Almoço entre pré-candidatos pode descartar prévias no PT de São Paulo – Rede Brasil Atual (Anselmo Massad)

 

- Expectativa é de que Tatto e Zarattini abram mão de disputar prévias em favor de Fernando Haddad. Decisão ainda não foi selada

São Paulo - Um almoço entre os três pré-candidatos do PT à prefeitura de São Paulo pode selar a posição do PT em relação à eleição municipal de 2012. O ministro da Educação, Fernando Haddad e os deputados federais Carlos Zarattini e Jilmar Tatto encontram-se nesta sexta-feira (11.11.11), acompanhados pelos presidentes dos diretórios petistas da capital, o vereador Antônio Donato, e nacional, o deputado estadual Rui Falcão. Uma entrevista coletiva está marcada para o início da tarde, depois da conversa.

A expectativa é de que se definam termos para evitar a disputa de prévias dentro do partido entre os postulantes. Nesse caso, o mais provável para se manter no páreo é Haddad, o favorito da tendência Construindo um Novo Brasil – o antigo Campo Majoritário, que atualmente detém maior influência dentro da legenda. Isso inclui nomes de peso, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a atual presidenta, Dilma Rousseff.

Donato admite que o cancelamento das prévias é possível, mas deixa claro que a decisão ainda não está ainda definida.

Outros dois pré-candidatos, os senadores Eduardo Suplicy e Marta Suplicy, desistiram antes do fim do prazo de inscrições para as prévias. Enquanto o primeiro aderiu a Haddad, a ex-prefeita não tornou formal o apoio, mas disse apenas que não conviria levar o partido à disputa interna, porque isso dividiria as forças da legenda.

São Paulo é governada por Gilberto Kassab (PSD), reconduzido ao cargo em 2008. Quatro anos antes, José Serra (PSDB) foi eleito – tendo Kassab como vice, que assumiu em 2010. Em ambas os casos, Marta foi a candidata petista. O PT administrou São Paulo em duas ocasiões, uma com a atual deputada Luiza Erundina (PSB), de 1989 a 1992, e outra com a atual senadora, de 2000 a 2004.

 

Outros partidos

Fora do PT, também há pouca certeza sobre nomes, mas a temporada de especulação está deflagrada. O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles migrou para o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, e mudou seu domicílio eleitoral de Goiânia para a capital paulista.

Pelo menos outros dois nomes colocados na corrida filiaram-se há mais tempo. O deputado federal Gabriel Chalita trocou o PSB, pelo qual foi eleito, pelo PMDB, onde conta com o apoio do também ex-socialista e presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

O presidente da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Luís Flávio Borges D'Urso, não mantinha vínculo partidário antes de aderir ao PTB. É pré-candidato.

O vereador Netinho de Paula (PCdoB) e o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical (PDT), também se afirmam pré-candidatos.

No PSDB, a divisão se dá entre o secretário de Meio Ambiente do estado, Bruno Covas, e o deputado federal Ricardo Trípoli , que também manifestou desejo de concorrer. Além deles, são citados o senador Aloysio Nunes Ferreira e o ex-governador José Serra, embora não tenham declarado intenção de postular a candidatura.

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