (10871), 1932.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O curioso é que Lamartine Babo mostrou duas músicas de carnaval para Francisco Alves e o cantor escolheu a “Marchinha do amor”. Foi um estouro. Mas sabe qual era a outra? - “O Teu cabelo não nega” (c/ Irmãos Valença). Foi o cantor Castro Barbosa que acabou gravando esse que é um dos maiores sucessos carnavalesco de todos os tempos.

 

 

 

 

A história com Alda sofreria mais um revés. Lamartine tentou manter um namoro paralelo com a jovem Baby (Bebinha). Alda descobriu e terminou o relacionamento. Tempos depois resolveu casar com outro homem. Novamente arrasado, Lamartine, compôs, em 1937 - “Mais uma valsa... mais uma saudade” (c/ José Maria de Abreu), lançada por Carlos Galhardo.

 

 

 

 

Mais uma valsa ... mais uma saudade” (Lamartine Babo/José Maria de Abreu) # Carlos Galhardo e Orquestra Victor Brasileira. Disco RCA Victor (34200 A), 1937.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 1938 a tuberculose voltou com força. Alda pediu para ver Lamartine e o marido permitiu. Ela praticamente morreu nos braços do seu grande amor.

 

 

 

 

 

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Fonte:

 

- IMS (Instituto Moreira Salles) -Rádio Batuta /Música e História / Batuta na CBN. Bia Paes Leme (apresentação) e Filipe Di Castro (Edição e sonorização).

 

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Exibições: 317

Comentário de Gregório Macedo em 15 agosto 2013 às 2:52

"Três ótimas músicas. Vendo agora a realidade que as inspirou, ficaram ainda mais interessantes. Aliás, após ler o texto, e antes mesmo de ouvir as canções, pensei em como poderia ser bacana um filme ou parte de um filme sobre Lamartine em que tais situações fossem destacadas.

Com a letra L começa o amor que a gente tem!

Beijos."

Transcrevi do blog do Nassif, pois aqui o comentário se torna permanente.

Beijos.

Comentário de Laura Macedo em 15 agosto 2013 às 2:58

Gregório, com a letra G começa o amor que eu tenho...

Beijos.

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